Sábado, Novembro 28, 2009

Câmara Municipal reclama junta médica da ADSE em Faro



Juntas Médicas - Secção do Sul
Instalações do Governo Civil
Rua Francisco Soares Lusitano
7000-897 ÉVORA

A constituição e funcionamento das Juntas Médicas são da responsabilidade da ADSE – Sistema de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública, cuja dependência hierárquica e funcional está sujeita ao Ministério das Finanças. Estes órgãos têm como missão a verificação de doenças naturais ou, em alternativa, a verificação de acidentes e doenças profissionais.
A Câmara Municipal de Faro, atendendo ao facto de que a Junta Médica que tem jurisdição sobre o distrito de Faro está sediada em Évora, a cerca de 250 Km de distância, que a ligação entre Faro e Évora não há transporte directo e que, do ponto de vista humano, é uma crueldade sujeitar funcionários enfermos a tão penosa empreitada para uma mera consulta de alguns minutos, vai encetar todas as diligências no sentido de sensibilizar o Ministério das Finanças para que promova a criação de uma Junta Médica em Faro, que sirva todos aqueles que têm a ADSE como sistema de protecção social.
Faro e o Algarve não podem ser menorizados, nem podem estar cativos da assistência de serviços públicos imprescindíveis que são essenciais para que as populações sejam servidas pelos poderes públicos com a dignidade que lhes é devida.
CMF

Há Fogo em Faro

O presidente da edilidade, em pouco tempo de presidência, de conhecimento e de ligação às forças da cidade, conseguiu incendiar dois quartéis, esquentando as ideias de dezenas de bombeiros e gerando perplexidade entre a população.
Aparentando conhecer os problemas dos bombeiros e baseado em decisões aplicadas noutros lugares, Macário Correia, utiliza como argumento “a racionalização de meios físicos e financeiros”, para pôr em cima da mesa uma proposta de comando e central de operações unificados, bem como um quartel único para municipais e voluntários.
Tratar dos assuntos dos bombeiros de Faro com um plano que denuncia ter sido pensado e cozinhado nos bastidores faz tempo, com indigitação do comando já pré-delineada e tudo em nome dos preceitos e de alguma legitimidadede Lei, teria que provocar o fogo do descontentamento entre pessoas treinadas para a ponderação e a lucidez antes de agir e com grande tradição de democracia no seu funcionamento.
Os bombeiros estão habituados a discutir as decisões e a sua estruturação até aos elevados padrões de profissionalismo que exibem, sendo a sua conduta passada uma chamada de atenção para todos aqueles que acham que têm poder para impor soluções sem serem discutidas e assimiladas.
Não nos vamos envolver na discussão das competências e níveis de preparação das duas corporações mas, o que os cidadãos sabem, é que o profundo respeito e admiração que os bombeiros gozam no concelho e sem questionar o interesse público dos propósitos finais da autarquia, aconselharia mais diálogo e sensibilidade no tratamento do assunto.
Um mais do que o outro, os dois quartéis estão mal situados e sabendo das dificuldades financeiras do município para lançar um novo quartel, encontramos aqui mais uma razão para não precipitar um assunto onde o tempo deveria funcionar como conselheiro.

Luis Alexandre

Bombeiros de Faro



DIA 1 DE DEZEMBRO

CERIMÓNIA PÚBLICA DE APRESENTAÇÃO DA FORÇA OPERACIONAL CONJUNTA
DOS BOMBEIROS DE FARO (FOCON)

Realizar-se-á no próximo dia 1 de Dezembro (Terça-feira) a cerimónia pública de
apresentação da força operacional Conjunta dos Bombeiros de Faro (FOCON).
A cerimónia iniciar-se-á pelas 11h30 de acordo com o seguinte programa:

11h30 – Recepção aos convidados no Largo da Sé;
11h45 – Chegada da entidade que preside;
- Prestação de honras pelas Forças em parada;
- Passagem em revista;
11h55 – Leitura do despacho de nomeação do comandante Operacional Municipal e
assinatura do protocolo de constituição da Força operacional conjunta – FOCON;
12h00 – Intervenção do Comandante Operacional Municipal, Lic. Aníbal Silveira;
12h05 – Intervenção da Governadora civil do distrito de Faro, Isilda Gomes;
12h10 – Intervenção do Presidente da Câmara Municipal, José Macário Correia;
12h30 – Desfile apeado e motorizado da FOCON;
13h00 – Almoço no Quartel – Sede da FOCON, na Avenida Cidade Hayward.

É de salientar que o Presidente da Câmara, José Macário Correia, comunicou esta
intenção previamente numa reunião que manteve com a Associação Nacional de
Bombeiros Profissionais (ANBP) para discutir questões relacionadas com a área do
socorro e com a melhor forma de optimizar recursos. Contactado pelo JN, Fernando
Curto, presidente da ANBP
, refere que há muito defende uma “linha directa e única” para
os centros distritais de operações de socorro. “É uma vertente inovadora. É uma prática
que já existe na Europa”,
explicou. Para Fernando Curto, a cidade de Faro teria a ganhar
juntando as duas corporações num único espaço, que poderia ainda aliar a protecção civil
municipal. “Seria muito vantajoso em termos operacionais, que é o mais importante para
os bombeiros. Havia maior eficiência e não havia o risco de duplicar meios
”, argumentou
Fernando Curto.
O Presidente da ANBP sublinhou que este método facilita a gestão das viaturas, que são
muito caras. “Os carros de combate a incêndios florestais fazem mais falta na periferia do
que no centro histórico
”, afirma.
Fernando Curto adiantou ainda ao JN que a ANBP vai agora redigir um memorando sobre
a reunião de ontem para entregar, segunda-feira, a Macário Correia, onde apresentará
algumas sugestões relativas, por exemplo, à constituição de uma estrutura de comando
ou do pessoal necessário para assegurar os vários sectores para a “remodelação” que
está a ser avaliada nos gabinetes da Câmara de Faro.
In Jornal de Notícias” de 6 de Novembro de 2009, página 20.
CMF

Sexta-feira, Novembro 27, 2009

Melhoria do trânsito automóvel na zona de S.Pedro-Carmo






Além das sugestões do comentário "Melhoria do trânsito automóvel na zona de S.Pedro-Carmo", há que melhorar/pôr ordem no estacionamento nessa zonas.
Junto envio fotos ilustrativas do caos daquela zona, onde os "arrumadores" são reis e senhores.
Quando há algum lugar vago berram e esbracejam até lá parquearmos, caso contrário, ai de quem não estacione onde eles querem, chamam-nos todos os nomes e mais alguns. Não se consegue pôr ordem nestes "chungas" que além da poluição visual e sonora que fazem, também deixam imunda com restos de comida e garrafas de cerveja vazias as zonas por onde andam?

Miguel Rato

BERNARDO TRINDADE SEM SURPRESAS

O secretário de estado do Turismo, Bernardo Trindade, veio ao coração da crise turística para anunciar mais uns esforços em campanhas de publicidade do espaço nacional e um extraordinário aumento de 50 milhões de euros para o programa INVEST.
Este membro do Governo, que discursou na abertura do congresso da APAVT, que se está a realizar em Vilamoura, disse que a campanha "Portugal Maior", para além da insistência no espaço nacional, se estenderia a Espanha e às comunidades de emigrantes de França, Venezuela e em especial da África do Sul e, para tal, vão ser disponibilizados 4 milhões de euros.
Se a continuidade e alargamento da iniciativa merece o nosso aplauso, as verbas anunciadas é que nos parecem ridículas para cobrir tantos espaços e conseguir resultados capazes de ajudarem a minimizar as perdas de visitantes das origens tradicionais.
O Algarve, como a região mais turística e mais afectada do país, fica assim metida no mesmo saco do "esforço nacional".
Estas intervenções anunciadas, embora saibamos que existem outras, entre elas o ALLGARVE, concorrem para nobres objectivos mas, comparativamente com os esforços desenvolvidos pelo Governo no apoio a outros sectores económicos, onde aplicou centenas de milhões, entendemos que são uma desconsideração para com a importância da actividade turística e para com as dezenas de milhares de trabalhadores que dela dependem directa e indirectamente.
A região algarvia, que durante cinco décadas tem sido um grande contribuinte líquido para o erário público, nunca é demais lembrá-lo a Lisboa, volta a ser, de uma assentada, duplamente maltratada.
Não só o Turismo algarvio merece distinção na sua especificidade e sustento da região, ficando as suas empresas sujeitas ao bolo nacional agora aumentado em 50 milhões, como no campo da sua publicitação, é diluído no cartaz nacional.
Face às circunstâncias, vamos esperar que a luta de contrários, entre a dureza da realidade da vida social e económica do Algarve e a desatenção governamental, se esclareçam no tempo para podermos fazer os juízos acertados.

Luis Alexandre

O Comentário

Talvez se, no Algarve Litoral, tivesse sido a Mota-Engil a obter a concessão, talvez se fizesse o milagre dos peixes..talvez, mesmo sem as expropriações serem iniciadas.Lá encontrariam a maneira..há sempre leis apropriadas!
Esta contrariedade e a do Bacelar Gouveia mostram bem o interesse que o ps e o psd/lisboa têm na economia do Algarve, boa fonte de receitas fiscais.. nunca de melhoramentos regionais.
É tempo de continuar a falar em Regionalização a sério.
Não afundem mais a barca algarvia.
Para mim podem ir dar banho ao cão e ficarem por lá.
O cão é peso a mais na barca.!
E o Macário está bem nomeado, afinal é o presidente da Amal, eleito e por direito do voto democrático, maioria regional.! Forçará concerteza a obra da 125, da variante e de muitas mais, bem necessárias.
Marceano

Quinta-feira, Novembro 26, 2009

ACESSO A FARO


“José Apolinário, que conduziu este processo enquanto presidente da câmara, cargo que perderia para o social-democrata Macário Correia, pretende agora que “a autarquia solicite informações formais junto da Estradas de Portugal pela seu não avanço, se foram ou vão ser aplicadas multas ao consórcio e se, de algum modo, o prosseguimento das obras aguarda o pronunciamento do Tribunal de Contas”
A montanha pariu um rato, todos sabiam incluindo a oposição de hoje que alguma coisa não corria bem, então a solução seria a demonstração da preocupação para levar aos menos atentos que os homens se preocupavam com a celebre acesso a Faro ( Variante Norte) incluída na concessão rodoviária Algarve Litoral apresentada com grande pompa e circunstancia pelo senhor Sócrates e Portada e companhia.
Tiveram azar porque em menos tempo do esperado a resposta já foi dada.
O Tribunal de Contas (TC) recusou a atribuição de visto prévio ao contrato da concessão rodoviária Algarve Litoral, adjudicada ao consórcio liderado pela Edifer, disse esta quinta-feira à Lusa fonte oficial da empresa, refere a Lusa.
A fonte oficial da Edifer disse à Lusa que foi informada da recusa do visto prévio pela Estradas de Portugal (EP). “

Etelvina Jesus da Consolação Burney

A variante norte a Faro entrou em contra-mão, tal como a requalificação da EN 125?
O que tem a dizer Miguel Freitas, sobre esta derrapagem de processos, sustentada pelo Tribunal de Contas?
Não é o fim da picada mas os atrasos estão em marcha.
Já aqui tinha levantado estas suspeitas, pelas leituras das entre-linhas.
Luís Alexandre

Tribunal de Contas recusa visto prévio à Algarve Litoral(actualizado)aqui

Afinal o vosso homem é reconhecido pelo trabalho desenvolvido contrariando os politicamente correctos.
O Governo aprovou hoje os doze representantes de Portugal no Comité das Regiões da União Europeia, dele fazendo parte os líderes regionais da Madeira e dos Açores e dez presidentes de Câmaras Municipais.
Cinco presidentes de câmaras eleitos pelo PSD, quatro pelo PS e um pela CDU - nomes indicados após audição das duas regiões autónomas e da Associação Nacional dos Municípios Portugueses.
Macário Correia (Faro), foi um dos cinco.
Os 12 membros portugueses do Comité das Regiões da União Europeia terão mandato até 2014.
Tendo Carlos Tuta perdido a presidência do município de Monchique, toda a gente se preocupava quem iria representar os socialista algarvios, até se fazia conjunturas que o representante
dos socialistas viria a ser escolhido entre Francisco Leal, presidente da Câmara de Olhão, ou Manuel da Luz, edil de Portimão.
Todos falharam!
Socialistas ficaram em (Lisboa), (Braga), (Amadora) e (Baião).

Donatien A. François de Sade

Para ninguém ficar a rir!


Santiago Sierra
LOS PENETRADOS
Primer acto: 10 hombres de raza blanca penetraron a 10 mujeres de raza blanca.
( a pedido de vários leitores do ADF foi retirada a anterior ilustração, em seu lugar um trabalho
do artista Santiago Sierra, clicar na fotografia para ampliar)
O deputado eleito pelo círculo do Algarve para a Assembleia da República, Bacelar Gouveia, é agora candidato à distrital de Lisboa. Mas não esquece a região algarvia.
Interrogado sobre o facto de ser candidato à Distrital de Lisboa do PSD e deputado eleito pelo círculo de Faro, Bacelar Gouveia referiu, durante a sessão de apresentação da sua candidatura, que "os deputados, embora sendo eleitos num distrito, representam todo o país" e que, embora eleito pelo Algarve, é lisboeta e reside na capital.
Bacelar Gouveia acrescentou que se sente "totalmente motivado" para dar particular atenção aos interesses dos dois distritos.
"Usando uma frase que ficou famosa num cantor popular português, eu passarei a ter dois amores: o Algarve e Lisboa", referiu.

Alô, Sr. Bota qual vai ser a reacção, a dança continua seja de uma lado ou de outro mas os culpados somos nós Algarvios que damos credibilidade a parolos armados em políticos. anónimo

Finalmente!


Tribunal de Faro vai para obras.

"... “O Ministério da Justiça prevê a realização de obras no tribunal judicial de Faro que incluirão a remoção dos aparelhos exteriores de ar condicionado e a centralização de todos os aparelhos na cobertura do edifício.

As obras a realizar também prevêem a substituição e remodelação da caixilharia, da cobertura e a criação de duas salas para o Ministério Público, num investimento de cerca de € 410.000 euros. Prevê-se que as obras ocorram no início do próximo ano de 2010”, adianta a mesma fonte..." mais aqui

O COMENTÁRIO - MELHORIA DO TRÂNSITO AUTOMÓVEL NA ZONA DE SÃO PEDRO-CARMO

A situação do trânsito resolvia-se de uma forma simples: voltar a orientar o trânsito tal como se encontrava ANTES DA ABSURDA ALTERAÇÃO, actualmente em vigor, que veio complicar tudo, e que causa graves problemas aos automobilistas e peões.
Seria bom que viesse a público o nome da luminária que promoveu a alteração do trânsito na zona, que, tal como então se encontrava estabelecido, respeitava a ordem natural e fazia escoar o trânsito com facilidade. Com a "brilhante" reorientação, complicou-se tudo.
Parece que nos persegue uma sina nesta cidade: quando as coisas estão bem e funcionam bem, tem de aparecer algum "inteligente" que decide fazer mudanças... porém, e infelizmente, quase sempre para pior.
Não vale a pena analisar ponto por ponto a estupidez que representa o actual desenvolvimento do trânsito na zona que abrange a Rua do Alportel, Largo do Carmo, Largo de São Pedro e zonas envolventes. Todos os que por aí passam habitualmente, e conheciam o anterior percurso, sabem bem do que falo.
O trânsito dantes fluía naturalmente e com maior rapidez. O estado presente é anti-natural, aberrante e problemático.

