No espaço de um mês, o Algarve foi palco de vários assaltos a moradias com recurso a violência e até sequestro - em Almancil, Loulé e Faro. O “modus operandi” dos assaltantes tem sido comum a todos os casos, sendo que num dos assaltos - a uma casa de um casal suíço residente em Almancil -, os criminosos sequestraram o casal e violaram a mulher, de 77 anos.
O deputado social-democrata Bacelar Gouveia adiantou que o requerimento questiona o Governo sobre quais as medidas que foram tomadas pelas forças policiais algarvias para fazer face ao sentimento de insegurança da população, nomeadamente que tipo de coordenação está a ser feita entre a PSP e GNR. Bacelar Gouveia é da opinião que existe um sentimento de insegurança na população e para se inteirar do que as forças policiais planeiam para a região algarvia, enviou uma carta a em Novembro aos comandantes distritais de Faro da PSP e da GNR a solicitar uma reunião.
Os comandantes de Faro da PSP e da GNR mostraram-se indisponíveis para a reunião, remetendo o assunto para as chefias nacionais, acrescentou o deputado social-democrata. “Acho que como deputado da Assembleia da República, ainda por cima eleito pelo distrito de Faro, tenho todo o direito de saber o que está planeado sem me estar a meter em segredo de Estado. Causa-me estranheza esta atitude”, lamentou.
“Acho um pouco estranho que os chefes distritais da PSP e da GNR não possam receber um deputado da Assembleia da República que apenas se pretende inteirar em relação à situação que se está a viver no Algarve”, observou Bacelar Gouveia. “As pessoas vivem com sentimentos e o que uma política de segurança tem de fazer é prevenir a prática de crimes, mas também criar nas pessoas uma sensação de segurança e é preciso saber o que se anda a fazer para inverter a criminalidade na região”, sustentou. mais aqui
O presidente do Observatório sobre Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) criticou hoje a ausência de um "plano de segurança" para o Algarve e a falta de "critérios objectivos" no reforço policial no Verão. aqui
Quinta-feira, Novembro 12, 2009
FARO: Arqueólogo Cláudio Torres abre Ciclo "Café Doglioni"
O Ciclo de Encontros “Café Doglioni” tem como primeiro orador o arqueólogo Cláudio Torres que falará sobre a “História dos hábitos alimentares no Mediterrâneo” a 12 de Novembro, às 18 horas.
A conferência decorre no Palácio Doglioni, recentemente requalificado, na Rua do Lethes, 32 em Faro.
O ciclo de encontros“Café-Doglioni” é da iniciativa da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e pretende realizar regularmente palestras de especialistas sobre temas de interesse regional.Ciclo que conta com o apoio do PO Algarve 21/QREN, decorrerá num ambiente de tertúlia, onde especialistas e público em geral poderão debater temas variados de interesse público. A entrada é livre.
Cláudio Torres desenvolve desde 1980 o seu trabalho de investigação no Campo Arqueológico de Mértola (CAM) do qual é fundador e director, cargos que acumula com a direcção do Parque Natural do Baixo Guadiana. Foi galardoado com diversos prémios - nomeadamente o Prémio Pessoa - pelo contributo que tem dado a Portugal e à História.Licenciado em História de Arte pela Universidade de Bucareste, antigo docente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa o arqueólogo recebeu ainda o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Évora.
http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=32939
A conferência decorre no Palácio Doglioni, recentemente requalificado, na Rua do Lethes, 32 em Faro.
O ciclo de encontros“Café-Doglioni” é da iniciativa da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e pretende realizar regularmente palestras de especialistas sobre temas de interesse regional.Ciclo que conta com o apoio do PO Algarve 21/QREN, decorrerá num ambiente de tertúlia, onde especialistas e público em geral poderão debater temas variados de interesse público. A entrada é livre.
Cláudio Torres desenvolve desde 1980 o seu trabalho de investigação no Campo Arqueológico de Mértola (CAM) do qual é fundador e director, cargos que acumula com a direcção do Parque Natural do Baixo Guadiana. Foi galardoado com diversos prémios - nomeadamente o Prémio Pessoa - pelo contributo que tem dado a Portugal e à História.Licenciado em História de Arte pela Universidade de Bucareste, antigo docente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa o arqueólogo recebeu ainda o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Évora.
http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=32939
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Duas sugestões
ATENÇÃO ÀS PRIMEIRAS CHUVADAS
Gostava de pedir a Defesa de Faro, pelo seu papel activo na divulgação e apoio a todas as actividades que acontecem na cidade, para deixar um apelo e aviso, ás autoridades responsáveis pela manutenção dos sistemas de esgotos e aguas pluviais, no sentido de, no mais curto prazo de tempo, iniciarem a limpeza dos colectores das águas pluviais, pois devido ao longo tempo de seca que já estamos a passar, os mesmos devem estar cheios de lixo e folhas das árvores, limpeza essa que tem sido feita todos os anos e até ao momento ainda não foi iniciada.
Lembrem-se que a qualquer momento pode chover e como já vem sendo norma, existem zonas na cidade com forte risco de inundações, a mãe natureza não brinca e a chuva quando chegar, vai chegar em força. Saudações Farenses.
João Rosa
Boa noite,
Por achar pertinente, junto envio cópia do mail enviado a 11/11/2009 para: Junta de Freguesia de S.Pedro, Gabinete do Utente C.M.Faro, Geral C.M.Faro e geral@macario-faro.pt, este último tendo sido devolvido.
Exmos.Srs,
Venho por este meio chamar a atenção para uma situação que tem tanto de perigoso como de ridiculo.
Espero que possam fazer alguma coisa para a alterar, quanto mais não seja reencaminhar esta missiva para as entidades "ditas" competentes, pois se fossem competentes já tinham alterado esta situação há mais tempo.
Quem vem da Rua Aboim Ascenção para a Rua General Teófilo Trindade, depara com umas setas a indicarem para a esquerda, quem sobe a Rua Frei Lourenço de Santa Maria, o sentido para "IP1", "Alto Rodes", "ermida da Esperança" e "cemitério". Acontece que essa rua é de sentido descendente e por ela não se pode aceder aos locais que a referida placa indica, nem nessa rua nem na seguinte, Rua Cunha Matos, apenas mais à frente na Rua do Alportel!
Diáriamente assisto a condutores com o "pisca" para a esquerda, que desistem de virar depois do coro de buzinadelas com que são brindados pelos outros condutores e outros que vão subindo a rua e só quando se apercebem que os carros estacionados estão no sentido descendente ou "apanham" com um carro de frente, se apercebem que foram induzidos em erro e estão mal.
Quem vem da Rua Aboim Ascenção para a Rua General Teófilo Trindade, apenas encontra à direita no semáforo, um discreto sinal de "proibido virar à esquerda" que fácilmente é ignorado, pois qualquer pessoa que não seja de Faro repara é na placa com informações enganosas a apontar para a Rua Frei Lourenço de Santa Maria (ver foto).
No inicio da Rua Frei Lourenço de Santa Maria não há nenhum sinal de sentido proibido (ver foto).
Alerto para o perigo a que diáriamente muito condutores que visitam Faro estão sujeitos, fácilmente resolúvel, bastando colocar a "maldita" placa no seu local correcto, antes da Rua do Alportel ou no caso de não a retirarem, tapar essas informações enganadoras e colocar um ou dois sinais de "sentido proibido" à entrada da Rua Frei Lourenço de Santa Maria, para evitar mais confusões.
Atentamente,
Miguel Rato



Gostava de pedir a Defesa de Faro, pelo seu papel activo na divulgação e apoio a todas as actividades que acontecem na cidade, para deixar um apelo e aviso, ás autoridades responsáveis pela manutenção dos sistemas de esgotos e aguas pluviais, no sentido de, no mais curto prazo de tempo, iniciarem a limpeza dos colectores das águas pluviais, pois devido ao longo tempo de seca que já estamos a passar, os mesmos devem estar cheios de lixo e folhas das árvores, limpeza essa que tem sido feita todos os anos e até ao momento ainda não foi iniciada.
Lembrem-se que a qualquer momento pode chover e como já vem sendo norma, existem zonas na cidade com forte risco de inundações, a mãe natureza não brinca e a chuva quando chegar, vai chegar em força. Saudações Farenses.
João Rosa
Boa noite,
Por achar pertinente, junto envio cópia do mail enviado a 11/11/2009 para: Junta de Freguesia de S.Pedro, Gabinete do Utente C.M.Faro, Geral C.M.Faro e geral@macario-faro.pt, este último tendo sido devolvido.
Exmos.Srs,
Venho por este meio chamar a atenção para uma situação que tem tanto de perigoso como de ridiculo.
Espero que possam fazer alguma coisa para a alterar, quanto mais não seja reencaminhar esta missiva para as entidades "ditas" competentes, pois se fossem competentes já tinham alterado esta situação há mais tempo.
Quem vem da Rua Aboim Ascenção para a Rua General Teófilo Trindade, depara com umas setas a indicarem para a esquerda, quem sobe a Rua Frei Lourenço de Santa Maria, o sentido para "IP1", "Alto Rodes", "ermida da Esperança" e "cemitério". Acontece que essa rua é de sentido descendente e por ela não se pode aceder aos locais que a referida placa indica, nem nessa rua nem na seguinte, Rua Cunha Matos, apenas mais à frente na Rua do Alportel!
Diáriamente assisto a condutores com o "pisca" para a esquerda, que desistem de virar depois do coro de buzinadelas com que são brindados pelos outros condutores e outros que vão subindo a rua e só quando se apercebem que os carros estacionados estão no sentido descendente ou "apanham" com um carro de frente, se apercebem que foram induzidos em erro e estão mal.
Quem vem da Rua Aboim Ascenção para a Rua General Teófilo Trindade, apenas encontra à direita no semáforo, um discreto sinal de "proibido virar à esquerda" que fácilmente é ignorado, pois qualquer pessoa que não seja de Faro repara é na placa com informações enganosas a apontar para a Rua Frei Lourenço de Santa Maria (ver foto).
No inicio da Rua Frei Lourenço de Santa Maria não há nenhum sinal de sentido proibido (ver foto).
Alerto para o perigo a que diáriamente muito condutores que visitam Faro estão sujeitos, fácilmente resolúvel, bastando colocar a "maldita" placa no seu local correcto, antes da Rua do Alportel ou no caso de não a retirarem, tapar essas informações enganadoras e colocar um ou dois sinais de "sentido proibido" à entrada da Rua Frei Lourenço de Santa Maria, para evitar mais confusões.
Atentamente,
Miguel Rato



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Quarta-feira, Novembro 11, 2009
Apontadores

aparelhos tribunal de Faro colocados em 2006
Aumenta procura de espaços para comércio de luxo
Gulbenkian dá prémio a investigador da UAlg
Mais rotas aéreas poderão ajudar a estancar perda de turistas britânicos
Câmara de Faro quer que proprietários legalizem aparelhos de ar condicionado
“Conquanto, não podemos restringir aquilo que a lei não restringe (v. g. artigos 1422.º e 1425.º do Código Civil), de acordo com o supra exposto, é possível colocar ou instalar sistemas de ar condicionado, na fracção autónoma ou em paredes comuns (nomeadamente na parede que delimita determinada fracção autónoma), reunidos que estejam determinados requisitos e ultrapassadas algumas restrições ou limitações!
A colocação de aparelhos de ar condicionado na fachada de um edifício em propriedade horizontal (parte comum do edifício) constitui obra de inovação para os efeitos previstos no artigo 1425.º do Código Civil, não podendo violar o preceituado no n.º 2 do mesmo artigo, nem o artigo 1422.º, n.º 2, alínea a), e n.º 3, do mesmo diploma.”
Mas quando existe e em algumas câmaras municipais como Tavira estes casos são tratados através de Regulamento Municipal da Edificação e Urbanização. Desconheço se existe em Faro algum regulamento actualizado.
Quem estiver interessado deve consultar o Regulamento de Tavira, artigo 35º“ Equipamentos de ar condicionado e outras instalações mecânicas”
E para relembrar os menos atentos este foi publicado na II Série nº274 de 26 de Novembro de 2003.
Maria Perpetua de Vasconcelos
Aumenta procura de espaços para comércio de luxo
Gulbenkian dá prémio a investigador da UAlg
Mais rotas aéreas poderão ajudar a estancar perda de turistas britânicos
Câmara de Faro quer que proprietários legalizem aparelhos de ar condicionado
“Conquanto, não podemos restringir aquilo que a lei não restringe (v. g. artigos 1422.º e 1425.º do Código Civil), de acordo com o supra exposto, é possível colocar ou instalar sistemas de ar condicionado, na fracção autónoma ou em paredes comuns (nomeadamente na parede que delimita determinada fracção autónoma), reunidos que estejam determinados requisitos e ultrapassadas algumas restrições ou limitações!
A colocação de aparelhos de ar condicionado na fachada de um edifício em propriedade horizontal (parte comum do edifício) constitui obra de inovação para os efeitos previstos no artigo 1425.º do Código Civil, não podendo violar o preceituado no n.º 2 do mesmo artigo, nem o artigo 1422.º, n.º 2, alínea a), e n.º 3, do mesmo diploma.”
Mas quando existe e em algumas câmaras municipais como Tavira estes casos são tratados através de Regulamento Municipal da Edificação e Urbanização. Desconheço se existe em Faro algum regulamento actualizado.
Quem estiver interessado deve consultar o Regulamento de Tavira, artigo 35º“ Equipamentos de ar condicionado e outras instalações mecânicas”
E para relembrar os menos atentos este foi publicado na II Série nº274 de 26 de Novembro de 2003.
Maria Perpetua de Vasconcelos
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Escalada ao Mulhacén

Olá!
Foi com muito agrado que verifiquei a notícia da minha participação na equipa inglesa na escalada na Serra Nevada (Mulhacén).
Envio o link.
Grande abraço,
Luís Nadkarni
http://www.sierra-nevada-news.com/2009/11/portugese-alpinist-climbing-sierra-nevada/
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Poluição Visual
Passadas que estão todas as eleições previstas, foram retirados quase todos os painéis publicitários. No entanto os postes metálicos e armações em que os painés estavam afixados continuam por toda a cidade sem terem sido retirados. Para quando a sua remoção ou será que vão ficar espalhados por toda a cidade à espera de novas eleições ou que alguem queira pôr um novo painel publicitário?
E já agora não acham que já é tempo de a FAGAR e outras empresas retirarem os painéis que existem um pouco por toda a cidade, alguns com anos de existencia, dando conhecimento de campanhas de desratização há quatro atrás e outros promovendo empresas que estiveram encarregues de certas obras e que lá deixaram os seus painéis / placards para sempre, como por exemplo a empresa que construiu a circular do BOM JOÃO deixou o seu painel publicitário (no começo da estrada junto às vivendas, no lado direito de quem vai para a rotunda), e ele ali ficou para sempre. Gostaria que os Fiscais da Câmara começassem a trabalhar e indicassem estas situações que apesar de óbvias aos contribuintes não são visiveis aos fiscais.
Algo está muito errado e gostava de ouvir uma explicação camarária para esta desorganização visual, para a enorme quantidade de painéis publicitários existentes por toda a cidade e certamente que a maioria deles ilegais.
Melhores cumprimentos.
J.L.
E já agora não acham que já é tempo de a FAGAR e outras empresas retirarem os painéis que existem um pouco por toda a cidade, alguns com anos de existencia, dando conhecimento de campanhas de desratização há quatro atrás e outros promovendo empresas que estiveram encarregues de certas obras e que lá deixaram os seus painéis / placards para sempre, como por exemplo a empresa que construiu a circular do BOM JOÃO deixou o seu painel publicitário (no começo da estrada junto às vivendas, no lado direito de quem vai para a rotunda), e ele ali ficou para sempre. Gostaria que os Fiscais da Câmara começassem a trabalhar e indicassem estas situações que apesar de óbvias aos contribuintes não são visiveis aos fiscais.
Algo está muito errado e gostava de ouvir uma explicação camarária para esta desorganização visual, para a enorme quantidade de painéis publicitários existentes por toda a cidade e certamente que a maioria deles ilegais.
Melhores cumprimentos.
J.L.
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A união faz a força!

mais sobre comboios no Algarve, aqui e aqui e aqui
Comunidade Intermunicipal do Algarve defende linha ferroviária que ligue região a Espanha.
Uma nova linha ferroviária que ligue o Algarve a Espanha, a requalificação da EN-125 e a construção do Hospital Central do Algarve são objectivos da nova direcção da Comunidade Intermunicipal do Algarve, disse hoje o presidente reeleito.
"Vamos bater-nos para que, com o Orçamento de Estado para 2010, se avance com a requalificação da EN-125 e o novo Hospital Central do Algarve, mas também por uma nova linha ferroviária", disse hoje à Lusa Macário Correia, reeleito esta segunda-feira, pela terceira vez consecutiva, para presidir à Comunidade Intermuncipal do Algarve, conhecida também pela Área Metropolitana do Algarve (AMAL).
Também o novo vice-presidente da AMAL, o autarca de S. Brás de Alportel, António Eusébio (PS), disse à Lusa que as grandes preocupações dos 16 autarcas algarvios passam por acompanhar os compromissos do Governo sobre o novo Hospital do Algarve, a requalificação da EN-125 ou o programa "Pólis Ria Formosa".
"Temos de nos bater também por preocupações como os transportes, habitação ou áreas como o desemprego e a defesa do ambiente", observou o autarca são brasense, que defende uma AMAL com "um novo fôlego para que não fique diminuida nas suas competências" no futuro.
António Eusébio referiu que se deve avançar para a construção de uma linha ferroviária que ligue o Algarve a Espanha, contudo, alertou, para a necessidade de analisar o projecto porque os investimentos são "muito avultados".
O autarca justificou lembrando que há problemas de primeria geração que não podem ser esquecidas, nomeadamente como levar água canalizada a toda a região.
Macário Correia considerou ainda necessário lutar por um centro de congressos na região e pela regionalização.
Os 16 autarcas algarvios - o PSD preside a nove câmaras e o PS a sete - reuniram-se segunda-feira para criar o novo concelho executivo da AMAL e escolher o novo presidente e os vice-presidentes.
O social-democrata Macário Correia tinha sido reeleito em Janeiro deste ano presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (que mantém o nome de AMAL), com os votos contra do PS, que recusou integrar a direcção.
Os autarcas socialistas tinham decidido, na altura e antes das autárquicas, não fazer parte do executivo da AMAL, que desde a sua criação integrou sempre membros dos dois partidos, por se oporem à recondução de Macário Correia na presidência do organismo.
Contudo, nas últimas eleições, o PS integrou o executivo da AMAL, tendo sido nomeado para vice-presidente o autarca socialista de São Brás de Alportel.
O autarca de Loulé, Seruca Emídio (PSD), é o outro vice-presidente da Comunidade Intermunicipal indicado pelos respectivos homólogos.
O anterior vice-presidente indicado pelo PS era o autarca de Olhão, Francisco Leal, que se afastou do cargo antes das eleições autárquicas de 11 de Outubro dirigindo criticas a Macário Correia por utilizar aquele órgão para "promoção pessoal".
Comunidade Intermunicipal do Algarve defende linha ferroviária que ligue região a Espanha.
Uma nova linha ferroviária que ligue o Algarve a Espanha, a requalificação da EN-125 e a construção do Hospital Central do Algarve são objectivos da nova direcção da Comunidade Intermunicipal do Algarve, disse hoje o presidente reeleito.
"Vamos bater-nos para que, com o Orçamento de Estado para 2010, se avance com a requalificação da EN-125 e o novo Hospital Central do Algarve, mas também por uma nova linha ferroviária", disse hoje à Lusa Macário Correia, reeleito esta segunda-feira, pela terceira vez consecutiva, para presidir à Comunidade Intermuncipal do Algarve, conhecida também pela Área Metropolitana do Algarve (AMAL).
Também o novo vice-presidente da AMAL, o autarca de S. Brás de Alportel, António Eusébio (PS), disse à Lusa que as grandes preocupações dos 16 autarcas algarvios passam por acompanhar os compromissos do Governo sobre o novo Hospital do Algarve, a requalificação da EN-125 ou o programa "Pólis Ria Formosa".
"Temos de nos bater também por preocupações como os transportes, habitação ou áreas como o desemprego e a defesa do ambiente", observou o autarca são brasense, que defende uma AMAL com "um novo fôlego para que não fique diminuida nas suas competências" no futuro.
António Eusébio referiu que se deve avançar para a construção de uma linha ferroviária que ligue o Algarve a Espanha, contudo, alertou, para a necessidade de analisar o projecto porque os investimentos são "muito avultados".
O autarca justificou lembrando que há problemas de primeria geração que não podem ser esquecidas, nomeadamente como levar água canalizada a toda a região.
Macário Correia considerou ainda necessário lutar por um centro de congressos na região e pela regionalização.
Os 16 autarcas algarvios - o PSD preside a nove câmaras e o PS a sete - reuniram-se segunda-feira para criar o novo concelho executivo da AMAL e escolher o novo presidente e os vice-presidentes.
O social-democrata Macário Correia tinha sido reeleito em Janeiro deste ano presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (que mantém o nome de AMAL), com os votos contra do PS, que recusou integrar a direcção.
Os autarcas socialistas tinham decidido, na altura e antes das autárquicas, não fazer parte do executivo da AMAL, que desde a sua criação integrou sempre membros dos dois partidos, por se oporem à recondução de Macário Correia na presidência do organismo.
Contudo, nas últimas eleições, o PS integrou o executivo da AMAL, tendo sido nomeado para vice-presidente o autarca socialista de São Brás de Alportel.
O autarca de Loulé, Seruca Emídio (PSD), é o outro vice-presidente da Comunidade Intermunicipal indicado pelos respectivos homólogos.
O anterior vice-presidente indicado pelo PS era o autarca de Olhão, Francisco Leal, que se afastou do cargo antes das eleições autárquicas de 11 de Outubro dirigindo criticas a Macário Correia por utilizar aquele órgão para "promoção pessoal".
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A MOBILIDADE É QUE PAGA
A golpes de picareta, de máquina e de mau urbanismo, Portimão voltou a sangrar as suas ruas históricas, sob o pretexto de nobres objectivos, como a mobilidade.
Volta-se a escrever por linhas tortas, o mau gosto que dificilmente se endireita.
As cabeças pensadoras, em aflorações possessas de consciências pesadas, coseram um plano de mobilidade para a baixa de uma cidade, onde o desrespeito para com estes cidadãos foi uma constante de lei.
Para emendar a mão, dando razão ao ditado de “pior a emenda que o soneto”, atiram-se contra as inofensivas e conjuntadas pedras da calçada portuguesa, que sem defesa e perante um cumulativo de silêncios de interessados directos e populares, vai continuar a fazer escola.
No exercício dos direitos de cidadãos, esta ofensa contra os portimonenses, é uma ofensa contra todos aqueles que respeitam e defendem os valores do património, os traços da nossa arquitectura e da nossa expressão cultural.
A ideia do reino dos Algarves continuar a ser uma reunião de feudos, em que cada senhor põe e dispõe, conduziu aos actuais constrangimentos que se abatem sobre o Turismo.
A matéria de lei sobre mobilidade sofreu em crescendo vários graus de exigências, mas os municípios, quer nas suas intervenções quer em licenciamentos privados, deram-lhe pouca ou nenhuma importância e os olhares acusatórios não podem ser lançados unicamente sobre Portimão. O que não exclui esta cidade e basta circular, para percebermos o falhanço nesta matéria.
Os corredores de cimento engendrados, ora à direita, ora à esquerda e ao meio, para além do prejuízo causado à harmonia da calçada com a estética dos edifícios, não resolvem tanto o problema da mobilidade e o desfrute dos visados, mas facilitam a mobilidade de todos os transeuntes para fugirem às irregularidades do pavimento.
Percorremos hoje as zonas intervencionadas e a imagem que construímos foi a da indiferença.
Não sabemos se foram ouvidos especialistas em mobilidade, arquitectos, comerciantes e população para um consenso mas, como farense, não aprovo a implantação da “graça”em nenhum lugar cuja estética seja um valor a preservar.
Luis Alexandre
Volta-se a escrever por linhas tortas, o mau gosto que dificilmente se endireita.
As cabeças pensadoras, em aflorações possessas de consciências pesadas, coseram um plano de mobilidade para a baixa de uma cidade, onde o desrespeito para com estes cidadãos foi uma constante de lei.
Para emendar a mão, dando razão ao ditado de “pior a emenda que o soneto”, atiram-se contra as inofensivas e conjuntadas pedras da calçada portuguesa, que sem defesa e perante um cumulativo de silêncios de interessados directos e populares, vai continuar a fazer escola.
No exercício dos direitos de cidadãos, esta ofensa contra os portimonenses, é uma ofensa contra todos aqueles que respeitam e defendem os valores do património, os traços da nossa arquitectura e da nossa expressão cultural.
A ideia do reino dos Algarves continuar a ser uma reunião de feudos, em que cada senhor põe e dispõe, conduziu aos actuais constrangimentos que se abatem sobre o Turismo.
A matéria de lei sobre mobilidade sofreu em crescendo vários graus de exigências, mas os municípios, quer nas suas intervenções quer em licenciamentos privados, deram-lhe pouca ou nenhuma importância e os olhares acusatórios não podem ser lançados unicamente sobre Portimão. O que não exclui esta cidade e basta circular, para percebermos o falhanço nesta matéria.
Os corredores de cimento engendrados, ora à direita, ora à esquerda e ao meio, para além do prejuízo causado à harmonia da calçada com a estética dos edifícios, não resolvem tanto o problema da mobilidade e o desfrute dos visados, mas facilitam a mobilidade de todos os transeuntes para fugirem às irregularidades do pavimento.
Percorremos hoje as zonas intervencionadas e a imagem que construímos foi a da indiferença.
Não sabemos se foram ouvidos especialistas em mobilidade, arquitectos, comerciantes e população para um consenso mas, como farense, não aprovo a implantação da “graça”em nenhum lugar cuja estética seja um valor a preservar.
Luis Alexandre
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Terça-feira, Novembro 10, 2009
VIII Semana dos Artistas, um Marco Cultural da Cidade

Em jeito de rescaldo e até de reflexão, a Direcção da Sociedade Recreativa Artística Farense – Os Artistas, vem por este meio de comunicação que é a Defesa de Faro, congratular-se pelo sucesso que foi a «VIII Semana dos Artistas», tal como agradecer a todos os que nela participaram e que nos apoiaram.
Obviamente que sem determinados apoios o evento referido não teria sido possível, assim entidades como a Câmara Municipal de Faro, a CNA/ Observatório do Algarve, a Rádio Universitária do Algarve (RUA FM), a ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve e a Gráfica Comercial, foram determinantes para o sucesso retumbante que foi a «VIII Semana dos Artistas». Também desejamos agradecer a Lut Canen, companheira de muitos anos de Filipe Ferrer e à Mandala Produções, pelo apoio conferido à homenagem ao falecido actor, encenador e dramaturgo farense.
Modestamente, poderemos afirmar que pelo 8º ano consecutivo conseguimos concretizar actividades e promover eventos de qualidade, onde a focalização principal é sempre a promoção e divulgação de artistas locais e regionais, como sucedeu com a presença do Colectivo Terminal Studios, que marcaram presença ao nível da ilustração, cartoon e caricatura, do tradicional leilão de cartazes, a cargo do Cine Clube de Tavira, da excelente prestação do Coral Ossónoba Juvenil ou dos concertos de Amar Guitarra e da homenagem a Bob Dylan, por Boris Buggerov. A Angel the Magician e aos responsáveis pela mostra de artesanato contemporâneo, também endereçamos o nosso agradecimento.
Todavia, realizaram-se outros dois eventos que, pela sua especificidade, concentraram grande parte da nossa atenção e trabalho, referimo-nos às Memórias dos Artistas, na 2ª-feira dia 2 de Novembro e da homenagem a Filipe Ferrer, no passado dia 5.
Também as próprias actividades permanentes da Sociedade Recreativa Artística Farense, como foi o caso da tradicional exposição de desenho e pintura dos alunos do professor Fernando Silva Grade ou da demonstração de dança oriental, por intermédio da professora Denise Carvalho e das suas alunas, foram um marco importante na divulgação de algumas das inúmeras opções artísticas que temos à disposição dos interessados nas nossas instalações.
Contudo, e como tem sido apanágio de edições anteriores, procuramos sempre dar a conhecer intervenientes artísticos de renome nacional, como foi o caso do concerto de Virgem Suta, no passado sábado, onde se registou uma das maiores lotações de sempre da nossa história.
Uma vez mais, a todos os referidos e aos associados e amigos de Os Artistas, o nosso muito obrigado e até para o ano.
A Direcção da Sociedade Recreativa Artística Farense
(João Resende)
Obviamente que sem determinados apoios o evento referido não teria sido possível, assim entidades como a Câmara Municipal de Faro, a CNA/ Observatório do Algarve, a Rádio Universitária do Algarve (RUA FM), a ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve e a Gráfica Comercial, foram determinantes para o sucesso retumbante que foi a «VIII Semana dos Artistas». Também desejamos agradecer a Lut Canen, companheira de muitos anos de Filipe Ferrer e à Mandala Produções, pelo apoio conferido à homenagem ao falecido actor, encenador e dramaturgo farense.
Modestamente, poderemos afirmar que pelo 8º ano consecutivo conseguimos concretizar actividades e promover eventos de qualidade, onde a focalização principal é sempre a promoção e divulgação de artistas locais e regionais, como sucedeu com a presença do Colectivo Terminal Studios, que marcaram presença ao nível da ilustração, cartoon e caricatura, do tradicional leilão de cartazes, a cargo do Cine Clube de Tavira, da excelente prestação do Coral Ossónoba Juvenil ou dos concertos de Amar Guitarra e da homenagem a Bob Dylan, por Boris Buggerov. A Angel the Magician e aos responsáveis pela mostra de artesanato contemporâneo, também endereçamos o nosso agradecimento.
Todavia, realizaram-se outros dois eventos que, pela sua especificidade, concentraram grande parte da nossa atenção e trabalho, referimo-nos às Memórias dos Artistas, na 2ª-feira dia 2 de Novembro e da homenagem a Filipe Ferrer, no passado dia 5.
Também as próprias actividades permanentes da Sociedade Recreativa Artística Farense, como foi o caso da tradicional exposição de desenho e pintura dos alunos do professor Fernando Silva Grade ou da demonstração de dança oriental, por intermédio da professora Denise Carvalho e das suas alunas, foram um marco importante na divulgação de algumas das inúmeras opções artísticas que temos à disposição dos interessados nas nossas instalações.
Contudo, e como tem sido apanágio de edições anteriores, procuramos sempre dar a conhecer intervenientes artísticos de renome nacional, como foi o caso do concerto de Virgem Suta, no passado sábado, onde se registou uma das maiores lotações de sempre da nossa história.
Uma vez mais, a todos os referidos e aos associados e amigos de Os Artistas, o nosso muito obrigado e até para o ano.
A Direcção da Sociedade Recreativa Artística Farense
(João Resende)
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TURISMO: OS DILEMAS E O PRESENTE SEM FUTURO
Estrategicamente, a ACOSAL subscreve todas as afirmações de Elidérico Viegas, publicadas no Observatório do Algarve e questiona todos aqueles que acham um exagero chamar de cancro à sazonalidade.
A actual crise, apenas agudizou a quebra de vitalidade de uma actividade que tem andado entregue, mais à protecção dos deuses e ao arrecadar das receitas, do que à reflexão e acções objectivas de correcção. Dizer que a crise é importada, sem questionar os traços da conjuntura regional criada, é um engano que já não passa. A sazonalidade não é uma consequência da crise mundial mas, do acumulado de erros.
Citando o mau exemplo de Albufeira: destruir património e fechar ruas sem criar estacionamentos, provocaram a debandada de dezenas de serviços que alimentavam outros negócios à volta. A especulação disparou, a rentabilidade caiu, tal como o emprego. Desaparecem as comodidades, o prazer dos lugares e os clientes.
Mesmo sabendo do aumento da oferta mundial e dos preços competitivos, os nossos responsáveis insistiram conscientemente na exploração exaustiva e desvalorização de um espaço físico a que tecem elogios, sem preservar as suas qualidades.
Cada pedra histórica que desprezámos, cada platibanda e traça que destruímos, cada pinheiro que derrubámos, cada metro de linha de costa onde construímos de forma selvagem, foram as achas da nossa desorientação e em 50 anos quase esvaziámos o balão de sustentação de uma região que tinha encontrado um caminho de desenvolvimento e cuja desvirtuação, não é responsabilidade primeira de todos os seus agentes mas, dos responsáveis que falharam conscientemente na sua condução estratégica.
Actualmente e depois da destruição dos valores produtivos locais – pescas e agricultura –, do profundo desrespeito pelo ordenamento e de arrecadados os proveitos da exploração intensiva do sector mais lucrativo do Turismo, a construção especulativa, autorizada e imposta em aproveitamento sobre os outros sectores da actividade, fala-se amiúde das suas alternativas.
Mais do que um desejo são uma necessidade e, afinal, não passam de introduzir o conhecimento e inovação aos sectores tradicionais que sempre nos sustentaram e foram destruídos.
As novas tecnologias aplicadas ao mar e as energias alternativas, são apontadas como os vectores de desenvolvimento futuro do Algarve.
Todo este optimismo dirigista, vindo dum importante organismo de intervenção no Algarve, a CCDRA, com cumplicidades no estado geral das coisas, ao ser lançado num momento de grandes dificuldades da actividade turística, não produz nenhum efeito balsâmico e soa a cabo de mar que adormeceu no seu posto.
Entre a consumação e os resultados dos almejados projectos alternativos, medeiam uns bons anos em que o Turismo continuará a ser preocupação e o motor de sustentação da região, papel que, acreditamos, dificilmente perderá a sua preponderância.
Para os agentes do Turismo conta o presente e face ao volume de problemas que afectam o sector, são necessárias acções de curto prazo e exigidas perspectivas de confiança para o futuro.
No momento que atravessamos, com a situação económica e social a resvalar, a tutela e os seus organismos que falharam em toda a linha, ensaiam modelos de intervenção que no modo e no género pouco diferem do passado e não suscitam grandes entusiasmos entre empresários e trabalhadores.
O que tem de ser dito é que, sobre o aumento da sazonalidade, não pára o sobrecarregar de impostos, taxas municipais, imposições legais e coimas, que vão no sentido inverso do número de clientes, da sua qualidade e dos valores das receitas.
Pelo que vamos ouvindo e com o QREN a meio, receamos que a procura de um novo centro de gravidade económica e com novas oportunidades para os investidores, se faça à custa da castigada actividade turística.
Na verdade, a crise mundial não abriu as mentes para as mudanças necessárias!
Luis Alexandre
A actual crise, apenas agudizou a quebra de vitalidade de uma actividade que tem andado entregue, mais à protecção dos deuses e ao arrecadar das receitas, do que à reflexão e acções objectivas de correcção. Dizer que a crise é importada, sem questionar os traços da conjuntura regional criada, é um engano que já não passa. A sazonalidade não é uma consequência da crise mundial mas, do acumulado de erros.
Citando o mau exemplo de Albufeira: destruir património e fechar ruas sem criar estacionamentos, provocaram a debandada de dezenas de serviços que alimentavam outros negócios à volta. A especulação disparou, a rentabilidade caiu, tal como o emprego. Desaparecem as comodidades, o prazer dos lugares e os clientes.
Mesmo sabendo do aumento da oferta mundial e dos preços competitivos, os nossos responsáveis insistiram conscientemente na exploração exaustiva e desvalorização de um espaço físico a que tecem elogios, sem preservar as suas qualidades.
Cada pedra histórica que desprezámos, cada platibanda e traça que destruímos, cada pinheiro que derrubámos, cada metro de linha de costa onde construímos de forma selvagem, foram as achas da nossa desorientação e em 50 anos quase esvaziámos o balão de sustentação de uma região que tinha encontrado um caminho de desenvolvimento e cuja desvirtuação, não é responsabilidade primeira de todos os seus agentes mas, dos responsáveis que falharam conscientemente na sua condução estratégica.
Actualmente e depois da destruição dos valores produtivos locais – pescas e agricultura –, do profundo desrespeito pelo ordenamento e de arrecadados os proveitos da exploração intensiva do sector mais lucrativo do Turismo, a construção especulativa, autorizada e imposta em aproveitamento sobre os outros sectores da actividade, fala-se amiúde das suas alternativas.
Mais do que um desejo são uma necessidade e, afinal, não passam de introduzir o conhecimento e inovação aos sectores tradicionais que sempre nos sustentaram e foram destruídos.
As novas tecnologias aplicadas ao mar e as energias alternativas, são apontadas como os vectores de desenvolvimento futuro do Algarve.
Todo este optimismo dirigista, vindo dum importante organismo de intervenção no Algarve, a CCDRA, com cumplicidades no estado geral das coisas, ao ser lançado num momento de grandes dificuldades da actividade turística, não produz nenhum efeito balsâmico e soa a cabo de mar que adormeceu no seu posto.
Entre a consumação e os resultados dos almejados projectos alternativos, medeiam uns bons anos em que o Turismo continuará a ser preocupação e o motor de sustentação da região, papel que, acreditamos, dificilmente perderá a sua preponderância.
Para os agentes do Turismo conta o presente e face ao volume de problemas que afectam o sector, são necessárias acções de curto prazo e exigidas perspectivas de confiança para o futuro.
No momento que atravessamos, com a situação económica e social a resvalar, a tutela e os seus organismos que falharam em toda a linha, ensaiam modelos de intervenção que no modo e no género pouco diferem do passado e não suscitam grandes entusiasmos entre empresários e trabalhadores.
O que tem de ser dito é que, sobre o aumento da sazonalidade, não pára o sobrecarregar de impostos, taxas municipais, imposições legais e coimas, que vão no sentido inverso do número de clientes, da sua qualidade e dos valores das receitas.
Pelo que vamos ouvindo e com o QREN a meio, receamos que a procura de um novo centro de gravidade económica e com novas oportunidades para os investidores, se faça à custa da castigada actividade turística.
Na verdade, a crise mundial não abriu as mentes para as mudanças necessárias!
Luis Alexandre
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Entradas de Faro e a iluminação apagada.
Caros Amigos.
Com o objectivo de chamar a atenção para quem de direito,venho por v/ intermédio dar conta da situação há muito existente e sem que alguém (EDP ?),resolva duma vez por todas:
Trata-se da quantidade de candeeiros de iluminação pública,apagados,em várias ruas desta cidade,nomeadamente na Av. da República,e pasme-se,na entrada principal,entre a Rotunda da cadeia e o Largo de Camões, estão seguramente "uma duzia "dos ditos candeeiros , apagados há muito tempo,o que dá uma imagem de negligência e muito negativa, para quem vem a chegar a Faro.
Para quando a cidade de Faro passa a ter entradas dignas,para a Capital do Algarve?
Jorge Santos.
Com o objectivo de chamar a atenção para quem de direito,venho por v/ intermédio dar conta da situação há muito existente e sem que alguém (EDP ?),resolva duma vez por todas:
Trata-se da quantidade de candeeiros de iluminação pública,apagados,em várias ruas desta cidade,nomeadamente na Av. da República,e pasme-se,na entrada principal,entre a Rotunda da cadeia e o Largo de Camões, estão seguramente "uma duzia "dos ditos candeeiros , apagados há muito tempo,o que dá uma imagem de negligência e muito negativa, para quem vem a chegar a Faro.
Para quando a cidade de Faro passa a ter entradas dignas,para a Capital do Algarve?
Jorge Santos.
Segunda-feira, Novembro 09, 2009
O Céu pode esperar