Vejamos dois exemplos:

a) a inversão do sentido de marcha na Rua do Alportel, actualmente a subir (dantes, descia) ... resultou em autêntico caos, como todos se apercebem... Basta ver as enormes filas de trânsito que se formam, e a dificuldade de, entrar na Estrada da Circunvalação, para o lado esquerdo em direcção à Metalofarense. Chegam a amontoar-se carros que não permitem o escoamento dos que, circulando na Circunvalação, se dirigem para a zona do Mercado...!
b) quem vem da Rua Cruz das Mestras e quer entrar no Largo de São Pedro, seria natural que continuasse o percurso em frente. Mas não: tem de virar à direita, subir a Rua do Alportel, e, lá acima, junto à Escola do Carmo, virar à esquerda, seguir para o Largo do Carmo, ladeá-lo e continuar... para ( finalmente!), chegar ao Largo de São Pedro! Um absurdo!

Estes dois pequenos exemplos representam a mais pura estultícia, desperdício de tempo, de energia, de combustível.... e de paciência! E configuram bem o disparate do actual ordenamento rodovário da zona! Para só falar desta zona...

Haja a coragem desta Câmara de facilitar a vida dos munícipes, mudando, com bom senso, ponderação e verdadeiro interesse pela coisa pública (valores que, parece, escasseavam nos anteriores executivos) o que tem de ser mudado.

M.Rocchetta

Este estudo nada teve a haver com a Engenheira do trânsito foi em tempos de uma vereação estudado por uma empresa de Lisboa.Falar sim mas com conhecimento de causa, falar por falar dediquem-se à pesca e meditem.Tudo está mal venha quem vier só é pena que estas mentes iluminadas não apareçam junto dos órgãos responsáveis.E já agora ainda ninguém se apercebeu que o mercado de Bagdad junto ao Hotel Eva já desapareceu!
anónimo

Quarta-feira, Novembro 25, 2009

Macheza


Eu tinha um grande problema na escola para demonstrar a minha masculinidade.
Muitos colegas insinuavam que eu era uma menina. A merendeira rosa, herdada da irmã, agravou as evidências.
Não fazia nenhuma porquice. Guri mesmo mostrava bafo e não o escondia com as mãos. Guri bom se sujava, voltava do recreio suado do futebol e não se envergonhava. Retirava tatu do nariz, escandalizava as professoras revirando as pálpebras, promovia cusparadas do alto do muro em direção à rua, segurava o saco para impor autoridade.
E eu, aristocrata do guardanapo de papel, de camisa branca engomada, seguia à risca o pedido materno de obedecer e ser educado. Pedia passagem às cortinas e agradecia a luz das janelas. Gentil até para pisar na grama. Não me familiarizava com a transgressão.
Vivia próximo do quadro-negro — e só dele. Não tinha aceitação. Tratado como um esquisito, uma criança afeminada, que ora despertava compaixão, ora gerava escárnio. A vergonha ainda enchia de blush a minha cara para piorar a situação.
Até fingia algum desleixo e diminuir a cobrança. Forçava grosserias. Mas não conseguia superar a prova de fogo da virilidade: arrotar.
Eu me censurava no sangue. Não sou de uma família que gritava saúde quando escapava o incômodo relincho, os pais penalizavam com “que nojo”, “cadê os modos?”.
Fracassava miados. Juro que tentei. Gravava fitas-cassete para ensaiar. Não havia jeito: engolia ar, que se dispersava nas palavras. Soltava unicamente brisa, sopro cálido, resmungo. Não ressurgia com nenhum estrondo. Nenhum barulho vulcânico como os estudantes de minha classe. Produzia no máximo um humilhante soluço. A garganta deveria ter algum furo. Uma infiltração de cordas. Minha asma, acredito, enfraquecia a subida.
Com custo e dor, estapeava o peito, comprimia a barriga, dobrava as pernas, e nada.
Não cuspia nem pólvora, muito menos o fogo. Os piás reuniam-se no campinho para fazer concurso de arroto. Alegre arruaça, com edições mensais e fama eterna. Eles roncavam, eu ronronava. Compravam uma coca-cola litrão e começavam as apresentações. As meninas aplaudiam os gladiadores da voz. Cada um tinha direito a um solo, a matar o leão no grito. Dois minutos depois de ingerir o gás, lançavam arrotos indescritíveis, letais, mais audíveis que a sineta. Não se esforçavam, transparecia como um movimento natural, assim como bocejar na hora da preguiça. Parecia que o pulmão saltava junto. Eram tenores do arroto. Um espetáculo altissonante de chiados e rancores.
No momento em que chegava a minha vez, alegava que não estava com sede e vontade. Todos me mandavam brincar de boneca.
“Vá lá com suas barbies!”
Pena que nunca participei de disputa de choro. Talvez a poesia seja exatamente isso.

Ilustração: Osvalter
Texto:Fabrrício Carpinejar

A Variante do (des)Norte



FARO: Obras da Variante Norte já podiam estar no terreno, aqui

A Variante na Alcagoita, aqui

Na minha opinião é só a mais necessitada e importante obra para Faro.
Ao mesmo tempo, e após 16 anos de promessas de avanço,(reforçadas nos últimos 4 mas sem que nada tivesse avançado) serve agora para fomentar a maior hipocrisia política de que há memória por parte do PS de Faro.
Já chega! Façam e ajudem a fazer!
Ferreira

Hipocrisia é pouco para qualificar esta atitude.Primeiro levaram 4 anos sem fazer nada. Depois inauguraram com pompa e cirscunstância. Durante a campanha gastaram rios de dinheiro do município (de todos nós) em outdoors, jornais de campanha, flyers, etc. Disseram e escreveram que a obra estava em curso (quando ninguém tinha sequer contactado os proprietários dos terrenos) e que estaria concluída em 15 meses. Depois das eleições já reconheceram que a obra está parada e agora pedem para o actual executivo fazer pressão.
GRANDE TRAPALHADA, JÁ NÃO HÁ VERGONHA NENHUMA!!!E isto é apenas um dos assuntos importantissimos para a Cidade. Nos outros a trabalhada é idêntica.
anónimo

QUEM GOSTA DO LARGO DE SÃO PEDRO?


Nesta altura em que se anunciam mega planos a torto e a direito não acham que estava na altura de alguém fazer um pequeno estudo de requalificação do Largo de são Pedro e até da envolvente da Igreja do Carmo?

Quando se olha para a vista aérea da zona até parece uma zona verde interessante, dominada por árvores de bom porte (nem sei se o espaço principal tem um nome específico pois não aparece na cartografia).

A realidade é outra. Demasiadas zonas de circulação automóvel, estacionamento pouco racional e quase nenhumas condições para actividades de lazer, nem que seja só estar sentado num banco de jardim a apanhar sol.

Ainda me lembro da roulote do alfarrabista onde ir trocar livros do Tio Patinhas e do Major Alvega. O “bandido” dava-me sempre livros mais esfarrapados do que aqueles que eu lá deixava.
Parece-me que se trata de um somatório de pequenos espaços públicos desgarrados uns dos outros, que têm sido esquecidos por quem manda cá no burgo, mas com muito potencial que pode ser valorizado por uma intervenção de conjunto.

Paulo Charneca

A 17 de Abril de 2008 escrevi um artigo para o jornal "O Algarve" que também foi publicado neste blogue a 22 de Abril de 2008-> http://adefesadefaro.blogspot.com/2008/04/o-largo-de-s-pedro-e-rea-frente-igreja.html ,no qual avancei com algumas ideias para o Largo do Carmo e de S. Pedro. Posteriormente, em Janeiro de 2009 enviei o mesmo texto, juntamente com outras propostas e sugestões sobre vários assuntos, ao então Presidente da Câmara. Desse e-mail apenas resultou uma breve explicação relativamente à proposta para a frente ribeirinha na sua articulação com o POLIS, nada mais. Como tal e aproveitando a sugestão deste tópico vou aproveitar para reencaminhar ao actual Presidente o e-mail de outrora pois a grande maioria das sugestões ainda se mantém válida.
Cumprimentos,

Miguel Caetano

Verdade seja dita...à cerca de 1-2 semanas arranjaram a iluminação da zona junto ao "Seu Café". Esse pormenor melhor em muito o espaço nocturno daquela zona...que estava praticamente moribundo. Mas concordo com a opinião do Paulo Charneca...já estava na altura de arranjarem o Largo. Eu, na minha opinião, deviam fecha-lo completamente e fazer um largo amplo, removendo aquela via larguíssima que se encontra ao meio. A circulação do transito podia perfeitamente passar em volta, pelo largo da Igreja de S.Pedro, mudando-se o sentido da via daquele pequeno troço entre a padaria Lisbonense e o IPTM. Penso que seria a melhor solução em vista a um largo digno desse nome.

Fábio Martins

MAIS VALE TARDE DO QUE NUNCA


O líder regional do partido do Governo e deputado da Nação pelo Algarve, Miguel Freitas, resolveu, finalmente, intervir no processo de degenerescência da Alisuper.

Decorreram meses com os trabalhadores a sofrerem na pele as consequências de um processo alheio às suas responsabilidades e só depois das queixas destes aos sindicatos e da mediatização do caso, é que vão activar o Fundo de Emergência da Segurança Social.

Mais vale tarde do que nunca mas, os políticos regionais têm de arcar com as responsabilidades políticas do extremo a que deixaram chegar a situação, não só dos trabalhadores mas da empresa em si, cujos sinais de má gestão aliadas à conjuntura económica, prenunciavam o momento que se vive.

Pretende o senhor deputado, levar as suas preocupações à possibilidade de salvar a empresa, abrindo negociações com os credores, facto que não dissipa as dúvidas, se tal intervenção não virá muito tarde.

A estrutura pesada e os custos de funcionamento desta rede de supermercados, são como todos os pequenos e micro empresários, vítimas do exagero de oferta na região, factos que não foram acautelados e agora se abatem não só sobre esta empresa mas, de milhares de outras que deveriam merecer o mesmo respeito.

Miguel Freitas, invoca o papel social da empresa Alisuper, em virtude dos seus 500 trabalhadores e ignora os muitos milhares que viveram as mesmas vicissitudes no passado recente, sem que o mercado de trabalho tenha gerado condições para a sua integração.

Contudo, olhando para a realidade envolvente, todos os factores de mercado que abriram as portas das dificuldades em crescendo da Alisuper, só têm tendência para piorar. O esmagamento das margens de lucro e das vendas, que conduziram à instabilidade financeira, já está a atingir os grandes espaços, ao ponto da deflação ser uma das suas medidas de resposta.

No quadro difícil que está criado, qualquer engenharia financeira que a intervenção do senhor deputado e do Governo venham a intermediar ou a construir, dificilmente deixará de passar pela reestruturação da empresa, com os cortes inevitáveis em custos de estruturas, de pontos de vendas e de trabalhadores.

O momento exige que se fale verdade!

Luis Alexandre

Terça-feira, Novembro 24, 2009

AINDA OS ARES CONDICIONADOS E OUTRAS COISAS QUE TAIS


A questão suscitada há dias na Defesa de Faro relativamente à legalização dos ares condicionados, veio ao encontro do que penso há já alguns anos.
Com efeito, não faz sentido as máquinas do ar condicionado assumirem uma preponderância que é completamente inestética nos edifícios. Mas quanto a isso, penso que os edifícios públicos devem dar o exemplo. Anexo foto do edifício da extinta Junta Autónoma de Estradas, na Rua do Alportel. Fica muito feio o edifício com aqueles apêndices a poluirem toda a fachada.
É uma situação menor face a todos os problemas que assolam a cidade? Sem dúvida. Mas tem que se começar por algum lado. Uma cidade mais limpa e cuidada traz benefícios para toda a população.
A mesma situação aplica-se aos carros e prédios abandonados.
Independentemente de quem governa a câmara, é necessário as pessoas estarem vigilantes, recolherem informação e questionarem as decisões tomadas. Participarem na gestão da câmara, existindo já diversa legislação que permite isso. Empenharem-se contribuir para resolver os problemas. Não é dizer que a cidade está suja e continuar a deitar lixo para o chão, com o pensamento bem português de que existem funcionários para fazer a limpeza, como tal podem sujar.
Relativamente à questão dos carros abandonados. Existe algum levantamento de quantos carros são? Quem são os proprietários? Quais são os procedimentos legais para retirá-los da via pública? Porquê que as pessoas que estão preocupadas em falar mal de tudo não se organizam e fazem um levantamento da quantidade de carros, localizá-los em planta e através da matrícula, quando existe, obterem o nome em que está registado? Com base nessa listagem fazer um requerimento a quem de direito para resolver esse flagelo. É uma forma organizada de fazer pressão e de acompanhar com eficácia a evolução da situação. Dados concretos exigem respostas concretas.
Há tanta gente reformada e que se preocupa com a cidade, com tempo disponível para fazer esse trabalho.
O mesmo se aplica às casas devolutas e em adiantado estado de degradação que existem em toda a cidade. É possivel também fazer um levantamento exaustivo das mesmas, localizá-las em planta e, através da conservatória do registo predial, saber em que nome estão registadas. Provávelmente vamos ter muitas surpresas com a revelação desses nomes. O passo seguinte será o mesmo: requerimento baseado nesses dados concretos a solicitar soluções para resolver esse problema. Podem inclusivamente apresentar soluções: aumentar as taxas de IMI, criar incentivos para a reabilitação desses prédios.
Outro exemplo: sabem quantos funcionários tem a câmara? Sabem a distribuição dos mesmos por departamentos e secções? O que é que eles fazem? Isto também pode e deve ser questionado. Segundo o relatório de gestão de 2008, a Câmara atingiu um máximo de 815 trabalhadores nesse ano, mais do que nos 3 anos anteriores. Curiosamente esse relatório faz diversas análises mas não faz a afectação dos mesmos aos respectivos departamentos e secções. Não conseguimos assim fazer um diagnóstico correcto do quadro de pessoal da câmara, identificando onde existe sobredimensionamento.
Mas a conclusão a tirar é de que é necessário é a sociedade civil organizar-se e envolver-se de uma forma construtiva na resolução dos problemas da cidade, independentemente da cor politica que domina a câmara.
É esse o caminho e não há volta a dar.

Nelson Silveira

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

UMA PEÇA DE XADREZ



ISILDA GOMES:"estou a responder à estratégia do partido".
(in "Observatório do Algarve")

A Drª. Isilda Gomes, não chegou a aquecer o lugar no parlamento e de ex-governadora do distrito, num interregno de 3 meses, é recolocada no cargo, em nome da estratégia do PS, questão que ficou bem expressa nas afirmações públicas.

A ascensão ao parlamento, representaria um prémio sempre a subir na carreira política e ambições pessoais mas, o dever e não as ordens, falaram mais alto nesta marcha atrás.

A decisão do Governo, visou, portanto, colocar num lugar público e cimeiro da organização administrativa do Estado, uma pessoa de confiança do PS, para defender a estratégia do PS.