ilustarção - Marco Jacobsen
As rádios de Belo Horizonte, naquele tempo, punham no ar convites fúnebres — e foi assim que, certa manhã, tendo apagado em meio à programação musical da madrugada, acordei com a notícia de que Humberto Werneck havia morrido.
Para quem se chama Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. Dizia mais o locutor da Inconfidência, em seu jargão funéreo, depois da batida lúgubre de um gongo: o “féretro” sairia às tantas da tarde da Rua Hermilo Alves, 350 (ainda era tempo dos velórios residenciais), para a “necrópole” do Bonfim.
Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo. Nossa cozinheira, ao contrário, não continha a excitação, compenetrada no papel de quem pela primeira vez faria o almoço de um morto-vivo.
Pelo meio-dia, já mais à vontade, me veio a idéia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque mamãe me alertou para as imprevisíveis conseqüências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.
Durante anos, de fato, volta e meia topei com conhecidos que me julgavam morto — um deles deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.
Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas — de nascimento e morte.
Passado, fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino do carneiro nº 143 da quadra 49 era um 2º sargento da Polícia Militar de Minas, levado desta para melhor num coma hepático. De quebra, fiquei sabendo que carneiro vem de carne, essa que a terra há de comer, se não a cremarem.
Fosse apenas o sargento — mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, este no Rio de Janeiro. O choque, para mim, só não foi igual ao primeiro porque, nesse caso, havia um Oscar Miranda entre o nome e o sobrenome. Nunca mais, depois disso, me livrei da impressão, desconfortabilíssima, de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.
Humberto Werneck
As rádios de Belo Horizonte, naquele tempo, punham no ar convites fúnebres — e foi assim que, certa manhã, tendo apagado em meio à programação musical da madrugada, acordei com a notícia de que Humberto Werneck havia morrido.
Para quem se chama Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. Dizia mais o locutor da Inconfidência, em seu jargão funéreo, depois da batida lúgubre de um gongo: o “féretro” sairia às tantas da tarde da Rua Hermilo Alves, 350 (ainda era tempo dos velórios residenciais), para a “necrópole” do Bonfim.
Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo. Nossa cozinheira, ao contrário, não continha a excitação, compenetrada no papel de quem pela primeira vez faria o almoço de um morto-vivo.
Pelo meio-dia, já mais à vontade, me veio a idéia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque mamãe me alertou para as imprevisíveis conseqüências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.
Durante anos, de fato, volta e meia topei com conhecidos que me julgavam morto — um deles deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.
Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas — de nascimento e morte.
Passado, fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino do carneiro nº 143 da quadra 49 era um 2º sargento da Polícia Militar de Minas, levado desta para melhor num coma hepático. De quebra, fiquei sabendo que carneiro vem de carne, essa que a terra há de comer, se não a cremarem.
Fosse apenas o sargento — mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, este no Rio de Janeiro. O choque, para mim, só não foi igual ao primeiro porque, nesse caso, havia um Oscar Miranda entre o nome e o sobrenome. Nunca mais, depois disso, me livrei da impressão, desconfortabilíssima, de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.
Humberto Werneck
Câmara de Faro e Turismo do Algarve têm "estratégias comuns" para desenvolvimento turístico
presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, anunciou que a autarquia e o Turismo do Algarve têm "estratégias comuns" para o desenvolvimento turístico do concelho e da região, nomeadamente a "criação novas ligações aéreas".
Macário Correia falou à Agência Lusa no passado dia 6, depois de se ter reunido com o presidente da Entidade Regional de Turismo do Algarve (ERTA), Nuno Aires, na sede do organismo, encontro que considerou ter sido "muito positivo".
"Temos estratégias comuns para o turismo, nomeadamente o desenvolvimento de novas ligações aéreas ao aeroporto de Faro para potenciar novos destinos", afirmou Macário Correia.
O autarca adiantou que outro dos pontos comuns entre a estratégia da câmara de Faro e a do Turismo do Algarve passa pela "promoção da região e da sua capital em destinos externos, de forma a captar novos mercados".
"Vamos também lançar novos concursos para aumentar a capacidade hoteleira de Faro, assim como recuperar projectos e planos já existentes nesta matéria", disse também Macário Correia, para quem a cidade deve melhorar a sua oferta nesta vertente.
O presidente da autarquia algarvia sublinhou que é ambição da câmara e do Turismo do Algarve "fazer de Faro o principal aeroporto do turismo português" e "captar novos investimentos hoteleiros".
A reunião de hoje entre Nuno Aires e Macário Correia foi a primeira de um conjunto de encontros que o responsável máximo do Turismo do Algarve vai ter com os presidentes de câmara da região para traçar estratégias a nível da actividade turística.
in Região Sul
Macário Correia falou à Agência Lusa no passado dia 6, depois de se ter reunido com o presidente da Entidade Regional de Turismo do Algarve (ERTA), Nuno Aires, na sede do organismo, encontro que considerou ter sido "muito positivo".
"Temos estratégias comuns para o turismo, nomeadamente o desenvolvimento de novas ligações aéreas ao aeroporto de Faro para potenciar novos destinos", afirmou Macário Correia.
O autarca adiantou que outro dos pontos comuns entre a estratégia da câmara de Faro e a do Turismo do Algarve passa pela "promoção da região e da sua capital em destinos externos, de forma a captar novos mercados".
"Vamos também lançar novos concursos para aumentar a capacidade hoteleira de Faro, assim como recuperar projectos e planos já existentes nesta matéria", disse também Macário Correia, para quem a cidade deve melhorar a sua oferta nesta vertente.
O presidente da autarquia algarvia sublinhou que é ambição da câmara e do Turismo do Algarve "fazer de Faro o principal aeroporto do turismo português" e "captar novos investimentos hoteleiros".
A reunião de hoje entre Nuno Aires e Macário Correia foi a primeira de um conjunto de encontros que o responsável máximo do Turismo do Algarve vai ter com os presidentes de câmara da região para traçar estratégias a nível da actividade turística.
in Região Sul
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2ª etapa do European Longboard Tour - Praia de Faro





Antoine Delpero vence Four Oceans
Num evento totalmente dominado pelos franceses, Antoine Delpero venceu a 2ª etapa do European Longboard Tour que terminou há momentos na Praia de Faro, no Algarve.
Este segundo dia de prova começou com ondas de meio metro com sets de um metro a aparecer ao final da manhã à medida que a maré começou a encher. O vento apresentou-se moderado side-shore contribuindo para uma formação das ondas que não passou o razoável.
As primeiras baterias do dia tinham competidores de alto nível que não podiam falhar sob pena de não chegar às meias-finais. O elevado nível da prova acabou por fazer com que atletas como Ben Skinner, vencedor da etapa anterior, e Sam Bleakley não chegassem sequer às meias finais. Os portugueses ainda em prova como Bruno “Bubas” Charneca e Luís “Lufi” Bento não tiveram argumentos para contrariar a concorrência e não passaram dos quartos de final.
O melhor português em prova foi Luís Esteves seguido de Tiago Estanislau. Manuel Constantino ficou-se pelo 3º lugar entre os portugueses. O melhor português na competição principal arrecadou o Troféu IBIS que inclui um fim de semana no hotel IBIS de S. João do Porto.
Pelas 11:30 efectuou-se a competição retro que possibilitou a realização de manobras bem radicais com estas pranchas curtas e largas. Surpresa foi o formato desta prova que premiou com o 1º lugar a onda com nota mais alta. O verdadeiro espírito surf. O vencedor foi o francês Alexis Deniel que arrecada uma prancha retro Lufi. Bruno “Bubas” Charneca repetiu o 2º lugar da edição de 2008 e ganhou um fim de semana para 2 pessoas no Hotel D. José, em Quarteira.
Com 4 franceses nas meias finais realizadas man to man, Antoine Delpero, número 3 do mundo, superiorizou-se Aurelien Meyneux e qualificou-se para a final, sem surpresa. Na segunda meia final, estiveram presentes Eduard Delpero actual campeão europeu de juniores e o campeão da Europa em título Remy Arauzo.
Aquilo que era uma mera probabilidade veio a concretizar-se. Os irmãos Delpero defrontaram-se na final e proporcionaram um excelente espectáculo na praia apesar das condições difíceis de mar e vento que se faziam sentir. A experiência fez toda a diferença e Antoine venceu numa final em que esteve sempre na frente e controlou o adversário.
O local de prova, em plena Ria Formosa, proporcionou um ambiente acolhedor na praia com massagens, beach bar tropical, som ambiente e uma sempre agradável viagem de barco até ao pico da prova.
A cerimónia de entrega de prémios teve lugar no Centro Náutico da Praia de Faro e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Faro, Eng. Macário Correia, que reafirmou a sua vontade de projectar a cidade a nível nacional e internacional como verdadeira referência, neste caso, na área desportiva.
"Esta é uma forma de mostrar aos participantes e pessoas envolvidas no evento as potencialidades de Faro. Estes indivíduos farão lá fora a promoção da cidade e da região. É nossa intenção continuar a apoiar estas iniciativas capazes de promover o que de bom tem este conselho." - declarou o autarca.
Já no Centro Náutico da Praia de Faro, foi proporcionado a toda a comitiva um barbecue com o tempero “a la Sampaio” a internacionalizar-se. Neste espaço, ao longo do dia, foi possível testar pranchas de street surfing, dar uma volta de BTT, experimentar o paint ball e ter aulas de surf grátis.
No final do evento Manuel Mestre, presidente do Clube de Surf de Faro, declarou que “este campeonato foi um sucesso. As condições de mar não foram ideais mas tudo o resto funcionou de acordo com o previsto. A logística implementada na Barrinha, local com acesso apenas de barco ou a pé, deu todas as condições a atletas, júris, público e imprensa. Quero deixar uma nota de agradecimento para a Câmara Municipal e para a Oxbow que foram os principais apoiantes desta iniciativa e aos inúmeros apoios locais. A nossa workforce foi espectacular. Para o ano cá estaremos para mais uma edição do Four Oceans.”
A próxima etapa do europeu decorrerá em Imessouane, Marrocos, nos dias 14 e 15 de Novembro.
Esta iniciativa foi organizada pelo Clube de Surf de Faro por delegação da European Surfing Federation e da Federação Portuguesa de Surf.
O evento foi transmitido em directo por webcast no site Conquilha.com.
Os patrocinadores foram a Câmara Municipal de Faro e a Oxbow. Foram parceiros da organização o Instituto Português da Juventude, Junta de Freguesia do Montenegro, Turismo de Portugal – Algarve e Instituto do Desporto de Portugal. Apoiam esta iniciativa a Red Bull, Santa Maria Náutica, Lufi, FKW, AKI, Hotel Faro, Hotel Ibis, Estalagem Aeromar, Hotel Dom José, SantaKiteSchool, SreetSurfing, Makeiteasy Algarve e Havana Club.
Todos os Press Releasses podem ser consultados na Digital Press Room do evento em:
http://www.conquilha.com/component/option,com_docman/Itemid,83/
Créditos fotográficos:
Marco Domingos/Conquilha Press Center
Rui Puga/Conquilha Press Center
Informações/Contactos
Conquilha.Com Press Center
Email: press@conquilha.com
Telefone: +351 919 667 068 / +351 919
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Quedas e liberdades!