A Drª. Isilda Gomes, ao merecer esta reafirmação de confiança, vê assim reconhecido o seu trabalho na passagem pelo Governo Civil.

Desse trabalho, que o PS conhecerá melhor que os cidadãos e no período em que decorreu, agravaram-se as condições sociais e económicas da região, aumentaram o número de mortos nas estradas algarvias, recrudesceram os assaltos "menores" e a criminalidade organizada e violenta, o Turismo entrou em parafuso e as velhas promessas de requalificação da EN 125 e do Hospital Central continuaram em banho-maria para voltarem a ser cartaz nas eleições de Setembro passado.

O Dr. Mendes Bota do PSD, está arrepiado com a ligeireza do PS, nestas trocas e baldrocas, acha um desrespeito pelo eleitorado e os cidadãos estão preocupados com a ligeireza dos dois partidos, que face ao momento difícil da vida do Algarve, não lhes merece cuidados nem medidas especiais.
Mas afinal, qual é a razão do retorno ao posto e qual é a estratégia do PS? É claramente, aproveitar as qualidades conciliadoras no feminino, comprovadas no passado recente de gestação da crise e agora necessárias para a sua condução, suavizando os efeitos negativos da inoperância do Governo junto da população.

A Drª. Isilda Gomes, que desempenhou funções autárquicas no concelho de Portimão, goza de alguma ligação à estrutura de poder local e empresarial da região e, no actual contexto, é a melhor escolha para os dias conturbados que aí vêm e que melhor serve a estratégia eleitoral do PS, num quadro de eleições legislativas antecipadas.

O xadrez político requer boa colocação das peças...

Luis Alexandre

O MALUCO DOS VIDROS VOLTA A ATACAR


Mais uma vez este fim de semana o famoso “Maluco dos vidros” voltou a atacar os espaços situados no exterior do Teatro das Figuras, estamos a falar do recém aberto “Espaço C” (o bar situado no exterior do Teatro) e ainda as instalações da Orquestra do Algarve.
No caso da Orquestra do Algarve esta situação decorre já há anos, sendo que fontes ligadas à ADF, garantiram-nos que em média o prejuízo mensal por estes actos de vandalismo se situam numa média de 400 € por mês só para reposição dos vidros partidos, o que no final do ano feitas as contas o valor rondará os 4000€ a 5000 € .
No caso do “Espaço C”, após 2 meses de abertura o saldo já se cifra nos dois vidros principais da entrada partidos estando o caso ainda nas mãos da seguradora, e ainda uma placa lateral do edifício bar, sendo que neste caso em virtude de já não fabricarem peças daquele material a situação torna-se ainda mais complicada.
O indivíduo que por vezes ataca na companhia de cúmplices encontra-se referenciado pelas autoridades.

Soluções:

1 – Segurança Privada
2 – Vídeo vigilância


Cumprimentos,

Gervásio da Conceição

Faro - carros abandonados na via pública

Pelos vistos já passou mais de um mês desde que o Eng.Macário Correia tomou posse na Câmara de Faro.
Durante a campanha, o actual presidente percorreu as ruas da cidade para se aperceber do que estava mal, fez algumas promessas, tomou algumas notas, está na hora de começar a apresentar serviço. Como qualquer imigrante ucraniano, o homem de Tavira "veio para trabalhar", aguardamos então pelos resultados.
Diáriamente quando passo nas ruas da cidade de Faro, fico triste com o abandono e degradação a que a cidade chegou. Sei que há situações que vão demorar meses/anos a resolver, como a limpeza de graffittis ou melhoramento de edificios degradados, mas há outras situações que são mais fáceis de resolver e ajudam a "limpar a cara" da capital do Algarve e a lhe devolver esse estatuto, pois aqui para nós, qualquer estrangeiro que chegue ao Algarve e lhe disserem que Faro é a capital, ele vai olhar para nós com um ar desconfiado e vai dizer que pensava que a capital era Portimão, Albufeira, Loulé ou Olhão, pelo andar da carruagem...
Há nas ruas da cidade muitos veiculos abandonados, a via pública não pode ser depósito de carros de proprietários desleixados. Não sei quais são os problemas legais que impossibilitam que estes carros sejam retirados da via pública, pois pelo abandono e estado de degradação em que se encontram, os donos não lhes ligam nenhuma. Será porque ninguém quer arcar com os custos do reboque, falta de espaço para os guardar ou apenas incompetência generalizada de quem gere o espaço público?
Deixo aqui 4 fotos de exemplos chocantes, que estão há anos no mesmo sitio.
Foto 1, quem vem de Olhão para entrar em Faro, no Rio Seco, depara com esta viatura (VW Polo branco) que cada vez está mais degradada.
Foto 2, no Largo das Mouras Velhas encontra-se esta carrinha Renault bege há anos, apenas a mudaram de sitio aquando das obras(?!) no referido largo.
Foto 3, na Rua João de Deus, junto à escola a ocupar um espaço que tanta falta faz numa zona de parquímetros! Este Citroen BX preto chegou a ter um bloqueador, mas entretanto foi retirado...
Foto 4, na Rua Mouzinho de Albuquerque, também junto à escola onde de manhã e ao final do dia o estacionamento é caótico, está um Hyundai Accent branco, que tal como o BX da Rua João de Deus, estão há anos a ocupar lugares de estacionamento pago, já tiveram com bloqueadores e ainda lá continuam!
Estes dois últimos casos são para mim os mais graves que me apercebi, pois além do desleixo que mostram ser estas situações e outras que há pela cidade, têm a agravante de serem o cúmulo da má gestão. Como é que querem rentabilizar uma zona de parquímetros quando se encontram lá dois "monos" a ocupar espaço sem pagar, impedindo a rotatividade do estacionamento( que é normalmente o pretexto para se colocarem parquímetros) ?
Há muitas mais situações de viaturas abandonadas na via pública, além do impacto visual negativo, ocupam espaço que podia ser utilizado pelos automobilistas/pagadores de Imposto Único de Circulação e não usados como "camas" para drogados e sem abrigo.
Sr. Engenheiro Macário Correia, vamos "Refazer de Faro uma Capital"?

Boa sorte!

Miguel Rato





Domingo, Novembro 22, 2009

Seminário debate “Alterações Climáticas e Riscos Globais”


Segunda, 23 de Novembro de 2009 às 14:30

O Centro Europe Direct do Algarve, em parceria com a Universidade do Algarve, vai realizar um seminário subordinado ao tema “Alterações Climáticas e Riscos Globais”, que terá lugar no Auditório da CCDR Algarve, no próximo dia 23 de Novembro, pelas 14h30.

O seminário conta com a presença de três oradores da Universidade do Algarve: Jorge Isidoro, do Instituto Superior de Engenharia, com a abordagem das “Cheias Urbanas”; Cristina Veiga Pires, da Faculdade de Ciências e de Tecnologia, que falará das “Alterações Climáticas” e António Covas da Faculdade de Economia, com o tema “Sociedade de Riscos Globais”.

Consultar o Programa e efectuar a inscrição online aqui http://migre.me/c4xo

A propósito da abordagem das "Cheias Urbanas"....
Apesar da época chuvosa que certamente se avizinha, ainda não vi em local nenhum da cidade de Faro, qualquer trabalho inerente á limpeza dos sumidouros das águas pluviais. Na verdade, quem percorra as ruas da nossa cidade facilmente verifica o estado de obstrução em que as mesmas se encontram.
Vem a propósito chamar a atenção dos serviços competentes para a depressão existente no pavimento existente na via junto do banco Santander/farmácia Helena, que por não haver esquamento, sempre que chove é um mar de água que ali se acumula, o que aliás já não é coisa nova!
Fica o apelo na expectativa de que alguém responsável passe por aqui e ponha rápidamente em prática, as limpezas e rectificações que começam a pecar por tardias.

Cumpts.
(anónimo)

JÁ SÓ FALTAM 3 ANOS E 11 MESES…

Passada a primeira gota deste mandato autárquico, o balanço de Macário Correia passado para a imprensa, faz transparecer o preparar da opinião pública para a projecção da desculpabilização pelas dificuldades esperadas no ultrapassar da situação caótica da autarquia farense.
“Só há dívidas e desordem”, grita Macário, agora repastelado na cadeira que ambicionou, apoiado no slogan de que veio para trabalhar.
O gestor autárquico e presidente da estrutura intermunicipal não pode, por inerência, mostrar público espanto pelo estado lastimoso das finanças da autarquia, depois dos anos de despesismo e irresponsabilidade do Partido Socialista.
Num primeiro balanço do lugar, seria mais sensato falar e salientar as soluções que vai implementar, do que ensaiar surpresa.
Quando uma parte do eleitorado da cidade e sem ser a sua maioria, confiou os destinos do Município a Macário Correia, não foi para ouvir o óbvio, ou poderá estar a lançar as primeiras pedras sobre si próprio e quando a população espera por soluções.
Os farenses e o resto do concelho querem um presidente que não repita os erros do passado e trabalhe, promovendo o controlo da despesa, impondo rigor na utilização dos meios da autarquia, eliminando desperdícios e mordomias, reorganizando os serviços e actuando do lado das receitas, valorizando os serviços que presta através da elevação da sua qualidade.
Por outro lado, queremos que melhore o urbanismo, aprove arquitectura de valor acrescentado e lance os fundamentos para a recuperação do tecido urbano e empresarial da baixa.
A cidade fez a sua escolha, elegeu-o a si e não desperdice o capital, mais do que confiança, de esperança. A gravidade da situação exige acção e não discursos dos coitadinhos, no respeito do estatuto de capital. Faça-se obra e nos momentos certos, sem ser debaixo de pressão, apresentem-se os balanços, com factos e números, que constituam factores de mobilização.
Só assim a cidade avançará, passo a passo e se obtêm os apoios de fora para dentro, que ultrapassem veleidades de bloqueio e construam consensos.
O mau trabalho do PS na autarquia e a decisão de Apolinário ficar na vereação, têm de constituir um factor de procura de soluções para bem da recuperação das condições de consolidação e cumprimento da dívida e relançamento de uma cidade que tem marcado passo.
Todos estão debaixo do olhar atento e não têm margem para frustrar expectativas.
Luis Alexandre

Sábado, Novembro 21, 2009

quando a crise atinge (quase) todos!


quando a crise se faz sentir
não, não é um sítio de sem-abrigos com jornais a tapar a janela contra os ventos mais frios. também não se trata (julgamos) de um sítio que precisa de uma pintura fresca. é uma de muitas lojas nesta cidade que se viu forçada a fechar, possivelmente por falta de clientela e que está à venda há muito, sem grande sucesso aparentemente. neste sítio não vendiam bugigangas nem outras coisas inúteis, servia para ensinar crianças na difícil arte de fazer contas. o pessoal anda a apertar o cinto e os conhecimentos ficam para adquirir através de outros meios que exigem um menor esforço financeiro. mais um sinal evidente da crise que faz derrubar sonhos e projectos e trabalho. esperemos que consigam recuperar. e que os miúdos aprendam a mesma.

se a mensagem na janela é verídica não sabemos. até pode ser que estejamos enganados e que acabamos de publicitar (involuntáriamente) algo que vai ocupar o espaço a seguir. retirado daqui



Faro - fotografia de José Cerqueira

Macário Correia: Câmara de Faro tem situação financeira preocupante

O presidente da Câmara Municipal de Faro cumpre hoje um mês de mandato e a sua principal preocupação tem sido "arrumar a casa", numa autarquia que tem "uma situação financeira, administrativa, de instalações e equipamentos preocupante".

Macário Correia disse à agência Lusa ter-se deparado, na área financeira, com "40 milhões de euros de dívidas de curto prazo, de facturação vencida, 18 processos judiciais por incumprimento de obrigações financeiras, uma dúzia de obras paradas por falta de pagamento a empreiteiros e mais 40 milhões de euros de empréstimos de médio e longo prazo". mais aqui

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Faro, 24 de Setembro de 1955

No jornal Correio do Sul encontrei o que passo a transcrever, na íntegra.
Estas leis ainda vigoram?
Dá para pensar…e muito!!!!!!!!!!!
Lina Vedes

CÂMARA MUNICIPAL DE FARO

EDITAL

LUIS GORDINHO MOREIRA, licenciado em Filosofia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa e Presidente da Câmara Municipal de Faro.

FAZ PÚBLICO que, observadas as formalidades legais, a Câmara Municipal do Concelho de Faro, manda pôr em execução a seguinte “Postura sobre prejuízos nos Jardins Municipais, Praças, Largos e Ruas Arborizadas”, aprovada por deliberação da Câmara Municipal e Conselho Municipal de Faro, respectivamente, de 13 e 15 do corrente:

Artº 1º - Nos jardins municipais da cidade de Faro, quer se tratem de Parques vedados ou não, é proibido:

1 – Subir às árvores;

2 – Tirar folhas, flores ou frutos e quaisquer plantas;

3 – Encostar-se qualquer pessoa às árvores, aos seus espeques, reparos, grades ou sebes, prender-lhes animais, ou dependurar-lhes qualquer coisa;

4 – Atirar pedras ou coisas semelhantes às plantas;

5 – Arrancar, quebrar ou torcer ou por qualquer forma danificar as plantas dos jardins, praças, ruas, e outros lugares públicos;

6 – Subir aos bancos, colocar-lhes os pés em cima ou por qualquer outra forma causar-lhes danos na estrutura ou na pintura;

7 – Circular com cães que não estejam devidamente atrelados;

8 – Circular com velocípedes ou quaisquer outros veículos, salvo os das crianças;

9 – Atravessar os canteiros, a relva, ou correr desordenadamente;

10 – Sujar ou por qualquer forma danificar os monumentos, canteiros, elementos decorativos ou outros artigos do património municipal ali existentes;

11 – Fazer buracos, cravar algum objecto ou de qualquer forma danificar os pavimentos;

12 – Praticar quaisquer actos que colidam com a decência pública;


único – São aplicáveis às praças, largos e ruas arborizadas as disposições dos números1, 2, 3, 4, 5, 6 e 9 do presente artigo.

Artº 2º - Aos frequentadores dos jardins municipais é também proibido lançar nos seus pavimentos ou canteiros quaisquer objectos, sólidos ou líquidos, que contrariem a higiene e concorram para a falta de limpeza.

Artº 3º - Sem autorização expressa da Câmara é proibido nos jardins ou parques municipais:

1 – Exercer a profissão de engraxador;

2 – Vender quaisquer artigos com carácter de permanência;

3 – Montar quiosques ou qualquer outras construções provisórias semelhantes.

Artº 4º - As transgressões à presente postura serão punidas com as seguintes multas, às quais acresce sempre o pagamento de prejuízos causados, os quais serão avaliados pelos serviços municipais e pagos na altura da liquidação da multa:

1 – As transgressões dos números 1, 2, 4, 5, 6, 7, 9, 11, do artº 1º com a multa de 30$00;

2 – As transgressões dos números 3 e 8 do artº 1º com a multa de 20$00;

3 – As transgressões do número 10 do artº 1º com a multa de 50$00;

4 – As transgressões do número 12 do artº 1º com a multa de 75$00 e imediata expulsão do jardim municipal;

5 – As transgressões do artº 2º com a multa de 25$00;

6 – As transgressões dos números 1 e 2 do artº 3º com a multa de 25$00;

7 – As transgressões do número 3 do artº 3º com a multa de 100$00, sendo o transgressor obrigado, no prazo de 24 horas,e levantar o quiosque ou construção executada sem licença.


# único – De todas as multas referidas caberá ao autuante 50%.


Artº 5º - Tem competência para levantar os autos ou transgressão referidos nesta postura:

– O jardineiro municipal e os guardas dos jardins;
– Os guardas da polícia de segurança pública, a G.N.R. e os regedores;
– Os fiscais e zeladores municipais.


Artº 6º - Esta postura entra em vigor oito dias depois de publicada nos termos do artº 53º do Código Administrativo, e revoga as disposições camarárias em contrário, devendo ser também afixada em local conveniente de todos os parques e jardins municipais.


FARO, 24 de Setembro de 1955.

O PRESIDENTE DA CÂMARA

Luís Gordinho Moreira

De Faro ao Aeroporto em 1992



Olá Nuno,

Caso tenhas interesse, envio um video de Faro de 1992, na altura foi uma simples brincadeira improvisada, pelo que a qualidade não é a melhor, mas torna-se interessante comparar alguns pontos da cidade entre 1992 e 2009...

abraço,
Luis

Faro - Natal


O Presidente da Câmara Municipal de Faro e o Presidente da Acral (Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve) inauguram a iluminação de Natal no próximo dia 21 de Novembro, pelas 17h30 minutos. O acto simbólico terá lugar na Praça da Pontinha onde se ligará a iluminação de Natal da Baixa da Cidade.

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Sugestão de trânsito-desenvolvimento


A chamada de atenção para a situação de trânsito para a qual alertei a Junta de Freguesia de S.Pedro e Câmara Municipal de Faro, que foi aqui publicada, parece já ter surtido efeito.
Até agora nenhuma das entidades respondeu ao meu mail de 11/11/2009, mas já passaram à acção, não sei se por terem sabido da situação através de "A Defesa de Faro" ou por terem recebido alguma chamada de alguém importante, o que é facto é que hoje de manhã já se encontrava uma equipa da Divisão de Trânsito de volta da tal "placa de informações enganosas", não sei se com a intenção de a retirar, pois começaram por tirar as pedras à volta dela, mas nada mais fizeram, se calhar 5 homens não eram sufucientes, provavelmente precisam de um Engenheiro, um Electricista ou alguma máquina para remover a placa.
A intervenção de hoje, de qualquer modo não foi em vão, colocaram um sinal de sentido proibido no inicio da Rua Frei Lourenço de Santa Maria. Já é melhor que nada.
Vamos aguardar o desfecho.

Miguel Rato

Regionalização a “passo de caracol” desde 1976


Desenvolvimentos e recuos do tema ao longo de oito anos no Região Sul online.

Um dos principais temas que cruzaram os oito anos de existência do Região Sul online foi a Regionalização. Recorde na notícia 100.000 como a vivemos: os (intermináveis) debates, as petições, as opiniões, os desenvolvimentos e os recuos de um modelo administrativo que está consagrado na Constituição desde 1976 mas que teima em andar a “passo de caracol”. AQUI

PROMETER E NÃO CUMPRIR!

Com poucos dias de diferença, o país é bombardeado com notícias de sinais contrários, onde o anúncio do crescimento de 0,9% sobre a situação negativa da economia, não consegue suplantar o drama do acréscimo do desemprego que se abate sobre mais umas dezenas de milhares de famílias.

O desemprego não pára de subir, vamos em números oficiais enganadores na casa dos 550 mil, esmagando todas as promessas de criação de emprego vindas da anterior legislatura.

Nem o lado positivo de que a recuperação é feita à base das exportações e não da subida do consumo, que os investimentos em “I&D” subiram no país e até poderão justificar em parte esse crescimento exportador, combatem a situação depressiva generalizada.

Os propalados investimentos públicos e as prometidas medidas de incentivos a diferentes sectores da actividade económica, por um lado não conseguem esconder as fragilidades do tecido empresarial e imprimir as dinâmicas que travem a hemorragia do desemprego e, por outro, também evidenciam, mais do que ineficácia, a sua insuficiência.

Não será por acaso que o sector empresarial insiste na intervenção do Governo, insiste em chamar a atenção para a estagnação da procura, sendo muito acentuada a falta de liquidez das empresas, situação que deverá agravar-se nos próximos meses com reflexos no emprego.

Os velhos programas de apoio às pequenas e médias empresas mostraram-se inadaptados e continuam fortemente criticados, as tranches de milhões anunciadas foram migalhas e beneficiaram o segmento com a folha limpa, nos critérios do Estado e dos Bancos, desprezando milhares de empresas viáveis, cujos problemas advieram da conjuntura negativa criada na economia.

Sintomático e dando que pensar, é a razão porque os Bancos apenas usaram menos de um quarto dos 20.000 milhões das garantias do Estado, dinheiros que poderiam e deveriam ter chegado às empresas para evitar, não propriamente as falências que já se deram, porque seriam os elos mais fracos do sistema mas, as próximas falências, após mais de um ano de agonia e de esforços de sobrevivência não atendidos.

O que empresários e trabalhadores não conseguem compreender, são as razões que determinam a sujeição do poder político ao poder financeiro, quando foi este sector, através dos Bancos e das suas off-shores, que provocaram a profunda crise e acabam por ter na mão, a prepotente decisão de quem vai sobreviver.

Quanto ao Algarve, estamos na frente dos números negros e a procissão ainda vai no adro. Os apelos das associações patronais e dos sindicatos da região não são ouvidos, o que dá uma ideia de que o poder político está manietado e vai adoptar a estratégia do capital todo poderoso, de deixar que a crise faça a chamada clarificação e deixe o mercado mais limpo para outros pequenos investidores que sustentem o sistema até à próxima crise.

O Algarve tem todas as razões para manifestar o seu descontentamento, foi usado, encheu muitos cofres e quando enfrenta uma situação sem precedentes, o Governo limita-se a fingir que está preocupado, apesar das promessas em período eleitoral.

Um ministro e um secretário de Estado que aqui se deslocaram, juraram total compreensão pelos problemas específicos do Algarve e ganhas as eleições, tudo está a piorar.

Vozes discordantes e reivindicativas, só se ouvem as dos “pés descalços”.

Os responsáveis e deputados têm de mostrar de que lado estão!

A História não costuma ser compreensiva com aqueles que apunhalam!


Luis Alexandre

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Farense vai jogar no Estádio de S. Luís


O S.C.F deixa de jogar no Estádio Algarve
A direcção do Sporting Clube Farense já solicitou à FPF a autorização necessária para que os próximos jogos do Campeonato Nacional da III Divisão, em que o Farense actue na condição de visitado, sejam realizados no Estádio de S. Luís.

Faro - Vistas aéreas



Olá Nuno,

Fiz recentemente um video com uma mini camera de video HD montada num Cessna 152 que fez um voo de uma hora na zona de Faro, deixo-te aqui os links para veres:

http://www.youtube.com/watch?v=-VR5L6IO0uo
http://www.youtube.com/watch?v=dvKu7TiscfQ
http://www.youtube.com/watch?v=uM6MnZkpPq4
http://www.youtube.com/watch?v=Lnrdo7hfijA
http://www.youtube.com/watch?v=5njuemtaYIY

não sou o piloto, os meus agradecimentos ao André Nóbrega, Miguel Sabino e João Currito, pela colaboração e ajuda.

abraço,
Luis

Faro por José Cerqueira







fotografias de José Cerqueira

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Estádio S.Luís - Homenagem a Luís Gordinho Moreira vandalizada



Busto vandalizado

Caro Nuno,

Atento à força e divulgação do seu blog sobre assuntos da nossa cidade, venho por este meio dar-lhe conhecimento do acto inqualificável ocorrido na madrugada da última 6a feira:
A homenagem ao ilustre munícipe e antigo presidente da câmara Municipal de Faro Luís Gordinho Moreira que esteve até aquela data numa das fachadas do Estádio de S. Luís foi vandalizada e roubada, julgo eu que para facturar algum valor com o produto da venda, já que era feita de bronze.
Junto envio foto para que, se achar conveniente, publicar no seu blog de forma a, por um lado, dar a conhecer os actos de vandalismo que continuam numa escalada sem precedentes na nossa cidade, por outro, colaborar no sentido de fazer com que as autoridades e entidades competentes não deixem morrer desta forma uma homenagem devida não só pelo Sporting Clube Farense em particular, bem como pela cidade em geral.

Agradecido desde já pela sua colaboração,

Em nome da família,

Bernardo Santos





Permitam-me, a propósito do lamentável acontecimento abaixo descrito, recordar e transcrever a parte de um artigo publicado no "Diário do Sul-Algarve"em 18 de Julho de 2001, da autoria do Sociólogo João Vasco Resende, sob o título de " PERSONALIDADES ESQUECIDAS":
"É do senso comum as falhas das autarquias no nosso País e por esse mundo fora, ainda que algumas dessas lacunas sejam irremediáveis, outras há que têm solução de pouca dificuldade.
As falhas existentes na cidade de Faro ao nível toponímico, isto é, das ruas e respectivos "padroeiros" é deveras gritante; senão como é que se admite que personalidades como Fernando Pessoa, o Marquês de Pombal, António Aleixo, o Dr. Luis Gordinho Moreira, o "Remexido", entre tantos outros tenham sido votados ao esquecimento pelas diversas autarquias da nossa cidade?!
..............
O Dr. Luis Gordinho Moreira, que como Presidente da Câmara Municipal de Faro na década de 60 teve acções de se louvar, tais como a garantia que o Aeroporto Internacional viesse para Faro e não Portimão ou Monte Gordo, o Dr, Luis Moreira que era natural de Silves!
O episódio do processo da atribuição do aeroporto é deveras curioso, pois o Dr. Moreira passou duas noites junto à porta do do gabinete do ministro da tutela das Obras Públicas e de lá não saíu enquanto não tivesse a garantia de que o aeroporto viesse para Faro;
conseguiu também que o Estádio de S. Luis tivesse iluminação eléctrica, possibilitando que determinados jogos de futebol, tanto do Farense como da selecção nacional lá se realizassem à noite, assim como outros eventos, desde espectáculos musicais e cerimónias militares;
o Dr. Moreira entre outras nobres acções mereceria não uma rua mas talvez uma avenida ou uma praça. Isto apesar de junto à bancada sul do Estádio de S. Luis se encontrar um degradado e ofuscado monumento em homenagem ao Dr. Moreira.
O papel deste grande e bom homem como presidente do município fará na minha opinião, corar de vergonha e inépcia, alguns dos recentes presidentes que na máxima cadeira da autarquia se sentaram nos últimos anos.
Outras faltas existem, ......... "

Por estas e outras, é que há poucos meses, e por noticias que poderiam dar para breve modificações profundas para o espaço do Estádio, as Filhas do Dr. Luis Gordinho Moreira, em reunião marcada com o Sr. Presidente da Câmara de Faro do anterior mandato, lhe foram dar conta da sua preocupação com o que se iria passar com o busto que estava no Estádio, e que agora foi destruído.
Foi tomada, suponho, boa nota e também, em boa verdade se falou em toponímica da cidade!
Espera a familia e a memória da cidade, que as Instituições possam cumprir e que apesar de caminhos enviesados, o empenho e o bem fazer, tenha caminho para a justiça de que a memória do Dr. Luis Gordinho Moreira é merecedora.
retirado
daqui

Bombeiros Divididos?


Bombeiros divididos

O presidente da Câmara Municipal de Faro anunciou aos bombeiros municipais, numa reunião muito acalorada, a criação de um comando único operacional municipal, englobando os voluntários.
A decisão, anunciada anteontem, não foi bem aceite por parte dos 68 efectivos municipais. Os contestatários ponderam boicotar as cerimónias do próximo aniversário da corporação.
O grupo que discorda pediu a Fernando Curto, presidente da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais, que se desloque, com urgência, a Faro.
"A partir de 1 de Dezembro, Faro vai ter, em vez de duas corporações, com dificuldade de articulação, dois comandos e duas salas de operação, um comando único, com viaturas e pessoal em sintonia", explicou Macário Correia, que quer acabar "com viaturas de bombeiros na rua, ao sol e à chuva, como actualmente", disse.
O autarca vai levar a decisão a reunião de câmara, para ratificação.
O CM sabe que Aníbal Silveira, actual comandante dos voluntários, foi escolhido para comandante operacional municipal. Vítor Afonso, actual comandante interino dos municipais, passará a 2º comandante força unificada.
Noticia publicada por o jornal correio da manha no dia 14-11-09

Esta situação não tem fundamento, vejamos, ninguém vê os carros patrulha da PSP a patrulhar a cidade com Policias e com seguranças, ninguém espera chamar a PSP para a resolução de uma ocorrência de ordem pública e ver chegar 2 Policias e 2 seguranças. Tal situação coloco com o exemplo da GNR , não cabe na cabeça de ninguém ver uma patrulha da GNR misturada com vigilantes. Certo é que nunca uma situação destas pode vir a acontecer, pois tais forças de segurança têm as suas estruturas próprias, e formação específica.

Toda a historia que conheço sobre os dois Corpos de Bombeiros em Faro é muito diferente, uma da outra, a vocação operacional de cada, também é distinta, vejamos o quadro comparativo:

Municipais:
Incendios Urbanos e industriais
Desencarseramento
Emergência pré-hospitalar INEM
Transporte de doentes
Salvamento de Animais (RAPELL)
Salvamento de Animais (Poços)
Buscas Subaquaticas (Mergulho)
Fugas de Gás
Aberturas de Porta
Levantamento de Cadaveres

Voluntários:
Incendios Florestais
Lavagem de estradas
Transporte de doentes INEM
Salvamento de animais
Abertura de Porta

Outro grave problema que se coloca é a questão da formação de cada, os postos são idênticos:
Recruta.
Bombeiro de 3ª;2ª;1; subchefe; chefe
O grave é que um bombeiro voluntario forma-se sub-chefe em meia dúzia de anos e um Bombeiro profissional (Municipal) pode levar a vida toda e não chegar ao posto de sub-chefe por falta de vagas ou congelamento do estado. Grave também é a forma como cada é formada: bombeiro voluntario, tem formação no seu quartel e faz teste no seu quartel. Bombeiro Municipal faz formação no seu quartel na Escola nacional de Bombeiros e na Escola do Regimento Sapadores de Lisboa (RSBL), o exame de promoção é efectuado no (RSBL).
O Bombeiro Municipal, tem a grande missão de socorrer vidas e bens sem olhar a quem, é essa a sua profissão, para tal todos os dias de serviço tem de se manter actualizado, matérias, formação e treino físico, é de referir também que a saída do quartel é efectuada ao minuto aquando soa o alarme.
O bombeiro voluntario tem uma grande missão também e que é de louvar, mas só está de serviço quando é escalado, não é a sua profissão, perante isto nunca terá a mesma experiencia profissional que o Municipal.
Perante isto se a ideia do srº Presidente da Câmara de Faro, for para a frente, ele pode reduzir despesas, mas também vai por a nossa segurança em perigo, outra situação é quem irá coordenar o serviço quando os Bombeiros forem chamados a socorrer alguém. O bombeiro Municipal com toda a sua formação e experiencia profissional, ou o Bombeiro Voluntario com os seus conhecimentos e divisas ????