Na Pública, de 8 Nov, na parte final dum excelente trabalho dos 20 anos da queda do muro de Berlim.
" ... O escritor Thomas Brussig, nascido em 1964 em Berlim-Leste, fala de outra expectativa: a da liberdade. Escreve:" Aprendi algo sobre a liberdade.Por exemplo, que um estado que garanta as liberdades civis (liberdade de imprensa, liberdade de opinião, etc.) não produz automaticamente pessoas livres. Não és uma pessoa livre só porque vives numa sociedade livre, num país livre. Ser uma uma pessoa livre é tarefa de cada indivíduo no dia-a-dia.(...) Se tiveres dinheiro, é mais fácil ser livre. A liberdade é um ideal importante e tentador e, ao mesmo tempo, uma promessa pela qual é fácil deixares-te enganar."
aqui está uma boa explicação para a grande quantidade de pessoas que comentam anónimamente nos blogues e para outras visões distorcidas mais ligadas a filiações do que a convicções. adf
Alemanha e a Europa celebram, 20 anos depois
Muro de Berlim: Gorbatchov volta a fazer cair a cadeia dos dominós
" ... O escritor Thomas Brussig, nascido em 1964 em Berlim-Leste, fala de outra expectativa: a da liberdade. Escreve:" Aprendi algo sobre a liberdade.Por exemplo, que um estado que garanta as liberdades civis (liberdade de imprensa, liberdade de opinião, etc.) não produz automaticamente pessoas livres. Não és uma pessoa livre só porque vives numa sociedade livre, num país livre. Ser uma uma pessoa livre é tarefa de cada indivíduo no dia-a-dia.(...) Se tiveres dinheiro, é mais fácil ser livre. A liberdade é um ideal importante e tentador e, ao mesmo tempo, uma promessa pela qual é fácil deixares-te enganar."
aqui está uma boa explicação para a grande quantidade de pessoas que comentam anónimamente nos blogues e para outras visões distorcidas mais ligadas a filiações do que a convicções. adf
Alemanha e a Europa celebram, 20 anos depois
Muro de Berlim: Gorbatchov volta a fazer cair a cadeia dos dominós
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Sábado, Novembro 07, 2009
HOJE - VIRGEM SUTA ENCERRA 8ª SEMANA DOS ARTISTAS

A história dos Virgem Suta não é a história normal das bandas de hoje em dia.
Não foram descobertos através do Myspace, não fizeram uso das autoestradas
da informação para conquistar os milhares de fãs com que poderíamos abrilhantar
esta nota.
Valeram-se de duas guitarras, da voz e da quase 'ousadia' de uma mão cheia
de canções e, sem exageros líricos, as suas auto-estradas foram outras...
VIRGEM SUTA Myspace: aqui
Não foram descobertos através do Myspace, não fizeram uso das autoestradas
da informação para conquistar os milhares de fãs com que poderíamos abrilhantar
esta nota.
Valeram-se de duas guitarras, da voz e da quase 'ousadia' de uma mão cheia
de canções e, sem exageros líricos, as suas auto-estradas foram outras...
VIRGEM SUTA Myspace: aqui
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Câmara de Faro adopta proposta de autarcas do PS sobre taxas dos prédios devolutos

A Câmara de Faro vai levar à Assembleia Municipal a proposta de duplicação das taxas dos prédios devolutos localizados no Centro Histórico da cidade.
Trata-se da adopção de uma proposta apresentada pelos autarcas do Partido Socialista, com o objectivo de incentivar a recuperação e requalificação dos imóveis actualmente abandonados no Centro Histórico de Faro, na sequência do levantamento dos prédios devolutos e identificação dos seus proprietários, levada a cabo pelos serviços municipais ao longo de 2009.
Trata-se da adopção de uma proposta apresentada pelos autarcas do Partido Socialista, com o objectivo de incentivar a recuperação e requalificação dos imóveis actualmente abandonados no Centro Histórico de Faro, na sequência do levantamento dos prédios devolutos e identificação dos seus proprietários, levada a cabo pelos serviços municipais ao longo de 2009.
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A LIÇÃO DOS PROFESSORES
O Ensino é um dos sectores da organização das nossas vidas a que ninguém escapa. A relação que estabelecemos com a escola e os seus agentes gera indeléveis marcas e são uma almofada de conforto também para a velhice.
O Ensino, com o seu poder de trespassar as nossas vidas e de beber e reflectir as experiências individuais e colectivas, tem na idiossincrasia dos professores, um valor consolidado. Os professores são uma classe muito rica em conhecimentos e valores e de grande poder sociológico.
A sua presença em todos os ângulos da vida e do território, confere-lhe um poder de influência que vai para além da capacidade de ensinar e que quando envolvida em movimentos sociais, ainda que tendo como ponto de partida os seus problemas, produz efeitos de grande envolvência e respeito social, bem como pode abalar as estruturas políticas.
A grande mobilização dos professores dos últimos 12 meses, foi a maior de sempre e vivida com grande empenhamento, conseguindo resultados para a classe e para a sociedade.
Mais do que a percepção da sua força, foram os ganhos em recuperação da força das acções de rua como forma de expressão profissional e de cidadania.
A movimentação está em vias de atingir os seus objectivos, tendo derrubado a visão retrógrada e autoritária de uma ministra e do Governo que lhe dava toda a cobertura.
Os professores deram uma lição ao país, reagiram muito bem às tentativas de fraccionamento, dialogaram inteligentemente com todos os partidos sem se deixarem instrumentalizar, não mudaram uma vírgula nas suas pretensões e construíram dia a dia a sua coesão e a aceitação por parte da esmagadora maioria da população.
A sua tangível vitória, que se debate com resquícios dispersos de um poder absoluto, teve a profundidade de fragilizar o anterior Governo, criando as condições nas consciências políticas que ajudaram a propiciar a derrota eleitoral da arrogância da maioria.
A experiência adquirida nestes confrontos tácticos, onde o poder nunca se dá por vencido, com o nascimento de um novo Governo e de uma nova ministra, vai continuar a exigir atenção para que tudo o que foi alcançado se consolide, num exemplo histórico e a seguir por outras classes profissionais.
O vosso exemplo de determinação, organização e marcha, foi uma boa lição para todos aqueles que acham que os problemas têm de ser levados e confinados às negociatas de gabinete, com o intuito claro de desmobilizar e desvalorizar as acções de manifestação colectiva em torno de objectivos justos.
Luis Alexandre
O Ensino, com o seu poder de trespassar as nossas vidas e de beber e reflectir as experiências individuais e colectivas, tem na idiossincrasia dos professores, um valor consolidado. Os professores são uma classe muito rica em conhecimentos e valores e de grande poder sociológico.
A sua presença em todos os ângulos da vida e do território, confere-lhe um poder de influência que vai para além da capacidade de ensinar e que quando envolvida em movimentos sociais, ainda que tendo como ponto de partida os seus problemas, produz efeitos de grande envolvência e respeito social, bem como pode abalar as estruturas políticas.
A grande mobilização dos professores dos últimos 12 meses, foi a maior de sempre e vivida com grande empenhamento, conseguindo resultados para a classe e para a sociedade.
Mais do que a percepção da sua força, foram os ganhos em recuperação da força das acções de rua como forma de expressão profissional e de cidadania.
A movimentação está em vias de atingir os seus objectivos, tendo derrubado a visão retrógrada e autoritária de uma ministra e do Governo que lhe dava toda a cobertura.
Os professores deram uma lição ao país, reagiram muito bem às tentativas de fraccionamento, dialogaram inteligentemente com todos os partidos sem se deixarem instrumentalizar, não mudaram uma vírgula nas suas pretensões e construíram dia a dia a sua coesão e a aceitação por parte da esmagadora maioria da população.
A sua tangível vitória, que se debate com resquícios dispersos de um poder absoluto, teve a profundidade de fragilizar o anterior Governo, criando as condições nas consciências políticas que ajudaram a propiciar a derrota eleitoral da arrogância da maioria.
A experiência adquirida nestes confrontos tácticos, onde o poder nunca se dá por vencido, com o nascimento de um novo Governo e de uma nova ministra, vai continuar a exigir atenção para que tudo o que foi alcançado se consolide, num exemplo histórico e a seguir por outras classes profissionais.
O vosso exemplo de determinação, organização e marcha, foi uma boa lição para todos aqueles que acham que os problemas têm de ser levados e confinados às negociatas de gabinete, com o intuito claro de desmobilizar e desvalorizar as acções de manifestação colectiva em torno de objectivos justos.
Luis Alexandre
Portimão - o comentário
Com toda a honestidade. Boa parte do urbanismo que se pratica em Portimão é tudo o que não se deve fazer numa cidade. São obras de um grande mau gosto e de utilidade duvidosa. Em vez de andarem a escavacar uma rua fechada ao trânsito, com calçada portuguesa, sob o pretexto de melhorarem a mobilidade, deviam antes melhorar a mobilidade nas transições entre as zonas residenciais e a baixa portimonense, já que ai a moblidade é coisa inexistente.
Os Portimonenses e os algarvios merecem mais.
É que além destas obras, de puro despesismo, mau gosto e de utilidade duvidosa para os portimonenses, ainda corremos o risco de algum outro autarca algarvio querer copiar o modelo. É que o mau gosto também faz escola.
Anónimo.
Os Portimonenses e os algarvios merecem mais.
É que além destas obras, de puro despesismo, mau gosto e de utilidade duvidosa para os portimonenses, ainda corremos o risco de algum outro autarca algarvio querer copiar o modelo. É que o mau gosto também faz escola.
Anónimo.
Sexta-feira, Novembro 06, 2009
Clube de Natação de Faro na Época de 2008-09