Srº Presidente não poupe dinheiro, pondo a segurança de Faro em risco.

Assinado

António Figueiredo


Muito se tem falado em bombeiros nestes ultimos dias, Municipais para aqui, voluntários para ali, enfim.
O Exmª. Sr. Presidente da Camara, Engª. macário Correia, veio a terreiro defender a junção dos dois Corpos para que possam trabalhar em articulação, tambem tem muita pena dos carros dos bombeiros voluntários estarem ao sol e à chuva e penso que ao frio também. Como um Municipe interessado nestas coisas da segurança, eu penso que o Sr. Presidente tem alguma razão quando diz que as duas corporações devem trabalhar em conjunto e articuladas por uma central unica, aliás eu já vi por muitas vezes os bombeiros Municipais e os voluntários a trabalharem em articulação e em conjunto, penso que este assunto estará à partida resolvido. A criação de uma central de despacho conjunta será sem dúvida uma mais valia para os dois corpos de bombeiros, até porque poderão os responsáveis dos dois corpos de bombeiros tirar conclusões sobre o funcionamento de cada um e perceber o que se passa. A actuação articulada será benéfica e quem irá ganhar será sem dúvida o cidadão que necessitar de um socorro, pois terá um Corpo de bombeiros Profissional de prontidão e a sair ao minuto, com elementos especializados, formados e treinados dia-a-dia para lhe prestar auxilio e numa segunda vaga se necessário terá os bombeiros voluntários que prestarão um serviço um apoio sempre que necessário. Há sempre um mas...................
Parece-me a mim que o Sr. Presidente quer colocar os bombeiros voluntários nas mesmas instalações que os Profissionais, ora ainda há bem pouco tempo o Sr.Presidente referiu que os Bombeiros Municipais não tinham as condições condignas para o exercicio das suas funções e agora ainda lá vai colocar mais uns quantos? Quando lá estiverem, quem vai comandar e chefiar aqueles profissionais que há 128 anos dão o corpo ao manifesto defendendo aquilo em que acreditam, com abnegação, dedicação, lealdade e coragem, é assim que o Sr. Presidente quer tratar os seus/nossos Bombeiros Municipais? O que dirão esses homens e mulheres que antes de conseguirem entrar para aquela profissão, tiveram que trabalhar, estudar, suar e até chorar par conseguirem passar na recruta que lhes é imposta pela força da lei, formação essa que passa por estarem seis meses na Escola do Regimento Sapadores Bombeiros de Lisboa, por sinal um dos melhores Corpos de Bombeiros Profissionais da Europa, e outros seis meses em estágio no seu quartel, recebendo apenas e só 80% do vencimento de um bombeiro de 3ª.Classe, estamos a falar de cerca de 450 euros, será que o Sr. Presidente já mediu as consequências que isto poderá trazer para o bom funcionamento das duas instituições, cuidado com os maus conselhos que poderão estar por detrás disto tudo nomeadamente os interesses instalados no seio dos bombeiros, pessoas que vivem obcecadas pelo poder um afirmação pública.
Quem já precisou dos serviços dos bombeiros Municipais e que tenha ficado mal servido com o serviço prestado que levante a mão?????? Quem já tantas e tantas vezes viu a actuação destes bravos e que hoje saúda o facto do Múnicipio possuir um Corpo de Bombeiros Profissionais sempre disponiveis e prontos par dar a sua Vida pela Vida dos outros, e não podemos deixar acontecer aqui em Faro, que se quer uma Cidade moderna e na frente da região, afirmando-se de vez como a Capital do Algarve,
aquilo que todos se lembram que aconteceu em Favaios e noutros concelhos do País. Os anteriores executivos sempre defenderam os seus Bombeiros Municipais, sempre os protegeram, dando-lhes condições, formação, equipamento e até algum carinho para que conseguissem ter alguma dignidade no exercicio da sua profissão, que me parece ser bastante dificil e exigente e chega o Srº. Engº. e retira-lhes tudo aquilo em que todos os seus antecessores acreditaram. Não é justo, não é honesto e principalmente é uma atitude provida de uma enorme falta de inteligência e sensatez, segundo as informações que detenho tudo isto já estava planeado há muitos meses mas não por si Sr.Engº., mas por aqueles que fizeram a campanha consigo, aqueles que no tempo do Presidente Apolinário tentaram, em vão, tomar de assalto os Bombeiros Municipais, sim em vão porque a inteligência politica do Drº. Apolinário permitiu-lhe perceber o que se estava a tentar fazer, ouvindo os Bombeiros Municipais e percebendo que os Bombeiros Municipais de Faro não podem ser vistos pela autarquia como uma despesa mas sim como um investimento na segurança, investimento esse que nós Farense merecemos e exigimos.
Quanto aos bombeiros voluntários de Faro, os carros estão na rua à chuva e ao sol, então o que é que os seus dirigentes têm andado a fazer que em tantos anos ainda não tiveram tempo para arranjar uma solução?
Os seus dirigentes têm andado demasiado ocupados com situações não relevantes e que só lhes trazem protagonismo público, em vez de trabalharem para as soluções dos problemas que aquela associação tem?
O agravar do problema financeiro, foi por culpa dos Bombeiros Municipais, ou devido á má gestão de quem lá está a mexer nos dinheiros, se calhar os sócios deveriam ter mais atenção aquilo que por lá se passa, não?
A solução para os problemas daquela associação passa pelo saneamento financeiro, então que o façam mas não utilizem para isso os dinheiros que estão ou estavam destinados à modernização, reequipamento e aumento do quadro de efectivos dos Bombeiros Profissionais deste Municipio.
Sabe o Srº. Presidente que o anterior executivo estava a trabalhar para o s Bombeiros Municipais de Faro passarem, à luz da nova legislação, para Bombeiros Sapadores de Faro, o que para a cidade de Faro seria um orgulho e principalmente uma mais valia, orgulho sim porque os Bombeiros Sapadores só existem nas grandes cidades do País, mais valia sim porque um Corpo de Bombeiros Sapadores possui um nivel de exigência técnica, formativa e de equipamento que permite prestar um serviço aos Cidadãos ainda melhor, penso que nós Farenses merecemos.
Não gostaria de terminar sem deixar aqui um grande bem haja a todos os bombeiros, Municipais ou voluntários e que continuem todos a dar o seu melhor em prol do próximo, fiquem alheados destas jogadas e sirvam os seus ideais, mas lembrem-se de uma coisa a lei não pode ser ignorada e o Sr. Presidente como principal responsável em termos de protecção e socorro neste conselho, lembre-se, delegue funções se quiser, não pode é delegar responsabilidades.


Ps- Gostaria de salientar que este comentário não é provido de qualquer côr partidária.

enviado por Valter Contreiras Jesus


Olá a todos os Bombeiros…
Tenho lido com muita atenção todos os comentários referidos aqui neste blog, alguns de civis que acreditam nos Bombeiros Municipais de Faro, agora muitos deles de Bombeiros, mais dos Municipais de Faro, eu pela posição que ocupo não deveria estar aqui a comentar, mas derivado as proporções e ofensas entre Bombeiros levam-me a entrevir.
O meu nome é Jorge Machado, Bombeiro Profissional e Delegado da maior Associação de Bombeiros Profissionais, como o seu Sindicato, uma instituição de Utilidade Pública, como todos sabem esta Associação quer uma carreira única de Bombeiros tanto para Sapadores, Municipais ou Voluntários, com especificações próprias, mas enquanto essa portaria não sai, os Bombeiros Voluntários de Faro e porque Faro tem um Corpo Profissional têm que se sujeitar ao que está na Lei Geral dos Corpos de Bombeiros.
A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais conhece a realidade dos operacionais Bombeiros pelo país fora, pois muita da formação dada aos Bombeiros Voluntários e Profissionais é administrada por nós.
Como todos os Bombeiros Portugueses sabem, as leis têm vindo a ser alteradas não para o voluntariado, mas sim para o Profissionalismo, como também sabem está em curso uma Ordem dos Bombeiros, para qualificar todos os Bombeiros Voluntários que estão em situação precária, para estes serem Bombeiros Profissionais e nós, Associação temos muitos processos a defender em tribunal, Bombeiros com contratos de trabalho a termo incerto e em alguns casos são explorados. Tenho informação segura que nos Bombeiros Municipais de Faro, há elementos que vão candidatar-se a cursos na Universidade do Algarve.
Os Bombeiros Voluntários ao integrarem uma força conjunta com os Municipais de Faro, só lhes irá dar currículo Profissional e no caso do Bombeiro Profissional deixar de ser avaliado pelo novo sistema do SIADAP (porque não vamos permitir ser avaliados por um chefe que não é nosso superior hierárquico, do Município), entre outras ilegalidades que perante a lei, reforço que esta força conjunta é exagerada.
Todos estes problemas, camaradas Bombeiros, devem ser tratados em locais apropriados, com o diálogo, para discutirmos o que está certo ou errado. E não em blogs ou em jornais, onde a ANBP nada tem ver com o declarado, eu, como Delegado, a minha postura para com os Municípios e com todos os Comandos de Bombeiros, não é o joga abaixo, mas sim, dialogar para o melhor para os Bombeiros e para as Cidades.
E para terminar faço um apelo a todos, que parem com estes insultos e sejam Profissionais que são, o meu muito obrigado pela união.

Jorge Machado


Nota de Adf: não vou publicar nenhum comentário com referência ao acidente de 11/02/2006 na Rua do Municipio, por uma questão de respeito aos familiares das vítimas, por isso não vale a pena tentarem... adf

O FAROL CIA/AMAL


Farol S.Vicente
Este órgão do bloco central, que continua a funcionar nas frequências laranja e rosa e ao sabor de gostos e amuos, as medidas estratégicas mais importantes que produziu com impacto no futuro do Algarve, foram a aprovação continuada de grandes superfícies, projectos PIN e outros empreendimentos urbanísticos.
Alvo de eleições, mudou os seus vice-presidentes, entrando Seruca Emídio e António Eusébio, respectivamente presidentes dos Municípios de Loulé e São Brás de Alportel, e manteve Macário Correia como presidente.
A sua primeira reunião, definiu também as linhas de actuação reivindicativa junto do poder central, colocando em cima da mesa as carunchosas exigências do Hospital Central e da requalificação da EN 125, mais a novidade desassombrada, logo do TGV, de vir ao sul e fazer a ligação aos distantes troços de Espanha.
Quanto às duas primeiras questões, continuamos à mercê dos desígnios de Lisboa e venham quando vierem, os políticos algarvios já provaram que são bem vindas e continuarão a não fazer ondas ou pressões.
Quanto à linha do TGV, não vamos pôr o assunto ao nível do disparate mas, convenhamos que é uma projecção para os próximos 30 ou 50 anos, estranhando, contudo, não ouvir uma palavra sobre a substituição do velho comboio longitudinal por um metro ligeiro ou outra solução adequada, como factor indispensável de desenvolvimento para as próximas décadas.
Esta ambição não colide com o TGV ou outra solução e deve ser assumida por esta entidade, como projecto de esforço intermunicipal, em estreita ligação com o poder e dinheiros centrais.
A CIA/AMAL também surpreende tudo e todos , ao não publicitar qualquer posição sobre os dois temas da actualidade algarvia, a profunda crise e o seu cortejo de consequências e os graves problemas de segurança.
Este silêncio, que não será por distracção, permite-nos fazer um conjunto de leituras, a mais sensível das quais é, qual o grau de responsabilidade dos Municípios neste estado de coisas e o porquê de não haver um plano concertado de intervenção e um apelo ao Governo para que olhe para o Algarve e para o volume dos seus problemas específicos.
A CIA/AMAL, na sua qualidade supra municipal e com a obrigação de dominar e intervir sobre as situações, deveria assumir sem tibiezas o seu papel dirigente e de porta voz das necessidades da região.

O contrário faz-nos pensar!

Luis Alexandre

A Selecção Nacional Sub 21 joga amanhã em Olhão


Como é que vão encher o estádio com uma
comunicação tão fraca deste jogo...
O jogo começa às 18:30

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

O Cais de Faro - por José Cerqueira







Fotografias de José Cerqueira.
Agradecia se alguém tiver fotografias do "Cais novo",
década de 70 e 80,
que enviassem para o mail do ADF. Obrigado.

Presidentes de associações de municípios do PS, PSD e PCP defendem avanço da regionalização


Os autarcas Rui Solheiro (PS), Carlos Humberto (PCP) e Macário Correia (PSD), responsáveis por associações de municípios do Norte, Centro e Sul, defenderam o avanço da regionalização nesta legislatura, em declarações à Lusa. mais aqui

Meus Caros
A questão da regionalização é essencialmente uma questão de poder, e não apenas uma questão de racionalização administrativa ou de desenvolvimento económico e social. Podemos discutir as implicações de modelos de administração dos municípios, podemos acreditar na opinião de um empresário que em 1998 dizia barbaridades e que nem sabemos se ainda existe, podemos ter o protagonismo de dizer que o que os outros querem é protagonismo e podemos criar uma associação para cada opinião. Nada disso resolve a questão simples da falta de poder dos habitantes desta região para definirem, eles próprios, todas essas coisas. É disso que se trata. O resto é rachar lenha.
Francisco Rocha Antunes

Uma opinião(Porto) para realçar que esta questão da regionalização é empurrada pelas gentes do norte, quando acabar o Qren em 2013, e os dinheiros comunitários deixarem de vir para Portugal, então, talvez arranque a regionalização, até lá vamos estar atentos ao que eles dizem...aqui adf

Domingo, Novembro 15, 2009

[Forum Farense] SER DEPUTADO


Fotografia da Assembleia da República
da responsabilidade de ADF.

Ser Deputado à AR é a maior honra a que um político pode aspirar. É fazer parte do elo fundamental que está na essência da democracia representativa. É ser a voz, o defensor, o advogado, o provedor, o garante, dos cidadãos eleitores, dos que nele votaram, mas também de todos. Do Círculo por onde foi eleito, mas ao mesmo tempo de todos os Portugueses, onde quer que eles se encontrem.

Porém, as coisas não se têm passado na prática com toda esta elevação e dignidade. Quando os cidadãos não sabem quem são os deputados eleitos pelo seu círculo, está tudo dito! Quer dizer que os deputados andaram a fazer de tudo menos aquilo que deviam ter feito, que era precisamente estarem próximos das populações.

É verdade que a dignidade das funções de deputados está em crise. Transformaram-se numa espécie de funcionários dos partidos pelos quais se candidatam, de comissários políticos ou agentes do governo. E este estado de coisas é um atentado à nossa democracia.
Os deputados devem ser livres e ter voz própria. Comungarem dos princípios e do programa do partido pelo qual se candidataram, mas ter também uma agenda própria, como expressão do mandato que lhe foi conferido.

Nas mais velhas e mais perfeitas democracias do Mundo, como na Inglaterra e nos EUA, embora com um sistema eleitoral com círculos uninominais, existem membros da Câmara dos Comuns e do Senado, com mais de 30 anos de exercício de mandatos. Mas não estão lá porque os Partidos os queiram estão lá porque construíram laços de confiança com as populações nos respectivos círculos, que se estabelecem num patamar muito superior à lealdade político-partidária que parece ser o único critério para a entrada na nossa AR. Enfim…

Neste quadro, não compreendo as motivações de quem troca representar os Algarvios em Lisboa, por representar Lisboa no Algarve, como se fosse tudo a mesma coisa. Para mim não é!

P.S. As maiores felicidades para a Jamila Madeira na defesa das razões e interesses dos Algarvios.

FF.

Experiência no Windsurf em Faro nos anos oitenta.


No ano de 1980 tive a oportunidade de experimentar e iniciar-me na pratica do Windsurf na Praia de Faro.
Esta modalidade náutica era na altura novidade em Portugal com muito poucos praticantes.
Recordo que os meus primeiros contactos com este desporto se desenrolaram no mar, o que aumentou consideravelmente o grau de dificuldade no processo de adaptação, sendo aconselhada a iniciação em planos de água interiores (rios ou lagos).
Como já praticava vela há uns anos, a abordagem ao Windsurf viria a tornar-se relativamente fácil.
Já no ano de 1983 participei no "Troféu Neptuno" , organizado pelo sr. Bernardino (Camané), que decorreu na Praia de Faro e onde estiveram presentes cerca de meia centena de velejadores do Algarve e de todo o País.
Este evento, que se iria repetir nos anos seguintes, tornou-se num excelente meio de divulgação e promoção da Praia de Faro a nível nacional e internacional.
Nessa prova concorri na Divisão II (cascos redondos), utilizando uma prancha à vela "Sodin" que um amigo francês me emprestara.
Classifiquei-me no Top 10 (8º. lugar) tendo superado as minhas expectativas.
A entrega de prémios realizou-se na famosa Discoteca "Desvio", onde se proporcionaram aos concorrentes e convidados momentos de grande confraternização e diversão.
Resolvi então adquirir a minha própria prancha à vela, tendo optado pela "Windglider" com a qual passei excelentes momentos a navegar pelos canais da Ria Formosa e no mar.
Ainda hoje pratico algum Windsurf (clássico) quando tenho disponibilidade, tendo participado no "Windsurf Challenge 2009," organizado pela Conquilha e Centro Náutico da Praia de Faro, destacando-se o espírito de salutar camaradagem que continua a unir as gentes do mar.

Luis Nadkarni

O GOVERNO RELANÇA A ECONOMIA ALGARVIA

Inesperadamente, o aumento da insegurança fundamentada e sentida na região, faz disparar a venda de alarmes e serviços de segurança, numa medida que não foi planeada, mas deve-se à acção dos meliantes que aqui se instalaram, para exercício da sua actividade profissional ou mesmo amadora.

As empresas contempladas, não concorreram aos programas MODCOM ou INVEST, limitam-se a aproveitar esta grande janela de oportunidades, que é o aumento da criminalidade no Algarve.

A sobrecarga de trabalho das empresas, pode muito bem gerar a criação de novos postos de trabalho, em função da corrida aos serviços de segurança, constituindo uma tábua de salvação para a economia regional.

Não havendo mais nenhumas medidas para travar o aumento das falências e dificuldades das micro e pequenas empresas e do desemprego, esta caíu dos céus.

Assim, o Governo não precisou de se deslocar ao Algarve para analisar a situação, como exigem empresários e trabalhadores, representados por associações e pelos sindicatos.

(um pedaço de prosa para animar os momentos tristonhos do nosso Algarve)

Luis Alexandre

Uma boa notícia para o Algarve!


"...Isilda Gomes vai regressar ao Governo Civil de Faro, depois de em Agosto ter pedido a exoneração do cargo para se apresentar como candidata pelo PS nas Eleições Legislativas de Setembro e de ter sido eleita, noticia o Público.Online.

Se a agora deputada voltar a ocupar o cargo de Governadora Civil, para o seu lugar no Parlamento subirá a ex-eurodeputada algarvia Jamila Madeira, que era nº4 na lista do PS às Legislativas no Algarve, mas que acabou por não ser eleita..." in Barlavento

Uma boa notícia porque permite ao PS, ter finalmente a Jamila Madeira a representar(bem) a Região no Parlamento, depois da "miséria" de quase todos os outros deputados eleitos(PSD)incluido.
adf

Sábado, Novembro 14, 2009

OS BASTIDORES DA POLÍTICA

A AMAL/CIA, sentenciou junto da opinião pública a entrada do IKEA na região, numa congeminação reservada de intensas negociações, que se estenderam pelos últimos meses.

O reconduzido presidente deste organismo e padrinho de todas as grandes superfícies dos últimos anos, Macário Correia, na qualidade de presidente da Câmara de Faro, já deverá levar em estado avançado a entrada das que estão previstas, autorizadas ou por autorizar, para o concelho.

Quando Macário Correia deu o passo de avançar para Faro, conhecendo de ginjeira o estado lastimoso das finanças do Município, já trazia os dossiers dominados e sabia, concretamente, que a engenharia financeira a construir, passava pelos dividendos do lançamento, quer destes espaços comerciais, quer da valorização dos terrenos à sua volta para a implantação de novas urbanizações.

Tudo está definido no tempo, sendo a saída da actual crise uma boa oportunidade de negócios para as partes públicas e privadas, faltando saber se acaba primeiro o comércio da baixa para começarem estes ou, se começam estes para se acabar de vez com esse pólo histórico de actividade comercial.

Em todos estes processos de negociação, entra o conhecimento da inaudita ACRAL, unha com carne com o poder e com as decisões passadas e seria bom escutar deles “o que fazer”, ou será mais um caso de resignação?

Também a associação da baixa, deve levar as suas competências para além da animação, elevar o seu grau de atenção e ser parte envolvida (se não o for já) no desenrolar dos acontecimentos.

Acreditando que estas situações estão em situação de facto consumado ou em vias de facto, não só se devem pedir responsabilidades e explicação de razões mas, também, querer conhecer o caderno de contrapartidas negociado e os seus vectores de aplicação.

Os perigos da quebra de actividade e a desvalorização dos negócios voltam a estar em jogo, nestas negociatas de bastidores.

Os comerciantes não devem hesitar nas perguntas que se impõem, como devem exigir que as intervenções de valorização anunciadas, Passeio Ribeirinho, Marina de Recreio, Nova Doca, Museu de Arte Contemporânea e requalificação urbana, entre outros, quando e como avançam.

Não deixem os vossos interesses em mãos alheias, porque tomar a defesa da baixa é defender a cidade.

Vamos ver no futuro se Faro está primeiro ou, se estão os interesses exclusivos dos grandes investidores de fora.


Luis Alexandre

LEGALIZAÇÃO DE APARELHOS DE AR CONDICIONADO NO CONCELHO DE FARO – ESCLARECIMENTOS ADICIONAIS

De forma a conferir uma maior dignidade ao espaço público no concelho de Faro, encontra-se em fase de licenciamento/legalização a instalação dos aparelhos de ar condicionado que têm sido colocados de forma completamente aleatória e anárquica, o que descaracteriza a estética dos edifícios e prejudica a imagem da cidade e do concelho.

Num prazo de 60 dias úteis (a contar da data de publicação do Edital n.º 725/2009, de 5 de Novembro de 2009) a Câmara Municipal de Faro abre a possibilidade de os munícipes regularizarem a sua situação, sendo que este procedimento é gratuito.

Esta decisão tem por base, por um lado, o artigo 121.º do Regime Geral das Urbanizações e Edificações que estabelece que “As construções em zonas urbanas ou rurais, seja qual for a sua natureza e o fim a que se destinem, deverão ser delineadas, executadas e mantidas de forma que contribuam para dignificação e valorização estética do conjunto em que venham a integrar-se. Não poderão erigir-se quaisquer construções susceptíveis de comprometerem, pela localização, aparência ou proporções, o aspecto das povoações ou dos conjuntos arquitectónicos, edifícios e locais de reconhecido interesse histórico ou artístico ou de prejudicar a beleza das paisagens.”

Por outro lado, no que concerne ao centro histórico, conforme estabelece o art.º 53.º do “Regulamento Municipal das Intervenções nos Núcleos Históricos de Faro, “A colocação de aparelhos de ar condicionado só será permitida em locais não visíveis da via pública, preferencialmente escondidos atrás de platibandas, nos terraços, nos logradouros, pátios e quintais.”

O Município de Faro está, em simultâneo, a trabalhar no aperfeiçoamento de regulamentação específica sobre esta matéria onde será definida de forma ainda mais clara e concisa a questão da instalação dos aparelhos de ar condicionado, aliás como já acontece em inúmeros Municípios.

Para dar início ao processo de legalização deverá ser instruído um processo simples que passa pela apresentação de alguma documentação na Secretaria de Obras referente à habitação/edifício, que estará disponível a partir de segunda-feira no sítio da internet da C.M.F. ou junto dos serviços camarários.

De molde a simplificar este processo o Executivo Camarário vai promover uma reunião de trabalho com os agentes de instalação de aparelhos de ar condicionado que operam no Concelho, no sentido de lhes dar a conhecer as regras de instalação a praticar, para que também estes possam colaborar e aconselhar os seus clientes na sua correcta aplicação.

É urgente rectificar e prevenir a continuação desta atitude generalizada para melhorar a estética dos edifícios e o impacto visual negativo através de um conjunto de regras simples mas eficazes e que a todos beneficia.

Faro e os seus munícipes merecem um concelho mais bonito e ordenado e é nesse sentido que se está a trabalhar.

Com os melhores cumprimentos.

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Legalização de aparelhos de ar condicionado em Faro tem objectivo «pedagógico»


Tribunal de Faro
O edital que insta os proprietários de aparelhos de ar condicionado afixados em fachadas de prédios em Faro a legalizá-los tem um objectivo «pedagógico» e visa contribuir para uma melhor imagem da cidade.

Segundo afirmou ao barlavento.online um porta–voz da autarquia, o processo de legalização não implicará «qualquer contrapartida financeira». Ainda assim, «nos casos em que os requisitos não forem cumpridos», os donos dos aparelhos podem ver a licença negada. «Mas há abertura para encontrar soluções para a sua relocalização».

A Câmara Municipal de Faro tornou público, através do Edital nº 725/2009, que todas as pessoas singulares e colectivas, públicas e particulares, proprietárias de aparelhos de ar condicionado, ilegalmente instalados, em todo o município, devem proceder à sua legalização no prazo de 60 dias úteis, a contar da data de afixação do respectivo edital.

«Esta é uma medida pela positiva, para ser feita com os farenses. É uma medida pequena, mas importante para trazer ordem e disciplina e tornar a cidade mais bonita», ilustrou.

«Queremos assegurar que edifícios com fachadas lindíssimas não sejam prejudicados pela presença destes aparelhos», acrescentou.

Entretanto, a autarquia já começou «a fazer um levantamento» dos aparelhos existentes em edifícios de que é proprietária e os casos que forem eventualmente identificados «serão prontamente resolvidos».

Quando acabar o prazo de 60 dias que foi dado para a legalização, será levada a cabo uma acção de fiscalização geral. Os proprietários dos aparelhos de ar condicionado deverão dirigir-se aos serviços competentes da Câmara para legalizar a situação. in Barlavento

Numa terça-feira, às duas da manhã


Ilustração: Felipe Rodrigues

Ouvi essa história da mãe de uma amiga. Meu primeiro ímpeto foi querer transformá-la num conto, mas logo me pareceu inverossímil, nenhum leitor acreditaria nela. É que, como Borges gostava de dizer, a realidade supera a ficção. Decidi, então, transformá-la em crônica, esse gênero meio indefinido, em que quase tudo é permitido, inclusive a inverossimilhança de certos acontecimentos reais. Numa crônica podemos simplesmente dizer: é verdade, essa história aconteceu.

Pois é verdade, essa história aconteceu.

Reencontraram-se mais de trinta anos depois, num bar no centro de Buenos Aires, numa terça-feira, às duas da manhã. Ela, insone, descera para uma taça de vinho ao lado de casa. Ele tinha acabado de chegar de Paris, onde morava. Não voltara a Buenos Aires desde a sua partida. Com o avião atrasado, terminou ficando sem jantar, e agora ia atrás de uma empanada de humita, sua preferida.

Ele e ela tinham se visto pela última vez no dia em que foram presos, separados à força, arrancados, desmantelados. Ainda na prisão, ele é avisado da morte dela. Ela, da morte dele. Se há palavra para a dor que sentiram é desespero. Ele sai da prisão antes dela e se exila na França, de onde nunca voltou. Decidiu cortar o laço com todos, recomeçar do zero. Ela, dois anos depois, sai da cadeia, larga a revolução, mas não o país.

Isso foi há trinta anos. Agora, numa terça-feira, às duas da manhã, eles se olham. Veem-se de relance, depois param, olham-se novamente, e desviam o olhar. Através da janela de vidro, ela busca algum passante ou qualquer coisa que possa distraí-la. Ele se dirige ao garçom e pede sua empanada.

Foram trinta anos em que um pensou no outro todos os dias, mesmo quando já casados, quando ela grávida, quando ele viajante pelo mundo, mesmo em todos os mesmos, não houve dia em que não pensassem na separação, nas respectivas mortes.

Menos de um minuto depois, voltam a se olhar, e já não podem fingir. Nem por um segundo vacilam. Não há dúvidas, suspeitas. A certeza está lá, maciça. Ela se levanta, mas continua atrás da mesa. Ele caminha até ela. Não se tocam, não se falam: entre eles, um mundo grande demais para ser abraçado.

Depois de algum tempo, os dois na mesma posição, ela enfim pega a bolsa recostada na cadeira, passa por ele e deixa o bar. A partir dessa terça-feira, às duas da manhã, um pensaria no outro todos os dias, nesse reencontro num bar no centro de Buenos Aires: e nos trinta anos que, de uma hora para outra, passaram a não existir.


Tatiana Salem Levy

Só falta Faro!


A requalificação da Frente Ribeirinha de Lagos, feita no âmbito do Polis, é inaugurada amanhã, às 10h30, durante as comemorações do 549º aniversário da morte do Infante Dom Henrique.

A inauguração terá lugar junto à fonte cibernética e painel de azulejos sobre o tema «Lagos e o Mar», na Praça do Infante e Jardim da Constituição, depois de ser realizada uma homenagem ao Infante com a deposição de uma coroa de flores junto à sua estátua, às 10 horas. mais aqui

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Segurança - Algarve

No espaço de um mês, o Algarve foi palco de vários assaltos a moradias com recurso a violência e até sequestro - em Almancil, Loulé e Faro. O “modus operandi” dos assaltantes tem sido comum a todos os casos, sendo que num dos assaltos - a uma casa de um casal suíço residente em Almancil -, os criminosos sequestraram o casal e violaram a mulher, de 77 anos.

O deputado social-democrata Bacelar Gouveia adiantou que o requerimento questiona o Governo sobre quais as medidas que foram tomadas pelas forças policiais algarvias para fazer face ao sentimento de insegurança da população, nomeadamente que tipo de coordenação está a ser feita entre a PSP e GNR. Bacelar Gouveia é da opinião que existe um sentimento de insegurança na população e para se inteirar do que as forças policiais planeiam para a região algarvia, enviou uma carta a em Novembro aos comandantes distritais de Faro da PSP e da GNR a solicitar uma reunião.