A época de 2008-09, a qual já encerrou oficialmente , constituiu-se como um período fundamental de transição para a equipa do Clube de Natação de Faro.
Novas caras com experiências e percursos diferenciados chegaram ao clube e, em interacção entusiástica e bem sucedida com aqueles que já eram a “prata da casa” (e que foram fundamentais na génese da natação de competição em Faro), criaram novos sonhos, novas ambições, objectivos mais elevados. Apesar de contrariedades de monta (das quais a mais óbvia e mais prejudicial foi a dificuldade em treinar em piscina de 50 metros ao longo do ano, por força das demoradas obras de restauro na piscina de Faro… e dos sistemáticos entraves burocráticos à possibilidade de treinar mais regularmente nas piscinas de Quarteira e Loulé), o Clube de Natação de Faro logrou uma época de sucessos sem paralelo na sua história, até à data.
O segredo?:
uma família desportiva invulgarmente disciplinada, entrosada, lutadora e cheia de vontade de trabalhar, trabalhar, trabalhar. A palavra-chave na análise dos sucessos do CNFA neste último ano é “ambiente”: foi um ambiente de trabalho verdadeiramente são, acima de tudo, que nos abriu as portas para o cumprir ─ e ultrapassar! ─ dos sonhos de há um ano atrás.
A “retaguarda” desta máquina desportiva ─ dirigentes, treinadores, administrativos, pais, patrocinadores… ─ está seguramente de parabéns, mas a salva de palmas maior vai seguramente para os verdadeiros protagonistas dos nossos sucessos: os atletas. Assim sendo, segue abaixo um resumo conciso do que de mais saliente, no mundo da natação de competição, conseguimos em 2008-09 no panorama regional, nacional e internacional.
A enumeração está organizada de modo a fechar com chave de ouro o elenco dos sucessos no clube CNFA em 2008-09…
Marta Abreu
─ Estágios da Selecção Nacional de Jovens Seniores: 2 convocatórias
─ Selecção Nacional de Jovens Seniores: 2 convocatórias
─ Títulos de Campeã Nacional Absoluta: 3
─ Pódios Nacionais Absolutos: 3 medalhas de prata + 3 medalhas de bronze
─ Recordes: 1 Recorde do Meeting Internacional de Coimbra (200 metros Costas)
─ Resultados em Meetings Internacionais: Luxembourg Euro-Meeting: 2 Finais A ─ Meeting Internacional de Tavira: 2 medalhas de bronze ─ Meeting Internacional Queima das Fitas: 1 medalha de ouro + 1 medalha de bronze ─ Meeting Internacional de Loulé: 1 medalha de prata + 1 medalha de prata / Meeting Internacional de Póvoa do Varzim: 1 medalha de ouro
─ Campeonatos Regionais: Várias dezenas de títulos de Campeã Regional Absoluta
─ Renovação da inclusão no Regime de Alta Competição
─ Melhor marca portuguesa absoluta da época nos 200 COS
Edison Júnior
─ Resultados em Meetings Internacionais: 1 medalha de bronze no Meeting Internacional de Tavira
─ Pódios Nacionais Absolutos: 1 medalha de prata / Vice-Campeão Nacional Absoluto
─ Resultados no Open Masters-Inverno 2009: 5 recordes do torneio + 5 medalhas de ouro e 1 de prata
Paula Melo
─ Finais em Campeonatos Nacionais: 4
─ Pódios em Meetings Internacionais: 1 medalha de bronze no Meeting Internacional do Estoril
─ Finais em meetings internacionais: 2
Rita Abreu
─ Finais em campeonatos Nacionais: 5
─ Finais em meetings internacionais: 4
Ivânia Soares
─ Finais em meetings internacionais : 2
─ Finais em Campeonatos Nacionais: 2
Hugo Amaral
─ Finais em Campeonatos Nacionais: 2
Outros nadadores participantes em meetings internacionais
─ Alice Rosmaninho
Nadadores Campeões Regionais
Marta Abreu, Isabel Figueira; Edison Júnior, Paula Melo, Rita Abreu, Hugo Amaral, André Alves
Resultados de Estafetas (Marta Abreu, Isabel Figueira, Rita Abreu, Paula Melo)
─ Meetings internacionais : 3 finais + 1 medalha bronze
─ Campeonatos nacionais: 3 finais
CNFA
Equipa masculina: Campões Nacionais de Clubes da 4ª Divisão Edison Júnior, Hugo Amaral, João Guerreiro, André Alves, João Alves
Equipa feminina: Vice-campeãs Nacionais de Clubes da 3ª Divisão Marta Abreu, Isabel Figueira, Rita Abreu, Paula Melo, Micheline Cardoso, Inês Afonso
Cerca de 60 títulos de Campeão Regional e 100 lugares de pódio regional
18º melhor clube nacional na Taça de Portugal (entre cerca de 400 clubes filiados na Federação Portuguesa de Natação)
Isabel Figueira
─ Finais em meetings internacionais : 6
─ Open Masters-Inverno 2009: 2 recordes nacionais + 3 medalhas de ouro
─ Finais em Campeonatos Nacionais: 2
Já este mês de Setembro, Isabel Figueira esteve magnífica ao sagrar-se por 3 vezes Campeã da Europa (50 + 100 + 200 BRU) e por 2 vezes Recordista da Europa (50 + 100 BRU) no Campeonato da Europa de Masters (escalão 30-34 anos), disputado em Cádiz, Espanha.
Estão de parabéns os nadadores acima mencionados, bem como todos aqueles que não tendo ainda tido oportunidade de sobressairem de forma tão expressiva, têm dado os seus preciosos contributos para a manutenção de um ambiente de trabalho no seio do qual muitos mais nomes virão a dar nas vistas, no curto e médio
Novas caras com experiências e percursos diferenciados chegaram ao clube e, em interacção entusiástica e bem sucedida com aqueles que já eram a “prata da casa” (e que foram fundamentais na génese da natação de competição em Faro), criaram novos sonhos, novas ambições, objectivos mais elevados. Apesar de contrariedades de monta (das quais a mais óbvia e mais prejudicial foi a dificuldade em treinar em piscina de 50 metros ao longo do ano, por força das demoradas obras de restauro na piscina de Faro… e dos sistemáticos entraves burocráticos à possibilidade de treinar mais regularmente nas piscinas de Quarteira e Loulé), o Clube de Natação de Faro logrou uma época de sucessos sem paralelo na sua história, até à data.
O segredo?:
uma família desportiva invulgarmente disciplinada, entrosada, lutadora e cheia de vontade de trabalhar, trabalhar, trabalhar. A palavra-chave na análise dos sucessos do CNFA neste último ano é “ambiente”: foi um ambiente de trabalho verdadeiramente são, acima de tudo, que nos abriu as portas para o cumprir ─ e ultrapassar! ─ dos sonhos de há um ano atrás.
A “retaguarda” desta máquina desportiva ─ dirigentes, treinadores, administrativos, pais, patrocinadores… ─ está seguramente de parabéns, mas a salva de palmas maior vai seguramente para os verdadeiros protagonistas dos nossos sucessos: os atletas. Assim sendo, segue abaixo um resumo conciso do que de mais saliente, no mundo da natação de competição, conseguimos em 2008-09 no panorama regional, nacional e internacional.
A enumeração está organizada de modo a fechar com chave de ouro o elenco dos sucessos no clube CNFA em 2008-09…
Marta Abreu
─ Estágios da Selecção Nacional de Jovens Seniores: 2 convocatórias
─ Selecção Nacional de Jovens Seniores: 2 convocatórias
─ Títulos de Campeã Nacional Absoluta: 3
─ Pódios Nacionais Absolutos: 3 medalhas de prata + 3 medalhas de bronze
─ Recordes: 1 Recorde do Meeting Internacional de Coimbra (200 metros Costas)
─ Resultados em Meetings Internacionais: Luxembourg Euro-Meeting: 2 Finais A ─ Meeting Internacional de Tavira: 2 medalhas de bronze ─ Meeting Internacional Queima das Fitas: 1 medalha de ouro + 1 medalha de bronze ─ Meeting Internacional de Loulé: 1 medalha de prata + 1 medalha de prata / Meeting Internacional de Póvoa do Varzim: 1 medalha de ouro
─ Campeonatos Regionais: Várias dezenas de títulos de Campeã Regional Absoluta
─ Renovação da inclusão no Regime de Alta Competição
─ Melhor marca portuguesa absoluta da época nos 200 COS
Edison Júnior
─ Resultados em Meetings Internacionais: 1 medalha de bronze no Meeting Internacional de Tavira
─ Pódios Nacionais Absolutos: 1 medalha de prata / Vice-Campeão Nacional Absoluto
─ Resultados no Open Masters-Inverno 2009: 5 recordes do torneio + 5 medalhas de ouro e 1 de prata
Paula Melo
─ Finais em Campeonatos Nacionais: 4
─ Pódios em Meetings Internacionais: 1 medalha de bronze no Meeting Internacional do Estoril
─ Finais em meetings internacionais: 2
Rita Abreu
─ Finais em campeonatos Nacionais: 5
─ Finais em meetings internacionais: 4
Ivânia Soares
─ Finais em meetings internacionais : 2
─ Finais em Campeonatos Nacionais: 2
Hugo Amaral
─ Finais em Campeonatos Nacionais: 2
Outros nadadores participantes em meetings internacionais
─ Alice Rosmaninho
Nadadores Campeões Regionais
Marta Abreu, Isabel Figueira; Edison Júnior, Paula Melo, Rita Abreu, Hugo Amaral, André Alves
Resultados de Estafetas (Marta Abreu, Isabel Figueira, Rita Abreu, Paula Melo)
─ Meetings internacionais : 3 finais + 1 medalha bronze
─ Campeonatos nacionais: 3 finais
CNFA
Equipa masculina: Campões Nacionais de Clubes da 4ª Divisão Edison Júnior, Hugo Amaral, João Guerreiro, André Alves, João Alves
Equipa feminina: Vice-campeãs Nacionais de Clubes da 3ª Divisão Marta Abreu, Isabel Figueira, Rita Abreu, Paula Melo, Micheline Cardoso, Inês Afonso
Cerca de 60 títulos de Campeão Regional e 100 lugares de pódio regional
18º melhor clube nacional na Taça de Portugal (entre cerca de 400 clubes filiados na Federação Portuguesa de Natação)
Isabel Figueira
─ Finais em meetings internacionais : 6
─ Open Masters-Inverno 2009: 2 recordes nacionais + 3 medalhas de ouro
─ Finais em Campeonatos Nacionais: 2
Já este mês de Setembro, Isabel Figueira esteve magnífica ao sagrar-se por 3 vezes Campeã da Europa (50 + 100 + 200 BRU) e por 2 vezes Recordista da Europa (50 + 100 BRU) no Campeonato da Europa de Masters (escalão 30-34 anos), disputado em Cádiz, Espanha.
Estão de parabéns os nadadores acima mencionados, bem como todos aqueles que não tendo ainda tido oportunidade de sobressairem de forma tão expressiva, têm dado os seus preciosos contributos para a manutenção de um ambiente de trabalho no seio do qual muitos mais nomes virão a dar nas vistas, no curto e médio
Faro, perspectivas de futuro!
Viegas Gomes viveu trinta anos em Lisboa. O tempo dividiu-o entre a Rua da Escola Politécnica, onde estava a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, sede da sua principal
Actividade, e o Saldanha, onde se reunia a sua principal tertúlia, e Herberto Hélder, que considera o maior poeta vivo português, pontificava.
Colaborou em quase toda a imprensa nacional (Século, Diário de Notícias, República, Luta, Diário Popular, Diário de Lisboa, Semanário, O Jornal, Jornal da Educação),. Publicou vários livros. Depois do regresso a Faro, dedicou-se ao «espírito do lugar», à cidade, numa literatura funcional, que arrancou aquando das jornadas estratégicas, impulsionadas pelo arq. Porfírio Maia. Publicou então o livro «Faro Cidade».
A MUDANÇA É UMA ARQUEOLOGIA DIFÍCIL
COM MUITA FILIGRANA POR TRABALHAR
Nesta entrevista Viegas Gomes analisa o momento de Faro e afirma «Cuidado, a mudança é uma arqueologia difícil com etapas repletas de filigranas. Faro tem que vencer a sua actual clandestinidade. Não é fácil. Mas Faro não é uma cidade condenada à tragédia, votada à maldição. A mudança não basta ser uma paixão. Há que haver talento».
Nas últimas eleições autárquicas a palavra mudança ganhou relevância no discurso político da cidade. Como homem da e que vive faro entende a Mudança como um cenário adequado ao actual Executivo Municipal?
Não sei. Creio ser possível. Macário Correia é um homem determinado. Tavira mudou muito com ele. Criou muita hotelaria, boa restauração. A margem esquerda da cidade oferece bons jantares. A cultura entrou na cidade. Faro contudo é um pouco diferente. Tudo está por fazer. A mudança é uma determinação, uma paixão. Mas nada pode ser consentâneo com o improviso. Faro já perdeu muito tempo.
No seu entender qual deve ser o pressuposto para essa mudança?
Resposta. Olhe Faro deve ser um lugar predilecto. Tem condições para isso. O mar, a Ria, o sol, uma cidade chã, num amplo cenário de colinas suaves circundantes. Faro tem condições melhores que a Provença. É preciso fazer sonhar com este destino. Estamos à altura disso? Um pressuposto que não pode admitir equívocos, erros. Os romanos afirmavam já estarmos perante um dos lugares mais belos do mundo.
O que é que pretende significar com isso?
Que estamos diante de uma vasta operação de marketing urbano. Há que saber vender todo um imaginário. Viajar é hoje um apelo da humanidade civilizada. Há muita gente que se desloca de um lado para outro, mas não viaja. Não sabe ver as coisas, não compreende os lugares. Viajar tem um preço. Deve ser um prazer. Faro deve ser esse prazer, o que nada tem com o turismo de massas.
FARO TEM QUE SER UMA CIDADE PARA ONDE SEJA UM PRAZER VIAJAR
Se bem entendo defende faro como destino turístico. Nessa perspectiva que tipo de turismo defende para o concelho?
Um turismo urbano forte alicerçado no turismo de natureza, no turismo cultural, na moda, na gastronomia, no cosmopolitismo. Faro tem que ser no futuro uma cidade para onde seja um prazer viajar, estar. É preciso sonhar com este destino. Primeiro viajar, depois ficar. Foi assim que se fez a Provença, que ainda hoje goza de uma mitologia própria.
Um trabalho que não se pressume que seja fácil?...
Com efeito. Por isso lhe falei numa certa arqueologia, com muita filigrana pelo meio, muita pequena etapa por ultrapassar. Estaremos à altura disso? Como também disse, não pode haver equívocos.
O que é que é determinante para lá se chegar?
Nada será possível, isso é claro, com uma cultura superficial, conformista. Há que saber gerar uma razão incorpórea para mudar. Isso é uma arte. Uma experiência vital com fortes raízes. A mudança não pode ser um mero produto com toque de naif. Não confundamos, Faro não pode ser uma solução em série. Faro é Faro, nisso Apolinário tinha razão, mesmo sem a ter descoberto. Faro tem que ter uma imagem identidária, não kitsch.
FARO TEM QUE CONSTRUIR UMA ESTÉTICA PRÓPRIA
Como é que se constrói essa imagem singular?
À geografia urbana deve corresponder um temperamento, uma distinção. A Frente Ribeirinha deve ter um papel fundamental nisso. Papel de valorização ambiental, de qualidade de vida, de atracção de projectos. A Frente deve ter uma papel fundamental na afirmação de Faro, na sua vocação cosmopolita. Portanto deve constituir um eixo fundamental da identidade de Faro. Uma cidade que não se esgota na Frente, que se prolonga pela Ria, até às Ilhas. Deve ser esta a visão integrada futura de Faro.
A Provença não tem isso?
Pois não. Uma vantagem nossa para atrair novos viajantes, novos residentes. Mas não se esqueça que tem belas promenades frente ao mar. Promenade des Anglais, em Nice, Promenade de La Croisette, em Cannes. Temos além do mais um bom clima, luminosidade. Uma capacidade de atrair artistas. Van Gogh, Picasso, Matisse, Cezanne, foram atraídos, por isso. Com sol a vida parece mais doce, mais apetecida.
O ESPECTÁCULO, A CULTURA,
SÃO COMPLEMENTOS IMPRESCINDÍVEIS
O debate sobre o turismo Cultural como forma de complemento e de requalificação do turismo de praia está na ordem do dia. O espectáculo, a cultura, são complementos imprescindíveis?
Claro que sim. Complementos não. Componentes sim.
Passei muitas férias em Nice, a convite de um amigo meu que já partiu e que tinha lá casa, o António Lima Mayer. Vi como tudo estava ligado. Os mercados eram uma coisa soberba. Beringelas, curgetes, alhos, abóboras, melões (cavaillon), peixe, pequenas amêijoas (tellines). Depois a boa mesa. O Chantecler, em Nice, o Vieux Clement, em Vence, Le Moulin de Mougines. A ópera. O jazz, a dança, a arte moderna.
Grandes museus?
Pequenos museus, monográficos. O Museu Matisse, Chagall, Picasso. Em Nice há uma grande Museu de Arte Moderna e Contemporânea, um bom Museu de Belas Artes. Mas os museus Chagall, Matisse, batem recordes.
Tem feito várias intervenções sobre o futuro Museu de Arte Contemporânea. Como vê o desenvolvimento da museologia em Faro?
Com natural expectativa. Há colecções de cartazes, de mobiliário, que estão por tirar dos sótãos. Por que se está à espera? Porque não reunir a colecção de pintura de Carlos Porfírio, o homem do Portugal Futurista? Parte está algures dispersa, por câmaras, sem exposição. Há doze anos pensou-se em levar por diante na Vila-a-Dentro o maior museu a céu aberto do sul da Península. Há que não perder mais tempo.
E quanto à arte contemporânea?
Arte contemporânea é um pouco disto tudo. O cartaz é arte moderna. Almada Negreiros, Bernardo Marques, Roberto Nobre, estes últimos algarvios, foram óptimos ilustradores. Pessoalmente face à crise por que passamos e que chega aos museus europeus, todos eles públicos, acho que devemos meditar fundamentalmente sobre a tipologia museísta neste capítulo. Por todo o lado o museismo contemporâneo está a enveredar pelas colecções monográficas. Compreende-se porquê. As pequenas cidades não podem enveredar por outro caminho. Por todo o lado no século XXI está-se a tentar recuperar museus monográficos. Daí a oportunidade em volta de Carlos Porfírio. Quanto ao mais, tudo é possível, embora pouco provável. No Algarve, como na Provença, há hoje toda uma série de bons artistas a aqui viver. O Chana, em Lagos, a Teresa Calém, a Teresa Ramos, o Manuel Baptista, o Costa Pinheiro, em Olhão, o Cabrita Reis, em Tavira, a mulher do René Bértolo, em Cacela. Falem com eles. Aliás pode haver algum milionário na Quinta do Lago com sótãos de arte contemporânea lá na Quinta, em mansões, em Nova Iorque. Descobram-nos.
Salvador
Actividade, e o Saldanha, onde se reunia a sua principal tertúlia, e Herberto Hélder, que considera o maior poeta vivo português, pontificava.
Colaborou em quase toda a imprensa nacional (Século, Diário de Notícias, República, Luta, Diário Popular, Diário de Lisboa, Semanário, O Jornal, Jornal da Educação),. Publicou vários livros. Depois do regresso a Faro, dedicou-se ao «espírito do lugar», à cidade, numa literatura funcional, que arrancou aquando das jornadas estratégicas, impulsionadas pelo arq. Porfírio Maia. Publicou então o livro «Faro Cidade».
A MUDANÇA É UMA ARQUEOLOGIA DIFÍCIL
COM MUITA FILIGRANA POR TRABALHAR
Nesta entrevista Viegas Gomes analisa o momento de Faro e afirma «Cuidado, a mudança é uma arqueologia difícil com etapas repletas de filigranas. Faro tem que vencer a sua actual clandestinidade. Não é fácil. Mas Faro não é uma cidade condenada à tragédia, votada à maldição. A mudança não basta ser uma paixão. Há que haver talento».
Nas últimas eleições autárquicas a palavra mudança ganhou relevância no discurso político da cidade. Como homem da e que vive faro entende a Mudança como um cenário adequado ao actual Executivo Municipal?
Não sei. Creio ser possível. Macário Correia é um homem determinado. Tavira mudou muito com ele. Criou muita hotelaria, boa restauração. A margem esquerda da cidade oferece bons jantares. A cultura entrou na cidade. Faro contudo é um pouco diferente. Tudo está por fazer. A mudança é uma determinação, uma paixão. Mas nada pode ser consentâneo com o improviso. Faro já perdeu muito tempo.
No seu entender qual deve ser o pressuposto para essa mudança?
Resposta. Olhe Faro deve ser um lugar predilecto. Tem condições para isso. O mar, a Ria, o sol, uma cidade chã, num amplo cenário de colinas suaves circundantes. Faro tem condições melhores que a Provença. É preciso fazer sonhar com este destino. Estamos à altura disso? Um pressuposto que não pode admitir equívocos, erros. Os romanos afirmavam já estarmos perante um dos lugares mais belos do mundo.
O que é que pretende significar com isso?
Que estamos diante de uma vasta operação de marketing urbano. Há que saber vender todo um imaginário. Viajar é hoje um apelo da humanidade civilizada. Há muita gente que se desloca de um lado para outro, mas não viaja. Não sabe ver as coisas, não compreende os lugares. Viajar tem um preço. Deve ser um prazer. Faro deve ser esse prazer, o que nada tem com o turismo de massas.
FARO TEM QUE SER UMA CIDADE PARA ONDE SEJA UM PRAZER VIAJAR
Se bem entendo defende faro como destino turístico. Nessa perspectiva que tipo de turismo defende para o concelho?
Um turismo urbano forte alicerçado no turismo de natureza, no turismo cultural, na moda, na gastronomia, no cosmopolitismo. Faro tem que ser no futuro uma cidade para onde seja um prazer viajar, estar. É preciso sonhar com este destino. Primeiro viajar, depois ficar. Foi assim que se fez a Provença, que ainda hoje goza de uma mitologia própria.
Um trabalho que não se pressume que seja fácil?...
Com efeito. Por isso lhe falei numa certa arqueologia, com muita filigrana pelo meio, muita pequena etapa por ultrapassar. Estaremos à altura disso? Como também disse, não pode haver equívocos.
O que é que é determinante para lá se chegar?
Nada será possível, isso é claro, com uma cultura superficial, conformista. Há que saber gerar uma razão incorpórea para mudar. Isso é uma arte. Uma experiência vital com fortes raízes. A mudança não pode ser um mero produto com toque de naif. Não confundamos, Faro não pode ser uma solução em série. Faro é Faro, nisso Apolinário tinha razão, mesmo sem a ter descoberto. Faro tem que ter uma imagem identidária, não kitsch.
FARO TEM QUE CONSTRUIR UMA ESTÉTICA PRÓPRIA
Como é que se constrói essa imagem singular?
À geografia urbana deve corresponder um temperamento, uma distinção. A Frente Ribeirinha deve ter um papel fundamental nisso. Papel de valorização ambiental, de qualidade de vida, de atracção de projectos. A Frente deve ter uma papel fundamental na afirmação de Faro, na sua vocação cosmopolita. Portanto deve constituir um eixo fundamental da identidade de Faro. Uma cidade que não se esgota na Frente, que se prolonga pela Ria, até às Ilhas. Deve ser esta a visão integrada futura de Faro.
A Provença não tem isso?
Pois não. Uma vantagem nossa para atrair novos viajantes, novos residentes. Mas não se esqueça que tem belas promenades frente ao mar. Promenade des Anglais, em Nice, Promenade de La Croisette, em Cannes. Temos além do mais um bom clima, luminosidade. Uma capacidade de atrair artistas. Van Gogh, Picasso, Matisse, Cezanne, foram atraídos, por isso. Com sol a vida parece mais doce, mais apetecida.
O ESPECTÁCULO, A CULTURA,
SÃO COMPLEMENTOS IMPRESCINDÍVEIS
O debate sobre o turismo Cultural como forma de complemento e de requalificação do turismo de praia está na ordem do dia. O espectáculo, a cultura, são complementos imprescindíveis?
Claro que sim. Complementos não. Componentes sim.
Passei muitas férias em Nice, a convite de um amigo meu que já partiu e que tinha lá casa, o António Lima Mayer. Vi como tudo estava ligado. Os mercados eram uma coisa soberba. Beringelas, curgetes, alhos, abóboras, melões (cavaillon), peixe, pequenas amêijoas (tellines). Depois a boa mesa. O Chantecler, em Nice, o Vieux Clement, em Vence, Le Moulin de Mougines. A ópera. O jazz, a dança, a arte moderna.
Grandes museus?
Pequenos museus, monográficos. O Museu Matisse, Chagall, Picasso. Em Nice há uma grande Museu de Arte Moderna e Contemporânea, um bom Museu de Belas Artes. Mas os museus Chagall, Matisse, batem recordes.
Tem feito várias intervenções sobre o futuro Museu de Arte Contemporânea. Como vê o desenvolvimento da museologia em Faro?
Com natural expectativa. Há colecções de cartazes, de mobiliário, que estão por tirar dos sótãos. Por que se está à espera? Porque não reunir a colecção de pintura de Carlos Porfírio, o homem do Portugal Futurista? Parte está algures dispersa, por câmaras, sem exposição. Há doze anos pensou-se em levar por diante na Vila-a-Dentro o maior museu a céu aberto do sul da Península. Há que não perder mais tempo.
E quanto à arte contemporânea?
Arte contemporânea é um pouco disto tudo. O cartaz é arte moderna. Almada Negreiros, Bernardo Marques, Roberto Nobre, estes últimos algarvios, foram óptimos ilustradores. Pessoalmente face à crise por que passamos e que chega aos museus europeus, todos eles públicos, acho que devemos meditar fundamentalmente sobre a tipologia museísta neste capítulo. Por todo o lado o museismo contemporâneo está a enveredar pelas colecções monográficas. Compreende-se porquê. As pequenas cidades não podem enveredar por outro caminho. Por todo o lado no século XXI está-se a tentar recuperar museus monográficos. Daí a oportunidade em volta de Carlos Porfírio. Quanto ao mais, tudo é possível, embora pouco provável. No Algarve, como na Provença, há hoje toda uma série de bons artistas a aqui viver. O Chana, em Lagos, a Teresa Calém, a Teresa Ramos, o Manuel Baptista, o Costa Pinheiro, em Olhão, o Cabrita Reis, em Tavira, a mulher do René Bértolo, em Cacela. Falem com eles. Aliás pode haver algum milionário na Quinta do Lago com sótãos de arte contemporânea lá na Quinta, em mansões, em Nova Iorque. Descobram-nos.
Salvador
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Entrevistas,
Faro Capital do Algarve,
opinião
FARO: Câmara quer juntar bombeiros
A criação de um quartel conjunto para bombeiros municipais e voluntários e de uma central de comunicações única são algumas das propostas que a Câmara de Faro vai analisar para melhorar a gestão das corporações existentes no concelho.
O presidente da autarquia reuniu-se hoje com a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais e o respectivo sindicato algarvio para debater questões relativas à organização dos bombeiros de Faro.
Em declarações à Lusa, Macário Correia considerou fundamental que exista uma articulação mais eficaz entre os bombeiros voluntários e municipais, o que supõe a criação de uma central conjunta de informações e despacho.
"É preferível ter uma bem articulada do que ter duas centrais", afirmou o presidente da Câmara de Faro, acrescentando que essa situação já se verifica em cidades como Lisboa e Porto.
Outras das questões em cima da mesa é a criação de um quartel que congregue ambas as corporações e disponha de melhores condições de trabalho, já que, diz Macário Correia, nenhuma das actuais instalações é adequada.
"É preciso articular o próprio dispositivo e equipamento", frisou, lembrando que as viaturas usadas pelas duas corporações poderão ser melhor geridas em conjunto do que separadas.
in Observatório do Algarve
É com muita tristeza que vejo o digníssimo Corpo de Bombeiros Municipais de Faro ser tratado como é. O Corpo de Bombeiros Municipais e os seus Profissionais tem durante décadas efectuado o socorro à população do Concelho de Faro bem como a todo o Algarve, de uma forma excelente, demonstrando grande carácter profissional. O profissionalismo e a formação dos seus profissionais é notada nos teatros de operações, que estes enfrentam, muitas das vezes com efectivo reduzido e com falta do Veiculo Urbano. Esse Corpo de Bombeiros é o único da zona sul do País que dispõem de formação diária e preparação física aos turnos de serviço, sendo que a formação física é ministrada por um preparador físico exterior.
O Corpo de Bombeiros Municipais de Faro tem história, foi o primeiro posto de Emergência Medica no sul do nosso País, foi responsável durante muitos anos pelo socorro às populações de outros concelhos, acudindo as suas populações com os seus profissionais e as suas ambulâncias do INEM.(Sim o INEM era efectuado por os profissionais do Corpo do Bombeiros Municipais)Mas não posso deixar de referir que o grave problema que Faro tem é o protagonismo que algumas pessoas dentro e ligadas aos Bombeiros Voluntários de Faro andam por ai a fazer. Querendo mesmo extinguir o Corpo de Bombeiros Municipais de Faro, para poderem ficar com a responsabilidade do socorro em Faro e com a gestão financeira que acarreta.
Caros leitores os Corpos de Bombeiros Voluntários são geridos por as suas associações, muitas geridas de forma pouco clara (mexendo em dinheiros Públicos), caso dos subsídios que o estado dá todos os anos a estas associações. Era de todo efectuar uma auditoria às contas destas associações, pois desta forma teríamos mais um mega processo Judicial (Sirene Azul). Sempre se pode começar por Faro. Por estes motivos que aqui apresento, venho por este meio solicitar a todos os cidadãos do município de Faro, e a todos os responsáveis políticos de Faro que resolvam de uma vez por todas o grande problema que existe em Faro. O processo é muito simples basta passar o Corpo de Bombeiros Municipais de Faro a Corpo de Bombeiros Sapadores de Faro.
É uma situação já prevista na lei.
Decreto de lei 247 de 2007
SECÇÃO II
Organização dos corpos de bombeiros
Artigo 7.o
Espécies de corpos de bombeiros
1—Nos municípios podem existir os seguintes corpos de bombeiros:
a) Corpos de bombeiros profissionais;
b) Corpos de bombeiros mistos;
c) Corpos de bombeiros voluntários;
d) Corpos privativos de bombeiros.
2—Os corpos de bombeiros profissionais têm as características seguintes:
a) São criados, detidos e mantidos na dependência directa de uma câmara municipal;
b) São exclusivamente integrados por elementos profissionais;
c) Detêm uma estrutura que pode compreender a existência de regimentos, batalhões, companhias ou secções, ou pelo menos, de uma destas unidades estruturais;
d) Designam-se bombeiros sapadores.
Como cidadão preocupado aqui escrevo o que penso ser o mais indicado para a nossa cidade. Vamos todos juntos, cidadão de Faro solicitar numa petição ao Exº srº Presidente do Município de Faro, a Passagem do Corpo de Bombeiros Municipais de Faro, a Sapadores Bombeiros.
Assinado
Cidadão preocupado.
O presidente da autarquia reuniu-se hoje com a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais e o respectivo sindicato algarvio para debater questões relativas à organização dos bombeiros de Faro.
Em declarações à Lusa, Macário Correia considerou fundamental que exista uma articulação mais eficaz entre os bombeiros voluntários e municipais, o que supõe a criação de uma central conjunta de informações e despacho.
"É preferível ter uma bem articulada do que ter duas centrais", afirmou o presidente da Câmara de Faro, acrescentando que essa situação já se verifica em cidades como Lisboa e Porto.
Outras das questões em cima da mesa é a criação de um quartel que congregue ambas as corporações e disponha de melhores condições de trabalho, já que, diz Macário Correia, nenhuma das actuais instalações é adequada.
"É preciso articular o próprio dispositivo e equipamento", frisou, lembrando que as viaturas usadas pelas duas corporações poderão ser melhor geridas em conjunto do que separadas.
in Observatório do Algarve
É com muita tristeza que vejo o digníssimo Corpo de Bombeiros Municipais de Faro ser tratado como é. O Corpo de Bombeiros Municipais e os seus Profissionais tem durante décadas efectuado o socorro à população do Concelho de Faro bem como a todo o Algarve, de uma forma excelente, demonstrando grande carácter profissional. O profissionalismo e a formação dos seus profissionais é notada nos teatros de operações, que estes enfrentam, muitas das vezes com efectivo reduzido e com falta do Veiculo Urbano. Esse Corpo de Bombeiros é o único da zona sul do País que dispõem de formação diária e preparação física aos turnos de serviço, sendo que a formação física é ministrada por um preparador físico exterior.
O Corpo de Bombeiros Municipais de Faro tem história, foi o primeiro posto de Emergência Medica no sul do nosso País, foi responsável durante muitos anos pelo socorro às populações de outros concelhos, acudindo as suas populações com os seus profissionais e as suas ambulâncias do INEM.(Sim o INEM era efectuado por os profissionais do Corpo do Bombeiros Municipais)Mas não posso deixar de referir que o grave problema que Faro tem é o protagonismo que algumas pessoas dentro e ligadas aos Bombeiros Voluntários de Faro andam por ai a fazer. Querendo mesmo extinguir o Corpo de Bombeiros Municipais de Faro, para poderem ficar com a responsabilidade do socorro em Faro e com a gestão financeira que acarreta.
Caros leitores os Corpos de Bombeiros Voluntários são geridos por as suas associações, muitas geridas de forma pouco clara (mexendo em dinheiros Públicos), caso dos subsídios que o estado dá todos os anos a estas associações. Era de todo efectuar uma auditoria às contas destas associações, pois desta forma teríamos mais um mega processo Judicial (Sirene Azul). Sempre se pode começar por Faro. Por estes motivos que aqui apresento, venho por este meio solicitar a todos os cidadãos do município de Faro, e a todos os responsáveis políticos de Faro que resolvam de uma vez por todas o grande problema que existe em Faro. O processo é muito simples basta passar o Corpo de Bombeiros Municipais de Faro a Corpo de Bombeiros Sapadores de Faro.
É uma situação já prevista na lei.
Decreto de lei 247 de 2007
SECÇÃO II
Organização dos corpos de bombeiros
Artigo 7.o
Espécies de corpos de bombeiros
1—Nos municípios podem existir os seguintes corpos de bombeiros:
a) Corpos de bombeiros profissionais;
b) Corpos de bombeiros mistos;
c) Corpos de bombeiros voluntários;
d) Corpos privativos de bombeiros.
2—Os corpos de bombeiros profissionais têm as características seguintes:
a) São criados, detidos e mantidos na dependência directa de uma câmara municipal;
b) São exclusivamente integrados por elementos profissionais;
c) Detêm uma estrutura que pode compreender a existência de regimentos, batalhões, companhias ou secções, ou pelo menos, de uma destas unidades estruturais;
d) Designam-se bombeiros sapadores.
Como cidadão preocupado aqui escrevo o que penso ser o mais indicado para a nossa cidade. Vamos todos juntos, cidadão de Faro solicitar numa petição ao Exº srº Presidente do Município de Faro, a Passagem do Corpo de Bombeiros Municipais de Faro, a Sapadores Bombeiros.
Assinado
Cidadão preocupado.
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Quinta-feira, Novembro 05, 2009
A Faixa de Portimão
Ciclovia a ser construida no meio da
Rua das lojas em Portimão.
Nesta nossa era contemporânea, poder-se-ia avaliar o grau de desenvolvimento cultural e civilizacional de um povo, pela forma como se relaciona com a tecnologia: os mais avançados com sobriedade e eficácia; os mais atrasados com estardalhaço e irracionalidade.
E também com o património: o cuidado e preservação de uns, contrastam com a rejeição e incúria dos outros.
Em Portugal o automóvel é adulado quase como um Deus vivo (temos o 4º melhor parque automóvel da Europa). Também adoramos televisões, telemóveis e electrodomésticos. Por outro lado detestamos tudo o que se relaciona com a nossa herança cultural. Por isso temos destruído sistematicamente tudo o que é património e História. Também somos os piores em habilitações profissionais e em níveis de leitura e de consumo de eventos culturais.
Nos países mais avançados um número cada vez mais significativo de pessoas deixou de ter carro, utilizando os transportes alternativos, nomeadamente a bicicleta. Nesses países o património é sagrado e protegido com unhas e dentes.
Neste cenário português de país atrasado, inculto e novo rico, onde o provincianismo tecnológico atinge níveis inimagináveis, acontecem as situações mais ridículas e caricatas, dignas de um país centro africano.
Em Portimão, expoente máximo do desordenamento urbanístico selvagem (tendo como modelos os arcaicos Torremolinos e Benidorm), depois de terem destruído todos os traços do seu centro histórico até à última pedra, resolveram finalmente, num acto de contrição, cederem à sustentabilidade numa acção de generosa magnanimidade: a construção de uma ciclovia!
Com todas as suas ruas, estradas, vias rápidas e viadutos, num emaranhado mais letal para um ciclista, que a teia de uma viúva negra para uma mosca, pensar-se-ia que a obra abrangeria uma vasta quilometragem do alcatrão sitiante.
Pois preparem-se para a surpresa:
A ciclovia vai ocupar o único reduto onde os peões de Portimão podiam circular aliviados e a salvo, sem os constrangimentos e o perigo de uma cidade atravancada e caótica: a rua das lojas!
(Imaginem uma rua bem mais estreita que a rua de Santo António com a calçada portuguesa rasgada ao meio, por uma faixa de betão pintada de vermelho garrido!)
Moral da história:
Eles, às vezes (muito de vez em quando), até têm umas ideias boas.
O problema é que, mesmo quando se esforçam, nunca acertam!
Fernando Silva Grade
seja ciclovia seja "percurso acessível", destinado a cadeiras de rodas e afins parece-me ridiculo ....será que as cadeiras de rodas precisam de um "percurso" especial numa rua de pedestres ...para variar ...tudo o que é demais não presta.
JM
As cidades portuguesas são um atentado à nossa qualidade de vida, ao nosso bem estar e à nossa segurança. Não foram feitas pensando nas pessoas, mas sim em objectivos especulativos de lucro fácil para uns poucos.
Cidades como Portimão são irrecuperáveis em múltiplos aspectos. São os tais "espaços de horror(físicos e psíquicos) que se irão perpetuar por décadas ou por séculos" de que fala Mário Pinto.
No máximo poder-se-á mitigar um pouco, alguns aspectos.
Contudo a densidade de prédios encavalitados, mais os automóveis correspondentes e suas consequências: poluíção visual, sonora e atmosférica, vias rápidas junto às habitações, ensombramento dos andares inferiores, excesso de lixo,engarrafamentos, mobilidade dificultada, etc, serão sempre um obstáculo intransponível.
A informação que me foi transmitida apontava para a construção de uma ciclovia.
Como cidadão interveniente não hesitei em manifestar a minha opinião.
Pelos vistos trata-se de um projecto positivo (tal como seria a ciclovia), que tenta fazer frente a uma situação escandalosa, típica das nossas cidades, e que tanto prejudica as pessoas em causa: a mobilidade dificultada.
Continuo, contudo, a não entender a lógica de intervir na única zona onde a mobilidade é perfeita, destruindo uma calçada portuguesa e afectando negativamente o ambiente estético da rua.
O principal problema está nos carros estacionados no passeio. Se essa situação fosse debelada dar-se-ia o principal passo para uma melhor mobilidade.
Porque não se dá esse passo?
Para lá desta correcção (e parece que a cor do piso é ocre), nada mais retiro do essencial do texto publicado.
Fernando Silva Grade
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Homenagem
A cidade de pé
Outrora de ruas apinhadas
Tem ali quase ao canto
Uma história que remonta
Ao açúcar de bule e café de saco
À vaidade das sobreiras
Na confusão das vozes
Cortada pelo olhar
Da porta de vai vem.
No Café Aliança
Antes do preço se fazer dia
Naquela mesa do canto
Passaram sem conta
Amores, vidas e factos
O canto do mar de beleza das amendoeiras
Sem esquecer a palma, os figos e as nozes
Tudo que vem mostrar
A força do valor que tem.
Cidades sem memória
São lugares sem história
E mais importante que levantar
É saber preservar.
Luís Alexandre
Outrora de ruas apinhadas
Tem ali quase ao canto
Uma história que remonta
Ao açúcar de bule e café de saco
À vaidade das sobreiras
Na confusão das vozes
Cortada pelo olhar
Da porta de vai vem.
No Café Aliança
Antes do preço se fazer dia
Naquela mesa do canto
Passaram sem conta
Amores, vidas e factos
O canto do mar de beleza das amendoeiras
Sem esquecer a palma, os figos e as nozes
Tudo que vem mostrar
A força do valor que tem.
Cidades sem memória
São lugares sem história
E mais importante que levantar
É saber preservar.
Luís Alexandre
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A Necessidade de uma Nova Ordem Económica Internacional
Ao considerar o Tratado de Lisboa, agora definitivamente aceite por todos os países europeus, que integram a União, não posso deixar de pensar, e de ponderar, na Historia deste “velho continente”, e de uma forma muito especial, no que se vai passando nos nossos dias.
E preocupa-me, confesso, a satisfação desta Europa da União.
Tal como me preocupa o posicionamento dos países ditos “mais ricos”, situados em diversos locais do globo, e que integram um clube especial próprio.
Não consigo entender como é possível continuarmos a conviver diariamente, com a pobreza e com a doença, que grassam pelo mundo, como se, efectivamente, nada se passasse à nossa volta?
Como é possível consentirmos que a doença e a fome continuem instaladas em África, um “continente doente” sem nos sentirmos solidários com todas aquelas fisionomias tristes, de olhar sem esperança, que chegam diariamente a nossas casas?
Como podemos olhar, sem grande constrangimento interior, para a América Latina, cujos povos são diariamente vítimas da intempérie, da guerra, dos cataclismos, mas também da indiferença de quem os pode, e deve, ajudar?
Como continuar a adquirir mil e um artefactos provenientes dos países pobres da Ásia, onde os meninos não têm direito, nem à esperança, nem à vida, sabendo que tudo isso resulta do seu trabalho, e dos seus familiares, que sem descansar, esgotam as suas vidas, durante horas e horas de labor, a troca da sua magra subsistência?
Quando resolveremos reagir, como homens e mulheres, como gente de bem, relativamente a tudo isto, com a coragem que se impõe, quando se trata de lutar contra a crueldade, a injustiça e a morte?
Não é pela força das armas, que se resolvem os problemas do mundo.
Não é fazendo, nem fomentando guerras, que reconduzimos o mundo a um espaço mais justo, mais humano, mais fraterno e mais amigo.
É pela cultura, pelo exemplo, pela assumpção, sem medo, das posições que consideramos justas e correctas.
É denunciando as injustiças, que transformam milhões de serem humanos em proscritos e em condenados.
O mundo precisa de uma nova ordem económica. De uma ordem que assente na Justiça e na Verdade.
De uma ordem económica que tenha em conta que os recursos existentes na terra são suficientes para que todos tenham uma vida digna, mais fácil e mais protegida, onde possam desenvolver os seus espaços, criar os seus filhos, onde vejam crescer os seus netos, onde se sintam, em suma, felizes.
E aqueles a quem couberam os principais recursos da Terra, aqueles que vivem sobre essa riqueza, têm que entender, que são apenas seus fiéis depositários, e que elas se destinam a fazer com que todos os homens e mulheres, todas as famílias, todas as crianças, vivam onde vivam, se realizem plenamente, com a dignidade própria do ser humano.
E a consciência dessa realidade cria-se em casa, na Escola, nas Associações Culturais, em todo os sítios e locais em que a inteligência humana analisa, com honestidade, a sua história e procura caminhos para o seu futuro.
Há que não ter medo de dizer que o mundo em que vivemos é ainda muito injusto, mas que está nas nossas mãos torná-lo mais justo, mais fraterno e mais amigo.
Não é uma utopia, o que Vos digo e proponho.
Trata-se de um trabalho digno, de luta constante, pelos mais pobres, pelos mais desfavorecidos, pelos mais desprotegidos, pelos mais simples.
É um pugnar constante pelos que não têm quem os defenda, quem os ajude, e que, sem qualquer diferença, são pessoas exactamente iguais a todos nós.
Não podemos esquecer que morrem diariamente milhares e milhares de pessoas (crianças, especialmente) de fome, de doenças incontroladas, muitas delas provenientes da “civilização”.
Não vamos aceitar a teoria do não fazer ondas, do não levantar problemas.
Não nos importaremos que nos chamem, a todos nós que lutamos contra este estado de coisas, de simples “sonhadores”.
Não nos conformemos com este estado de coisas, ou, melhor dizendo, com o estado a que o mundo chegou.
Pugnemos sempre, e continuamente.
Usemos a palavra, a razão, pondo em funcionamento todos os nossos recursos.
Denunciemos sempre, e de alta voz, o mundo de injustiça e de infelicidade em que vivem milhões e milhões de pessoas, que são seres humanos exactamente iguais a nós.
Recordemos que quem é conivente, é…responsável.
Cada um de nós, exactamente no sítio em que está integrado na sociedade, na família, na profissão, no seu local de trabalho, tem a obrigação de exercer um magistério de influência e de cultura, em que mostre a sua indignação, pela forma distorcida e injusta, como funciona o mundo, em que vivemos.
Não vamos desistir. Não vamos dizer:
“Parem o mundo, que eu quero descer”
A nossa vida é aqui, o mundo em que vivemos é este
Nele existem, espalhadas por toda a parte, milhões de pessoas boas, de coração generoso, que diariamente lutam pela Justiça.
Usam como arma a palavra, a cultura, o saber, que está já suficientemente desenvolvido, para que tenhamos a absoluta certeza, de que a continuidade deste modo de agir e de actuar, sobre as pessoas, sobre a natureza, sobre os recursos, ditará, inexoravelmente, em tempo curto, o desaparecimento da nossa espécie e do espaço em que vivemos.
Não permitamos que isso aconteça. Utilizemos, diariamente, aquilo de que dispomos: a nossa palavra, a nossa cultura e o nosso exemplo, em defesa da Justiça e de construção de um mundo melhor, apoiados por uma nova ordem económica, em que as opções sejam efectuadas em função das pessoas, e não de quaisquer outros interesses, que as subestimem, prejudiquem e maltratem.
Ninguém é indiferente à injustiça. Publicitemos junto da nossa família, dos nossos amigos, por todo o sítio em que temos influência, que militamos neste exército nobre, de gente que luta por um mundo diferente, mais justo, mais amigo, mais solidário e muito melhor.
Jorge Leitão
E preocupa-me, confesso, a satisfação desta Europa da União.
Tal como me preocupa o posicionamento dos países ditos “mais ricos”, situados em diversos locais do globo, e que integram um clube especial próprio.
Não consigo entender como é possível continuarmos a conviver diariamente, com a pobreza e com a doença, que grassam pelo mundo, como se, efectivamente, nada se passasse à nossa volta?
Como é possível consentirmos que a doença e a fome continuem instaladas em África, um “continente doente” sem nos sentirmos solidários com todas aquelas fisionomias tristes, de olhar sem esperança, que chegam diariamente a nossas casas?
Como podemos olhar, sem grande constrangimento interior, para a América Latina, cujos povos são diariamente vítimas da intempérie, da guerra, dos cataclismos, mas também da indiferença de quem os pode, e deve, ajudar?
Como continuar a adquirir mil e um artefactos provenientes dos países pobres da Ásia, onde os meninos não têm direito, nem à esperança, nem à vida, sabendo que tudo isso resulta do seu trabalho, e dos seus familiares, que sem descansar, esgotam as suas vidas, durante horas e horas de labor, a troca da sua magra subsistência?
Quando resolveremos reagir, como homens e mulheres, como gente de bem, relativamente a tudo isto, com a coragem que se impõe, quando se trata de lutar contra a crueldade, a injustiça e a morte?
Não é pela força das armas, que se resolvem os problemas do mundo.
Não é fazendo, nem fomentando guerras, que reconduzimos o mundo a um espaço mais justo, mais humano, mais fraterno e mais amigo.
É pela cultura, pelo exemplo, pela assumpção, sem medo, das posições que consideramos justas e correctas.
É denunciando as injustiças, que transformam milhões de serem humanos em proscritos e em condenados.
O mundo precisa de uma nova ordem económica. De uma ordem que assente na Justiça e na Verdade.
De uma ordem económica que tenha em conta que os recursos existentes na terra são suficientes para que todos tenham uma vida digna, mais fácil e mais protegida, onde possam desenvolver os seus espaços, criar os seus filhos, onde vejam crescer os seus netos, onde se sintam, em suma, felizes.
E aqueles a quem couberam os principais recursos da Terra, aqueles que vivem sobre essa riqueza, têm que entender, que são apenas seus fiéis depositários, e que elas se destinam a fazer com que todos os homens e mulheres, todas as famílias, todas as crianças, vivam onde vivam, se realizem plenamente, com a dignidade própria do ser humano.
E a consciência dessa realidade cria-se em casa, na Escola, nas Associações Culturais, em todo os sítios e locais em que a inteligência humana analisa, com honestidade, a sua história e procura caminhos para o seu futuro.
Há que não ter medo de dizer que o mundo em que vivemos é ainda muito injusto, mas que está nas nossas mãos torná-lo mais justo, mais fraterno e mais amigo.
Não é uma utopia, o que Vos digo e proponho.
Trata-se de um trabalho digno, de luta constante, pelos mais pobres, pelos mais desfavorecidos, pelos mais desprotegidos, pelos mais simples.
É um pugnar constante pelos que não têm quem os defenda, quem os ajude, e que, sem qualquer diferença, são pessoas exactamente iguais a todos nós.
Não podemos esquecer que morrem diariamente milhares e milhares de pessoas (crianças, especialmente) de fome, de doenças incontroladas, muitas delas provenientes da “civilização”.
Não vamos aceitar a teoria do não fazer ondas, do não levantar problemas.
Não nos importaremos que nos chamem, a todos nós que lutamos contra este estado de coisas, de simples “sonhadores”.
Não nos conformemos com este estado de coisas, ou, melhor dizendo, com o estado a que o mundo chegou.
Pugnemos sempre, e continuamente.
Usemos a palavra, a razão, pondo em funcionamento todos os nossos recursos.
Denunciemos sempre, e de alta voz, o mundo de injustiça e de infelicidade em que vivem milhões e milhões de pessoas, que são seres humanos exactamente iguais a nós.
Recordemos que quem é conivente, é…responsável.
Cada um de nós, exactamente no sítio em que está integrado na sociedade, na família, na profissão, no seu local de trabalho, tem a obrigação de exercer um magistério de influência e de cultura, em que mostre a sua indignação, pela forma distorcida e injusta, como funciona o mundo, em que vivemos.
Não vamos desistir. Não vamos dizer:
“Parem o mundo, que eu quero descer”
A nossa vida é aqui, o mundo em que vivemos é este
Nele existem, espalhadas por toda a parte, milhões de pessoas boas, de coração generoso, que diariamente lutam pela Justiça.
Usam como arma a palavra, a cultura, o saber, que está já suficientemente desenvolvido, para que tenhamos a absoluta certeza, de que a continuidade deste modo de agir e de actuar, sobre as pessoas, sobre a natureza, sobre os recursos, ditará, inexoravelmente, em tempo curto, o desaparecimento da nossa espécie e do espaço em que vivemos.
Não permitamos que isso aconteça. Utilizemos, diariamente, aquilo de que dispomos: a nossa palavra, a nossa cultura e o nosso exemplo, em defesa da Justiça e de construção de um mundo melhor, apoiados por uma nova ordem económica, em que as opções sejam efectuadas em função das pessoas, e não de quaisquer outros interesses, que as subestimem, prejudiquem e maltratem.
Ninguém é indiferente à injustiça. Publicitemos junto da nossa família, dos nossos amigos, por todo o sítio em que temos influência, que militamos neste exército nobre, de gente que luta por um mundo diferente, mais justo, mais amigo, mais solidário e muito melhor.
Jorge Leitão
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Quarta-feira, Novembro 04, 2009
" Os nossos infantis do S.C.Farense"