Os comandantes de Faro da PSP e da GNR mostraram-se indisponíveis para a reunião, remetendo o assunto para as chefias nacionais, acrescentou o deputado social-democrata. “Acho que como deputado da Assembleia da República, ainda por cima eleito pelo distrito de Faro, tenho todo o direito de saber o que está planeado sem me estar a meter em segredo de Estado. Causa-me estranheza esta atitude”, lamentou.

Acho um pouco estranho que os chefes distritais da PSP e da GNR não possam receber um deputado da Assembleia da República que apenas se pretende inteirar em relação à situação que se está a viver no Algarve”, observou Bacelar Gouveia. “As pessoas vivem com sentimentos e o que uma política de segurança tem de fazer é prevenir a prática de crimes, mas também criar nas pessoas uma sensação de segurança e é preciso saber o que se anda a fazer para inverter a criminalidade na região”, sustentou. mais aqui

O presidente do Observatório sobre Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) criticou hoje a ausência de um "plano de segurança" para o Algarve e a falta de "critérios objectivos" no reforço policial no Verão. aqui

FARO: Arqueólogo Cláudio Torres abre Ciclo "Café Doglioni"

O Ciclo de Encontros “Café Doglioni” tem como primeiro orador o arqueólogo Cláudio Torres que falará sobre a “História dos hábitos alimentares no Mediterrâneo” a 12 de Novembro, às 18 horas.
A conferência decorre no Palácio Doglioni, recentemente requalificado, na Rua do Lethes, 32 em Faro.
O ciclo de encontros“Café-Doglioni” é da iniciativa da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e pretende realizar regularmente palestras de especialistas sobre temas de interesse regional.Ciclo que conta com o apoio do PO Algarve 21/QREN, decorrerá num ambiente de tertúlia, onde especialistas e público em geral poderão debater temas variados de interesse público. A entrada é livre.
Cláudio Torres desenvolve desde 1980 o seu trabalho de investigação no Campo Arqueológico de Mértola (CAM) do qual é fundador e director, cargos que acumula com a direcção do Parque Natural do Baixo Guadiana. Foi galardoado com diversos prémios - nomeadamente o Prémio Pessoa - pelo contributo que tem dado a Portugal e à História.Licenciado em História de Arte pela Universidade de Bucareste, antigo docente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa o arqueólogo recebeu ainda o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Évora.

http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=32939

Duas sugestões

ATENÇÃO ÀS PRIMEIRAS CHUVADAS
Gostava de pedir a Defesa de Faro, pelo seu papel activo na divulgação e apoio a todas as actividades que acontecem na cidade, para deixar um apelo e aviso, ás autoridades responsáveis pela manutenção dos sistemas de esgotos e aguas pluviais, no sentido de, no mais curto prazo de tempo, iniciarem a limpeza dos colectores das águas pluviais, pois devido ao longo tempo de seca que já estamos a passar, os mesmos devem estar cheios de lixo e folhas das árvores, limpeza essa que tem sido feita todos os anos e até ao momento ainda não foi iniciada.
Lembrem-se que a qualquer momento pode chover e como já vem sendo norma, existem zonas na cidade com forte risco de inundações, a mãe natureza não brinca e a chuva quando chegar, vai chegar em força. Saudações Farenses.
João Rosa


Boa noite,
Por achar pertinente, junto envio cópia do mail enviado a 11/11/2009 para: Junta de Freguesia de S.Pedro, Gabinete do Utente C.M.Faro, Geral C.M.Faro e geral@macario-faro.pt, este último tendo sido devolvido.

Exmos.Srs,

Venho por este meio chamar a atenção para uma situação que tem tanto de perigoso como de ridiculo.
Espero que possam fazer alguma coisa para a alterar, quanto mais não seja reencaminhar esta missiva para as entidades "ditas" competentes, pois se fossem competentes já tinham alterado esta situação há mais tempo.
Quem vem da Rua Aboim Ascenção para a Rua General Teófilo Trindade, depara com umas setas a indicarem para a esquerda, quem sobe a Rua Frei Lourenço de Santa Maria, o sentido para "IP1", "Alto Rodes", "ermida da Esperança" e "cemitério". Acontece que essa rua é de sentido descendente e por ela não se pode aceder aos locais que a referida placa indica, nem nessa rua nem na seguinte, Rua Cunha Matos, apenas mais à frente na Rua do Alportel!
Diáriamente assisto a condutores com o "pisca" para a esquerda, que desistem de virar depois do coro de buzinadelas com que são brindados pelos outros condutores e outros que vão subindo a rua e só quando se apercebem que os carros estacionados estão no sentido descendente ou "apanham" com um carro de frente, se apercebem que foram induzidos em erro e estão mal.
Quem vem da Rua Aboim Ascenção para a Rua General Teófilo Trindade, apenas encontra à direita no semáforo, um discreto sinal de "proibido virar à esquerda" que fácilmente é ignorado, pois qualquer pessoa que não seja de Faro repara é na placa com informações enganosas a apontar para a Rua Frei Lourenço de Santa Maria (ver foto).
No inicio da Rua Frei Lourenço de Santa Maria não há nenhum sinal de sentido proibido (ver foto).
Alerto para o perigo a que diáriamente muito condutores que visitam Faro estão sujeitos, fácilmente resolúvel, bastando colocar a "maldita" placa no seu local correcto, antes da Rua do Alportel ou no caso de não a retirarem, tapar essas informações enganadoras e colocar um ou dois sinais de "sentido proibido" à entrada da Rua Frei Lourenço de Santa Maria, para evitar mais confusões.

Atentamente,

Miguel Rato






Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Apontadores


aparelhos tribunal de Faro colocados em 2006

Aumenta procura de espaços para comércio de luxo

Gulbenkian dá prémio a investigador da UAlg

Mais rotas aéreas poderão ajudar a estancar perda de turistas britânicos

Câmara de Faro quer que proprietários legalizem aparelhos de ar condicionado

“Conquanto, não podemos restringir aquilo que a lei não restringe (v. g. artigos 1422.º e 1425.º do Código Civil), de acordo com o supra exposto, é possível colocar ou instalar sistemas de ar condicionado, na fracção autónoma ou em paredes comuns (nomeadamente na parede que delimita determinada fracção autónoma), reunidos que estejam determinados requisitos e ultrapassadas algumas restrições ou limitações!
A colocação de aparelhos de ar condicionado na fachada de um edifício em propriedade horizontal (parte comum do edifício) constitui obra de inovação para os efeitos previstos no artigo 1425.º do Código Civil, não podendo violar o preceituado no n.º 2 do mesmo artigo, nem o artigo 1422.º, n.º 2, alínea a), e n.º 3, do mesmo diploma.”
Mas quando existe e em algumas câmaras municipais como Tavira estes casos são tratados através de Regulamento Municipal da Edificação e Urbanização.
Desconheço se existe em Faro algum regulamento actualizado.
Quem estiver interessado deve consultar o Regulamento de Tavira, artigo 35º“ Equipamentos de ar condicionado e outras instalações mecânicas”
E para relembrar os menos atentos este foi publicado na II Série nº274 de 26 de Novembro de 2003.
Maria Perpetua de Vasconcelos

Escalada ao Mulhacén



Olá!

Foi com muito agrado que verifiquei a notícia da minha participação na equipa inglesa na escalada na Serra Nevada (Mulhacén).

Envio o link.

Grande abraço,

Luís Nadkarni

http://www.sierra-nevada-news.com/2009/11/portugese-alpinist-climbing-sierra-nevada/

Poluição Visual

Passadas que estão todas as eleições previstas, foram retirados quase todos os painéis publicitários. No entanto os postes metálicos e armações em que os painés estavam afixados continuam por toda a cidade sem terem sido retirados. Para quando a sua remoção ou será que vão ficar espalhados por toda a cidade à espera de novas eleições ou que alguem queira pôr um novo painel publicitário?
E já agora não acham que já é tempo de a FAGAR e outras empresas retirarem os painéis que existem um pouco por toda a cidade, alguns com anos de existencia, dando conhecimento de campanhas de desratização há quatro atrás e outros promovendo empresas que estiveram encarregues de certas obras e que lá deixaram os seus painéis / placards para sempre, como por exemplo a empresa que construiu a circular do BOM JOÃO deixou o seu painel publicitário (no começo da estrada junto às vivendas, no lado direito de quem vai para a rotunda), e ele ali ficou para sempre. Gostaria que os Fiscais da Câmara começassem a trabalhar e indicassem estas situações que apesar de óbvias aos contribuintes não são visiveis aos fiscais.
Algo está muito errado e gostava de ouvir uma explicação camarária para esta desorganização visual, para a enorme quantidade de painéis publicitários existentes por toda a cidade e certamente que a maioria deles ilegais.

Melhores cumprimentos.

J.L.

A união faz a força!


mais sobre comboios no Algarve, aqui e aqui e aqui

Comunidade Intermunicipal do Algarve defende linha ferroviária que ligue região a Espanha.

Uma nova linha ferroviária que ligue o Algarve a Espanha, a requalificação da EN-125 e a construção do Hospital Central do Algarve são objectivos da nova direcção da Comunidade Intermunicipal do Algarve, disse hoje o presidente reeleito.
"Vamos bater-nos para que, com o Orçamento de Estado para 2010, se avance com a requalificação da EN-125 e o novo Hospital Central do Algarve, mas também por uma nova linha ferroviária", disse hoje à Lusa Macário Correia, reeleito esta segunda-feira, pela terceira vez consecutiva, para presidir à Comunidade Intermuncipal do Algarve, conhecida também pela Área Metropolitana do Algarve (AMAL).
Também o novo vice-presidente da AMAL, o autarca de S. Brás de Alportel, António Eusébio (PS), disse à Lusa que as grandes preocupações dos 16 autarcas algarvios passam por acompanhar os compromissos do Governo sobre o novo Hospital do Algarve, a requalificação da EN-125 ou o programa "Pólis Ria Formosa".
"Temos de nos bater também por preocupações como os transportes, habitação ou áreas como o desemprego e a defesa do ambiente", observou o autarca são brasense, que defende uma AMAL com "um novo fôlego para que não fique diminuida nas suas competências" no futuro.
António Eusébio referiu que se deve avançar para a construção de uma linha ferroviária que ligue o Algarve a Espanha, contudo, alertou, para a necessidade de analisar o projecto porque os investimentos são "muito avultados".
O autarca justificou lembrando que há problemas de primeria geração que não podem ser esquecidas, nomeadamente como levar água canalizada a toda a região.
Macário Correia considerou ainda necessário lutar por um centro de congressos na região e pela regionalização.
Os 16 autarcas algarvios - o PSD preside a nove câmaras e o PS a sete - reuniram-se segunda-feira para criar o novo concelho executivo da AMAL e escolher o novo presidente e os vice-presidentes.
O social-democrata Macário Correia tinha sido reeleito em Janeiro deste ano presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (que mantém o nome de AMAL), com os votos contra do PS, que recusou integrar a direcção.
Os autarcas socialistas tinham decidido, na altura e antes das autárquicas, não fazer parte do executivo da AMAL, que desde a sua criação integrou sempre membros dos dois partidos, por se oporem à recondução de Macário Correia na presidência do organismo.
Contudo, nas últimas eleições, o PS integrou o executivo da AMAL, tendo sido nomeado para vice-presidente o autarca socialista de São Brás de Alportel.
O autarca de Loulé, Seruca Emídio (PSD), é o outro vice-presidente da Comunidade Intermunicipal indicado pelos respectivos homólogos.
O anterior vice-presidente indicado pelo PS era o autarca de Olhão, Francisco Leal, que se afastou do cargo antes das eleições autárquicas de 11 de Outubro dirigindo criticas a Macário Correia por utilizar aquele órgão para "promoção pessoal".

A MOBILIDADE É QUE PAGA


A golpes de picareta, de máquina e de mau urbanismo, Portimão voltou a sangrar as suas ruas históricas, sob o pretexto de nobres objectivos, como a mobilidade.
Volta-se a escrever por linhas tortas, o mau gosto que dificilmente se endireita.
As cabeças pensadoras, em aflorações possessas de consciências pesadas, coseram um plano de mobilidade para a baixa de uma cidade, onde o desrespeito para com estes cidadãos foi uma constante de lei.
Para emendar a mão, dando razão ao ditado de “pior a emenda que o soneto”, atiram-se contra as inofensivas e conjuntadas pedras da calçada portuguesa, que sem defesa e perante um cumulativo de silêncios de interessados directos e populares, vai continuar a fazer escola.
No exercício dos direitos de cidadãos, esta ofensa contra os portimonenses, é uma ofensa contra todos aqueles que respeitam e defendem os valores do património, os traços da nossa arquitectura e da nossa expressão cultural.
A ideia do reino dos Algarves continuar a ser uma reunião de feudos, em que cada senhor põe e dispõe, conduziu aos actuais constrangimentos que se abatem sobre o Turismo.
A matéria de lei sobre mobilidade sofreu em crescendo vários graus de exigências, mas os municípios, quer nas suas intervenções quer em licenciamentos privados, deram-lhe pouca ou nenhuma importância e os olhares acusatórios não podem ser lançados unicamente sobre Portimão. O que não exclui esta cidade e basta circular, para percebermos o falhanço nesta matéria.
Os corredores de cimento engendrados, ora à direita, ora à esquerda e ao meio, para além do prejuízo causado à harmonia da calçada com a estética dos edifícios, não resolvem tanto o problema da mobilidade e o desfrute dos visados, mas facilitam a mobilidade de todos os transeuntes para fugirem às irregularidades do pavimento.
Percorremos hoje as zonas intervencionadas e a imagem que construímos foi a da indiferença.
Não sabemos se foram ouvidos especialistas em mobilidade, arquitectos, comerciantes e população para um consenso mas, como farense, não aprovo a implantação da “graça”em nenhum lugar cuja estética seja um valor a preservar.

Luis Alexandre

Terça-feira, Novembro 10, 2009

VIII Semana dos Artistas, um Marco Cultural da Cidade


Em jeito de rescaldo e até de reflexão, a Direcção da Sociedade Recreativa Artística Farense – Os Artistas, vem por este meio de comunicação que é a Defesa de Faro, congratular-se pelo sucesso que foi a «VIII Semana dos Artistas», tal como agradecer a todos os que nela participaram e que nos apoiaram.

Obviamente que sem determinados apoios o evento referido não teria sido possível, assim entidades como a Câmara Municipal de Faro, a CNA/ Observatório do Algarve, a Rádio Universitária do Algarve (RUA FM), a ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve e a Gráfica Comercial, foram determinantes para o sucesso retumbante que foi a «VIII Semana dos Artistas». Também desejamos agradecer a Lut Canen, companheira de muitos anos de Filipe Ferrer e à Mandala Produções, pelo apoio conferido à homenagem ao falecido actor, encenador e dramaturgo farense.

Modestamente, poderemos afirmar que pelo 8º ano consecutivo conseguimos concretizar actividades e promover eventos de qualidade, onde a focalização principal é sempre a promoção e divulgação de artistas locais e regionais, como sucedeu com a presença do Colectivo Terminal Studios, que marcaram presença ao nível da ilustração, cartoon e caricatura, do tradicional leilão de cartazes, a cargo do Cine Clube de Tavira, da excelente prestação do Coral Ossónoba Juvenil ou dos concertos de Amar Guitarra e da homenagem a Bob Dylan, por Boris Buggerov. A Angel the Magician e aos responsáveis pela mostra de artesanato contemporâneo, também endereçamos o nosso agradecimento.