COISAS QUE (NÃO) SE ENTENDEM
Não muito longe no tempo, os clubes investiam na formação fazendo serviço público, ocupando tempos livres de escolares na mesma proporção que tentavam construir ou descobrir, na base, os valores para alimentar os escalões de competição. O tempo foi outro quando se descobriu a importância da formação e a qualificação da formação. Não restou muito tempo para que o sector se transformasse num processo rentável, não só para os clubes como para os agentes desportivos que descobriram o caminho. Foi questão de juntar o útil ao agradável. Ninguém ficou de fora e ninguém podia ficar. Evidente questão de mercado.
Objectivamente a grande diferença reside no facto de os Clubes tentarem rendibilizar a formação com objectivos de alimentação dos vários escalões de formação competitiva, até ao escalão principal, enquanto os Agentes Desportivos se limitam a rendibilizar o espaço temporal da formação inicial, sem continuidade nos escalões sequentes.
O caso específico do SC Farense é o caso que devo pegar. O Clube que está quase a cumprir um século de formação viu-se, simplesmente, ultrapassado pelos condicionalismos do mercado, pelas vontades singulares e por siglas que não asseguram continuidade. É a vontade das pessoas.
Reconhecendo isso, não consigo entender, como é preferível optar por um agente desportivo em detrimento do Farense, quando as instalações de treino são as mesmas, quando foi preciso requisitar treinadores que eram do Farense e de outros clubes, quando se desviam formandos de uma camisola para outra, quando a diferença não reside no valor a despender, nem nos horários disponíveis. Da mesma forma, não consigo perceber opções de mudanças de camisola quando os técnicos são os mesmos e a divisão é inferior.
Eu sei que há razões que a própria razão desconhece, tal como sei que o Farense tem “facturas” a pagar pelo seu “desgoverno” ou insuficiências que a memória não esquece. Mas também sei que o Farense nunca desistiu, em todos os momentos, de continuar a ser Farense; de continuar o seu caminho de formação base, de continuar a alimentar os vários escalões de formação competitiva, independentemente das pessoas. Sem esquecer um novo ciclo promovido por uma nova direcção.
Mas também sei que o Farense é um oceano onde os rios irão desaguar… naturalmente.
ETaylor
( texto retirado daqui)
Não muito longe no tempo, os clubes investiam na formação fazendo serviço público, ocupando tempos livres de escolares na mesma proporção que tentavam construir ou descobrir, na base, os valores para alimentar os escalões de competição. O tempo foi outro quando se descobriu a importância da formação e a qualificação da formação. Não restou muito tempo para que o sector se transformasse num processo rentável, não só para os clubes como para os agentes desportivos que descobriram o caminho. Foi questão de juntar o útil ao agradável. Ninguém ficou de fora e ninguém podia ficar. Evidente questão de mercado.
Objectivamente a grande diferença reside no facto de os Clubes tentarem rendibilizar a formação com objectivos de alimentação dos vários escalões de formação competitiva, até ao escalão principal, enquanto os Agentes Desportivos se limitam a rendibilizar o espaço temporal da formação inicial, sem continuidade nos escalões sequentes.
O caso específico do SC Farense é o caso que devo pegar. O Clube que está quase a cumprir um século de formação viu-se, simplesmente, ultrapassado pelos condicionalismos do mercado, pelas vontades singulares e por siglas que não asseguram continuidade. É a vontade das pessoas.
Reconhecendo isso, não consigo entender, como é preferível optar por um agente desportivo em detrimento do Farense, quando as instalações de treino são as mesmas, quando foi preciso requisitar treinadores que eram do Farense e de outros clubes, quando se desviam formandos de uma camisola para outra, quando a diferença não reside no valor a despender, nem nos horários disponíveis. Da mesma forma, não consigo perceber opções de mudanças de camisola quando os técnicos são os mesmos e a divisão é inferior.
Eu sei que há razões que a própria razão desconhece, tal como sei que o Farense tem “facturas” a pagar pelo seu “desgoverno” ou insuficiências que a memória não esquece. Mas também sei que o Farense nunca desistiu, em todos os momentos, de continuar a ser Farense; de continuar o seu caminho de formação base, de continuar a alimentar os vários escalões de formação competitiva, independentemente das pessoas. Sem esquecer um novo ciclo promovido por uma nova direcção.
Mas também sei que o Farense é um oceano onde os rios irão desaguar… naturalmente.
ETaylor
( texto retirado daqui)
João Resende e Filipe Ferrer