Todavia, realizaram-se outros dois eventos que, pela sua especificidade, concentraram grande parte da nossa atenção e trabalho, referimo-nos às Memórias dos Artistas, na 2ª-feira dia 2 de Novembro e da homenagem a Filipe Ferrer, no passado dia 5.

Também as próprias actividades permanentes da Sociedade Recreativa Artística Farense, como foi o caso da tradicional exposição de desenho e pintura dos alunos do professor Fernando Silva Grade ou da demonstração de dança oriental, por intermédio da professora Denise Carvalho e das suas alunas, foram um marco importante na divulgação de algumas das inúmeras opções artísticas que temos à disposição dos interessados nas nossas instalações.

Contudo, e como tem sido apanágio de edições anteriores, procuramos sempre dar a conhecer intervenientes artísticos de renome nacional, como foi o caso do concerto de Virgem Suta, no passado sábado, onde se registou uma das maiores lotações de sempre da nossa história.

Uma vez mais, a todos os referidos e aos associados e amigos de Os Artistas, o nosso muito obrigado e até para o ano.

A Direcção da Sociedade Recreativa Artística Farense

(João Resende)

TURISMO: OS DILEMAS E O PRESENTE SEM FUTURO

Estrategicamente, a ACOSAL subscreve todas as afirmações de Elidérico Viegas, publicadas no Observatório do Algarve e questiona todos aqueles que acham um exagero chamar de cancro à sazonalidade.
A actual crise, apenas agudizou a quebra de vitalidade de uma actividade que tem andado entregue, mais à protecção dos deuses e ao arrecadar das receitas, do que à reflexão e acções objectivas de correcção. Dizer que a crise é importada, sem questionar os traços da conjuntura regional criada, é um engano que já não passa. A sazonalidade não é uma consequência da crise mundial mas, do acumulado de erros.
Citando o mau exemplo de Albufeira: destruir património e fechar ruas sem criar estacionamentos, provocaram a debandada de dezenas de serviços que alimentavam outros negócios à volta. A especulação disparou, a rentabilidade caiu, tal como o emprego. Desaparecem as comodidades, o prazer dos lugares e os clientes.
Mesmo sabendo do aumento da oferta mundial e dos preços competitivos, os nossos responsáveis insistiram conscientemente na exploração exaustiva e desvalorização de um espaço físico a que tecem elogios, sem preservar as suas qualidades.
Cada pedra histórica que desprezámos, cada platibanda e traça que destruímos, cada pinheiro que derrubámos, cada metro de linha de costa onde construímos de forma selvagem, foram as achas da nossa desorientação e em 50 anos quase esvaziámos o balão de sustentação de uma região que tinha encontrado um caminho de desenvolvimento e cuja desvirtuação, não é responsabilidade primeira de todos os seus agentes mas, dos responsáveis que falharam conscientemente na sua condução estratégica.
Actualmente e depois da destruição dos valores produtivos locais – pescas e agricultura –, do profundo desrespeito pelo ordenamento e de arrecadados os proveitos da exploração intensiva do sector mais lucrativo do Turismo, a construção especulativa, autorizada e imposta em aproveitamento sobre os outros sectores da actividade, fala-se amiúde das suas alternativas.
Mais do que um desejo são uma necessidade e, afinal, não passam de introduzir o conhecimento e inovação aos sectores tradicionais que sempre nos sustentaram e foram destruídos.
As novas tecnologias aplicadas ao mar e as energias alternativas, são apontadas como os vectores de desenvolvimento futuro do Algarve.
Todo este optimismo dirigista, vindo dum importante organismo de intervenção no Algarve, a CCDRA, com cumplicidades no estado geral das coisas, ao ser lançado num momento de grandes dificuldades da actividade turística, não produz nenhum efeito balsâmico e soa a cabo de mar que adormeceu no seu posto.
Entre a consumação e os resultados dos almejados projectos alternativos, medeiam uns bons anos em que o Turismo continuará a ser preocupação e o motor de sustentação da região, papel que, acreditamos, dificilmente perderá a sua preponderância.
Para os agentes do Turismo conta o presente e face ao volume de problemas que afectam o sector, são necessárias acções de curto prazo e exigidas perspectivas de confiança para o futuro.
No momento que atravessamos, com a situação económica e social a resvalar, a tutela e os seus organismos que falharam em toda a linha, ensaiam modelos de intervenção que no modo e no género pouco diferem do passado e não suscitam grandes entusiasmos entre empresários e trabalhadores.
O que tem de ser dito é que, sobre o aumento da sazonalidade, não pára o sobrecarregar de impostos, taxas municipais, imposições legais e coimas, que vão no sentido inverso do número de clientes, da sua qualidade e dos valores das receitas.
Pelo que vamos ouvindo e com o QREN a meio, receamos que a procura de um novo centro de gravidade económica e com novas oportunidades para os investidores, se faça à custa da castigada actividade turística.
Na verdade, a crise mundial não abriu as mentes para as mudanças necessárias!

Luis Alexandre

Entradas de Faro e a iluminação apagada.

Caros Amigos.
Com o objectivo de chamar a atenção para quem de direito,venho por v/ intermédio dar conta da situação há muito existente e sem que alguém (EDP ?),resolva duma vez por todas:
Trata-se da quantidade de candeeiros de iluminação pública,apagados,em várias ruas desta cidade,nomeadamente na Av. da República,e pasme-se,na entrada principal,entre a Rotunda da cadeia e o Largo de Camões, estão seguramente "uma duzia "dos ditos candeeiros , apagados há muito tempo,o que dá uma imagem de negligência e muito negativa, para quem vem a chegar a Faro.
Para quando a cidade de Faro passa a ter entradas dignas,para a Capital do Algarve?
Jorge Santos.

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

O Céu pode esperar


ilustarção - Marco Jacobsen
As rádios de Belo Horizonte, naquele tempo, punham no ar convites fúnebres — e foi assim que, certa manhã, tendo apagado em meio à programação musical da madrugada, acordei com a notícia de que Humberto Werneck havia morrido.

Para quem se chama Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. Dizia mais o locutor da Inconfidência, em seu jargão funéreo, depois da batida lúgubre de um gongo: o “féretro” sairia às tantas da tarde da Rua Hermilo Alves, 350 (ainda era tempo dos velórios residenciais), para a “necrópole” do Bonfim.

Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo. Nossa cozinheira, ao contrário, não continha a excitação, compenetrada no papel de quem pela primeira vez faria o almoço de um morto-vivo.

Pelo meio-dia, já mais à vontade, me veio a idéia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque mamãe me alertou para as imprevisíveis conseqüências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

Durante anos, de fato, volta e meia topei com conhecidos que me julgavam morto — um deles deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas — de nascimento e morte.

Passado, fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino do carneiro nº 143 da quadra 49 era um 2º sargento da Polícia Militar de Minas, levado desta para melhor num coma hepático. De quebra, fiquei sabendo que carneiro vem de carne, essa que a terra há de comer, se não a cremarem.

Fosse apenas o sargento — mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, este no Rio de Janeiro. O choque, para mim, só não foi igual ao primeiro porque, nesse caso, havia um Oscar Miranda entre o nome e o sobrenome. Nunca mais, depois disso, me livrei da impressão, desconfortabilíssima, de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.

Humberto Werneck

Câmara de Faro e Turismo do Algarve têm "estratégias comuns" para desenvolvimento turístico

presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, anunciou que a autarquia e o Turismo do Algarve têm "estratégias comuns" para o desenvolvimento turístico do concelho e da região, nomeadamente a "criação novas ligações aéreas".

Macário Correia falou à Agência Lusa no passado dia 6, depois de se ter reunido com o presidente da Entidade Regional de Turismo do Algarve (ERTA), Nuno Aires, na sede do organismo, encontro que considerou ter sido "muito positivo".

"Temos estratégias comuns para o turismo, nomeadamente o desenvolvimento de novas ligações aéreas ao aeroporto de Faro para potenciar novos destinos", afirmou Macário Correia.

O autarca adiantou que outro dos pontos comuns entre a estratégia da câmara de Faro e a do Turismo do Algarve passa pela "promoção da região e da sua capital em destinos externos, de forma a captar novos mercados".

"Vamos também lançar novos concursos para aumentar a capacidade hoteleira de Faro, assim como recuperar projectos e planos já existentes nesta matéria", disse também Macário Correia, para quem a cidade deve melhorar a sua oferta nesta vertente.

O presidente da autarquia algarvia sublinhou que é ambição da câmara e do Turismo do Algarve "fazer de Faro o principal aeroporto do turismo português" e "captar novos investimentos hoteleiros".

A reunião de hoje entre Nuno Aires e Macário Correia foi a primeira de um conjunto de encontros que o responsável máximo do Turismo do Algarve vai ter com os presidentes de câmara da região para traçar estratégias a nível da actividade turística.

in Região Sul

2ª etapa do European Longboard Tour - Praia de Faro







Antoine Delpero vence Four Oceans

Num evento totalmente dominado pelos franceses, Antoine Delpero venceu a 2ª etapa do European Longboard Tour que terminou há momentos na Praia de Faro, no Algarve.

Este segundo dia de prova começou com ondas de meio metro com sets de um metro a aparecer ao final da manhã à medida que a maré começou a encher. O vento apresentou-se moderado side-shore contribuindo para uma formação das ondas que não passou o razoável.

As primeiras baterias do dia tinham competidores de alto nível que não podiam falhar sob pena de não chegar às meias-finais. O elevado nível da prova acabou por fazer com que atletas como Ben Skinner, vencedor da etapa anterior, e Sam Bleakley não chegassem sequer às meias finais. Os portugueses ainda em prova como Bruno “Bubas” Charneca e Luís “Lufi” Bento não tiveram argumentos para contrariar a concorrência e não passaram dos quartos de final.

O melhor português em prova foi Luís Esteves seguido de Tiago Estanislau. Manuel Constantino ficou-se pelo 3º lugar entre os portugueses. O melhor português na competição principal arrecadou o Troféu IBIS que inclui um fim de semana no hotel IBIS de S. João do Porto.

Pelas 11:30 efectuou-se a competição retro que possibilitou a realização de manobras bem radicais com estas pranchas curtas e largas. Surpresa foi o formato desta prova que premiou com o 1º lugar a onda com nota mais alta. O verdadeiro espírito surf. O vencedor foi o francês Alexis Deniel que arrecada uma prancha retro Lufi. Bruno “Bubas” Charneca repetiu o 2º lugar da edição de 2008 e ganhou um fim de semana para 2 pessoas no Hotel D. José, em Quarteira.

Com 4 franceses nas meias finais realizadas man to man, Antoine Delpero, número 3 do mundo, superiorizou-se Aurelien Meyneux e qualificou-se para a final, sem surpresa. Na segunda meia final, estiveram presentes Eduard Delpero actual campeão europeu de juniores e o campeão da Europa em título Remy Arauzo.

Aquilo que era uma mera probabilidade veio a concretizar-se. Os irmãos Delpero defrontaram-se na final e proporcionaram um excelente espectáculo na praia apesar das condições difíceis de mar e vento que se faziam sentir. A experiência fez toda a diferença e Antoine venceu numa final em que esteve sempre na frente e controlou o adversário.

O local de prova, em plena Ria Formosa, proporcionou um ambiente acolhedor na praia com massagens, beach bar tropical, som ambiente e uma sempre agradável viagem de barco até ao pico da prova.

A cerimónia de entrega de prémios teve lugar no Centro Náutico da Praia de Faro e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Faro, Eng. Macário Correia, que reafirmou a sua vontade de projectar a cidade a nível nacional e internacional como verdadeira referência, neste caso, na área desportiva.

"Esta é uma forma de mostrar aos participantes e pessoas envolvidas no evento as potencialidades de Faro. Estes indivíduos farão lá fora a promoção da cidade e da região. É nossa intenção continuar a apoiar estas iniciativas capazes de promover o que de bom tem este conselho." - declarou o autarca.

Já no Centro Náutico da Praia de Faro, foi proporcionado a toda a comitiva um barbecue com o tempero “a la Sampaio” a internacionalizar-se. Neste espaço, ao longo do dia, foi possível testar pranchas de street surfing, dar uma volta de BTT, experimentar o paint ball e ter aulas de surf grátis.

No final do evento Manuel Mestre, presidente do Clube de Surf de Faro, declarou que “este campeonato foi um sucesso. As condições de mar não foram ideais mas tudo o resto funcionou de acordo com o previsto. A logística implementada na Barrinha, local com acesso apenas de barco ou a pé, deu todas as condições a atletas, júris, público e imprensa. Quero deixar uma nota de agradecimento para a Câmara Municipal e para a Oxbow que foram os principais apoiantes desta iniciativa e aos inúmeros apoios locais. A nossa workforce foi espectacular. Para o ano cá estaremos para mais uma edição do Four Oceans.”

A próxima etapa do europeu decorrerá em Imessouane, Marrocos, nos dias 14 e 15 de Novembro.

Esta iniciativa foi organizada pelo Clube de Surf de Faro por delegação da European Surfing Federation e da Federação Portuguesa de Surf.

O evento foi transmitido em directo por webcast no site Conquilha.com.

Os patrocinadores foram a Câmara Municipal de Faro e a Oxbow. Foram parceiros da organização o Instituto Português da Juventude, Junta de Freguesia do Montenegro, Turismo de Portugal – Algarve e Instituto do Desporto de Portugal. Apoiam esta iniciativa a Red Bull, Santa Maria Náutica, Lufi, FKW, AKI, Hotel Faro, Hotel Ibis, Estalagem Aeromar, Hotel Dom José, SantaKiteSchool, SreetSurfing, Makeiteasy Algarve e Havana Club.

Todos os Press Releasses podem ser consultados na Digital Press Room do evento em:

http://www.conquilha.com/component/option,com_docman/Itemid,83/

Créditos fotográficos:

Marco Domingos/Conquilha Press Center

Rui Puga/Conquilha Press Center


Informações/Contactos


Conquilha.Com Press Center

Email: press@conquilha.com

Telefone: +351 919 667 068 / +351 919

Quedas e liberdades!


Na Pública, de 8 Nov, na parte final dum excelente trabalho dos 20 anos da queda do muro de Berlim.

" ... O escritor Thomas Brussig, nascido em 1964 em Berlim-Leste, fala de outra expectativa: a da liberdade. Escreve:" Aprendi algo sobre a liberdade.Por exemplo, que um estado que garanta as liberdades civis (liberdade de imprensa, liberdade de opinião, etc.) não produz automaticamente pessoas livres. Não és uma pessoa livre só porque vives numa sociedade livre, num país livre. Ser uma uma pessoa livre é tarefa de cada indivíduo no dia-a-dia.(...) Se tiveres dinheiro, é mais fácil ser livre. A liberdade é um ideal importante e tentador e, ao mesmo tempo, uma promessa pela qual é fácil deixares-te enganar."

aqui está uma boa explicação para a grande quantidade de pessoas que comentam anónimamente nos blogues e para outras visões distorcidas mais ligadas a filiações do que a convicções. adf


Alemanha e a Europa celebram, 20 anos depois
Muro de Berlim: Gorbatchov volta a fazer cair a cadeia dos dominós