João Resende na Rua de Santo António.
"Perfaz hoje, dia 4 de Novembro, um ano que faleceu o João Resende, figura amada e amante da Cidade de Faro, por quem tudo fazia para melhorar vários aspectos da nossa bela terra, que conhecia como a palma das mãos. Sabendo imenso do passado da cidade, olhava-o como uma plataforma para que o presente potenciasse um futuro risonho a todos nós, os que cá estamos.
Excluindo quaisquer aspectos mais ou menos religiosos dos interessados, realizar-se-á hoje uma missa em sua memória, na Igreja de São Pedro, pelas 18 horas.
Por outro lado, relembro que será levada a cabo, amanhã, dia 5 de Novembro, pelas 22 horas, no Salão Nobre da Sociedade Recreativa Artística Farense, uma homenagem a Filipe Ferrer, o esplêndido actor, encenador e dramaturgo farense, falecido em 2007, grande amigo de infância, juventude e até aos últimos dias do meu pai. A referida homenagem deveria ter sido realizada neste mesmo dia do ano passado, 2008, porém, e como já se percebeu foi cancelada, dado que o grande mentor da iniciativa era o meu pai. Certo que tanto como ele como o Filipe quereriam que fosse concretizada, endereço, através deste excelente veículo comunicacional que é a Defesa de Faro, o convite a quem desejar comparecer.
A entrada é livre.
Obrigado e bem-hajam"
João Vasco Resende
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A “Phoenix canariensis” e as batatas fritas "à la carte" - o comentário
O Algarve com as suas paisagens, a fertilidade das suas terras, a sua arquitectura e as qualidades das suas gentes sempre foram apreciados ao longo da sua História, tendo atingido mesmo picos de reconhecimento mundial nos níveis culturais, artísticos e do conhecimento no periodo da ocupação árabe.
E o que restou desse esplendor? O retrato tristemente fiel que o Fernando Grade apresentou brilhantemente neste post e que alguns energúmenos (sim, é melhor irem ver ao dicionário para saberem bem o que são), certamente intoxicados e em estado terminal devido ao consumo exagerado e constante de todos esses contaminantes, teimam em continuar a defender, no desespero de nos seus horizontes não enxergarem para além da lixeira física e mental em que vivem.
Mas continuem a viver assim - até dizem que isto é uma democracia - mas ao menos não venham tentar cortar as asas aos que aspiram a ter uma vida que honre e faça valer a pena a dádiva enorme de termos nascido!
anónimo
E o que restou desse esplendor? O retrato tristemente fiel que o Fernando Grade apresentou brilhantemente neste post e que alguns energúmenos (sim, é melhor irem ver ao dicionário para saberem bem o que são), certamente intoxicados e em estado terminal devido ao consumo exagerado e constante de todos esses contaminantes, teimam em continuar a defender, no desespero de nos seus horizontes não enxergarem para além da lixeira física e mental em que vivem.
Mas continuem a viver assim - até dizem que isto é uma democracia - mas ao menos não venham tentar cortar as asas aos que aspiram a ter uma vida que honre e faça valer a pena a dádiva enorme de termos nascido!
anónimo
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Terça-feira, Novembro 03, 2009
Trabalhadores dos supermercados Alisuper com salários em atraso após insolvência do grupo

Os trabalhadores da cadeia algarvia de supermercados Alisuper estão sem receber salário há dois meses, depois de, em Agosto, ter sido declarada a insolvência do grupo Alicoop, disse à Lusa fonte sindical envolvida no processo.
A Cooperativa de Produtos Alimentares (Alicoop) é uma das únicas dedicadas ao comércio a retalho com origem na região, depois de a cadeia algarvia de supermercados Marrachinho ter sido adquirida há dois anos pelo grupo "Os Mosqueteiros".
O grupo Alicoop controla as empresas Alisuper, Macral e Geneco, que reúnem na totalidade 500 funcionários, a maioria dos quais a trabalhar nos cerca de 80 supermercados Alisuper existentes no Algarve.
Em causa estará cerca de um milhão de euros de salários em atraso, cabendo a cada trabalhador uma dívida de cerca de dois mil euros, relativa aos meses de Setembro, Outubro e Novembro e a subsídios adicionais.
Depois de declarada a insolvência do grupo, os trabalhadores aguardam agora que o Fundo de Garantia Salarial lhes adiante parte dos salários em atraso, disse à Lusa fonte do Sindicato de Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).
mais aqui
Na região mais atingida pelo desemprego, mais uma má notícia a juntar a muitas mais que irão aparecer no sector da hotelaria, comércio e serviços a partir de agora (época baixa), parece-me que tirando o (nosso) Luís Alexandre, quase todos os responsáveis da região ou assobiam para o lado ou autorizam a abertura de mais "shoppings das ilusões".
Os trabalhadores, esses, que se lixem.
porque será?
adf
Caro ADF,
Suponho que esteja a ser injusto quando afirma que " tirando o (nosso) Luís Alexandre, quase todos os responsáveis da região ou assobiam para o lado".
Como Responsavel da ACRAL, podia colocar aqui 1001 links para as posições da ACRAL sobre o desemprego, grandes superficies, estado das empresas, etc.
Não o acho necessário sei que é uma pessoa atenta á comunicação social.
O caso da Alicoop é só mais um dos casos que vimos alertando faz tempo, como os 88% de aumento do desemprego em Setembro, não se pode atribuir a actividade hoteleira, em Setembro a hotelaria estava em epoca alta ainda, só se pode atribuir ao comercio e serviços.
É o País que temos, TGV´s e grandes obras publicas foi o que o povo escolheu nas eleições, nós nas PME ainda teremos muito que nos lamentar.
Cumprimentos
João Rosado
Caros leitores do adf
A quantidade de posições teóricas proferidas pela ACRAL e pelos seus dirigentes, contrastam com as práticas e não só.
Tal associação teve sempre um papel privilegiado de assento em órgãos decisórios e sabe-se das vantagens que adquiriu em património como contrapartidas.
Os seus dirigentes, nos últimos 15 anos, quando ainda havia massa crítica mais apurada e muitos mais comerciantes, o que fizeram para os mobilizar para lutarem por uma estratégia diferente? NADA!Porque para eles tudo se resolve na tranquilidade dos gabinetes e fora da abelhice dos comerciantes que quando em marcha poderiam causar dissabores.
Também quanto às leis que regem as actividades das grandes cadeias de distribuição, de incorporação do produto nacional e local, o que fizeram os ilustres e bem pagos dirigentes da ACRAL? NADA!
Lembro a presença em assembleia municipal de Albufeira, de Gilberto Viegas, que no papel de bombeiro e na presença de 130 comerciantes mobilizados para contestarem a aprovação do novo centro comercial da Guia, este disse alto e bom som que não havia nada a fazer porque o pecado original estava na aprovação do local e quando a discussão pública da sua implantação já tinha decorrido.
Mas a ACRAL recebeu um prémio do executivo camarário com a entrega de um terreno no valor de umas centenas de milhares de euros, facto que está lavrado em documento que dirigentes locais da associação se recusaram a assinar.
Há poucos dias em entrevista ao jornal "A Avezinha", dada por João Rosado, está escrito preto no branco que o novo centro comercial da Guia não entrava nas contas da oposição da ACRAL à implantação de grandes superfícies.
Para os leitores julgarem estas questões, o que deve contar contar são os factos e não as lágrimas de crocodilo.
Luis Alexandre
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A “Phoenix canariensis” e as batatas fritas "à la carte"

A silhueta, tal como o perfil de um rosto, desenha a linha de uma identidade inconfundível.
A silhueta da paisagem humanizada do Algarve deve alguns dos seus traços inconfundíveis ao vulto robusto e exótico da palmeira das Canárias.
Inter-agindo na perfeição com uma arquitectura que vai buscar uma certa austeridade ao peso das cantarias ou ao adorno garrido das platibandas, tornou-se uma presença familiar em jardins, pátios e quintais, em zonas urbanas e zonas rurais.
Pontuando os jardins românticos, juntamente com outras plantas ornamentais, nomeadamente as aurocárias, tornou-se um imigrante adoptado e apreciado.
E, não por acaso esta espécie, e não outra.
Os ventos atlânticos que no Algarve suavizam o clima mediterrânico são os mesmos que modelaram o crescimento desta planta nas Canárias, donde é originária.
Se nos deslocarmos à Espanha mediterrânica a palmeira que lá é plantada é a tamareira, mais esguia e de tronco inclinado, originária do Norte de África, alguns quilómetros mais abaixo.
Também esta árvore casa particularmente bem com uma arquitectura mais geométrica e despojada, ou se monumental mais leve nos arabescos que filigranam as paredes.
Quando se respeita os ditames da natureza acerta-se sempre em cheio!
E assim se esculpiram duas faces, duas silhuetas, cada uma com a sua identidade própria, reflexo directo de ecossistemas e culturas distintos.
Segundo a opinião dos especialistas, tudo leva a crer, que a doença do escaravelho que está a dizimar a palmeira das Canárias foi transmitida na sequência da recente invasão em grande escala de tamareiras, que nos últimos anos foi disseminada um pouco por toda a parte (a nossa palmeira existe há séculos e nunca sofreu nada).
Sabe-se, de há muito, as consequências trágicas da introdução de espécies exóticas nos ecossistemas. Evidentemente que a quantidade e a qualidade são decisivas. E por isso podemos constatar que a primeira espécie não causou qualquer dano (nem ecológico nem cultural), ao contrário da segunda.
O meu lamento relativamente a esta situação, é que temos mais um elemento do nosso cenário tradicional a desaparecer, juntando-se a todos os outros que neste momento já são residuais ou praticamente extintos: as chaminés, as açoteias, as platibandas, as escaiolas, os revestimentos caiados em branco ou nas cores ocre, siena ou azul, as portas e janelas de madeira, as telhas de canudo, etc, etc.
È um lugar comum as pessoas não se aperceberem das mudanças que ocorrem à sua volta, e manterem-se ligadas a ideias feitas e a mitos que já não existem.
Por exemplo, ainda se pensa que Portugal é um país bonito e ainda se costuma designá-lo como o “jardim à beira mar plantado”, chavão adequado há 40 anos.
Só que o mundo mudou e a uma velocidade vertiginosa.
No actual rodopio frenético de um quotidiano que não deixa espaço para a reflexão e a contemplação daquilo que se passa em volta, poucos se apercebem da “frankensteiniana” reviravolta que ocorreu no nosso habitat.
“A selva de betão à beira mar estragado” acercou-se e implantou-se imparável e absoluta, transfigurando todos os espaços humanizados do país.
Mário Pinto diz que “estamos a construir espaços de horror, (físicos e psíquicos), que se irão perpetuar por décadas ou séculos”. Ribeiro Telles fala de uma paisagem portuguesa repulsiva. Luísa Schmidt diz que a única forma de podermos olhar o espaço em volta é com palas nos olhos, para ocultar as aberrações que se amontoam em torno dos pequenos redutos ainda harmoniosos.
Aqui no Algarve, suposto paraíso, basta percorrermos a EN125, basta irmos à Ilha de Faro, a Albufeira, a Quarteira, a Armação de Pêra, à Praia da Rocha, a Monte Gordo, etc, para comprovarmos esta realidade. Em Faro, para lá do centro histórico a esboroar-se em ruínas, tudo o que se estende para além da Rua de Stº António até aos limites da cidade é um exemplo confrangedor de desordenamento urbanístico terceiro-mundista.
Não resisto a transcrever a visão actual do Algarve, ainda não há muito tempo uma terra nobre e mágica, pelo olhar objectivo e inevitavelmente amargurado do jornalista Bruno Filipe Pires:
“Ele é vivendas feitas de peças desirmanadas, como se o Dr. Frankenstein colectasse material para os seus monstros no Maxmat, hordas de estátuas de pedra espreitando para a EN125 através das grades dos seus campos de concentração (em cujas entradas se anuncia pottery/handicraft e onde não há uma peça que não tenha ar de vir da China), passeios por acabar, outros acabados mas com ervas e arbustos a romper por todo o lado, buracos, rotundas engalanadas com as sobras da XXIII Bienal de Arte Contemporânea de Kiev. Caixotes de lixo sempre atulhados à beira da estrada, lixo, sofás velhos, buracos, lixo, graffity nas já de si feias ruínas, carrinhas de caixa aberta a transportar todo o tipo de sucata para toda a parte, placards publicitários abandonados, andaimes ferrugentos à porta das casas, enfim, o abandalhamento é total.
São os cafés espelunca às centenas, com os mais feios toldos de plástico e alcoolismo nas esplanadas horríveis. São os stands, os cartazes das touradas e do “Allgarve”, os estaleiros de obras a cada 50 metros, as gruas abandonadas às dezenas por aí. Uma hecatombe visual e ambiental sem paralelo em lado nenhum!”
Mas voltemos ao pretexto inicial: as palmeiras.
Para lá da especulação imobiliária e consequente caos urbanístico e ambiental de influência terceiro-mundista, sofremos uma outra dinâmica, esta bem mais ordenada, de influência anglo-saxónica: a “macdonalinização do habitat (e do quotidiano).
Assim, temos as várias ementas de hambúrgueres a invadirem o nosso espaço: os shoppings, os resorts, os campos de golfe, os jardins britânicos das vivendas de Vilamoura, da Quinta do Lago e quejandos, os restaurantes de fast food, os bares british de todas as zonas turísticas, as marinas standart, etc. E a acompanhar o prato principal temos uma guarnição de batatas fritas: tamareiras “à la carte” para compor a pacóvia aspiração tropical da moda.
Só falta mesmo a coca-cola!
Mas descansem os aduladores do “progresso” que, sem raízes nem referenciais, sem fazerem a mínima ideia da terra portentosa onde viveram os seus antepassados, as novas gerações hão-de encarregar-se de trocar o vinho pela coca-cola!
Fernando Silva Grade
PS
È comum ter-se pena dos Índios, paradigma dos povos que foram brutalmente espoliados das suas terras e da sua cultura.
Andamos tão distraídos, que nem sequer nos apercebemos que nos está a acontecer exactamente a mesma coisa!
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A mulher impenetrável

Quando a conheceu, ela avisou. Sou impenetrável. Ele achou que era uma declaração de mulher metida. Estava encantado demais pelos olhos amarelos dela para se decepcionar com frases de efeito. Com o tempo, a frescura passa. Coisa de mulher que vai para o divã de psicanalista lacaniano. Ela tinha seios sempre com frio e bunda de trópico. Andava como se tivesse acabado de ser comida, mas parecia não prestar atenção nos homens que a seguiam meio sem jeito. Ela deixava os homens sem jeito. Ele, inclusive, tanto que tropeçou nela. E nem assim ela o olhou.
Foi só quando ele sentou ao seu lado, sem se deixar abater pelos olhos no além dela, e começou a contar uma história de fadas, que ela o olhou.
Nem sabe de onde tirou essa ideia de contar uma história para ela. Que sorriu. Então ele disse que queria ser Jack London, mas tinha preguiça de sair do sofá azul da sala.Os olhos aquosos dela mostraram interesse. Ele continuou. Exibiu a cicatriz que traçava um nada entre sua orelha direita e o queixo que ele gostaria que fosse quadrado. Uma piscada sutil de atenção. Me atraquei no porto com um marinheiro gay que queria me enrabar, ele disse. Silêncio. Meu cachorro me mordeu.
Conseguiu arrastá-la para um filme de Tarantino. Tinha menos medo dela quando ela comia pipoca com manteiga. Ela parecia olhar para ele com um misto de condescendência e algo que poderia ser um início de amor. Ele não sabia. Se a beijava ou engatava outro assunto. Ela não temia o silêncio. Não fazia nenhum esforço. Ficava lá, em si mesma. Mas aceitou o convite para ouvir jazz na noite seguinte.
E foi no escuro do bar cabeça, enquanto uma branca com voz de negra cantava Strange Fruit, que ele pediu ajuda a ela. Ajuda para beijá-la. Ou para ir embora. Ela disse: sou uma mulher impenetrável. E ele baixou a guarda. Ela era só humana. E ele até esperava uma frase melhor da inteligência dela. E a teria achado ridícula, se não estivesse de quatro.
Foram para a cama. E ele a apalpou e sugou e gemeu. E ela o olhava com aqueles olhos de rio poluído. Ele a apalpava, sugava e gemia, mas não conseguia entrar nela. Ela gozava. Mas ele não achava a entrada dela. Ele gozava, mas sem achar a porta para dentro dela. E ela se enrolava nele. E ele não se desenrolava mais do lado de fora dela. Ela era intensa, densa, mas externa. Um dia, quando acordou, ela estava com os olhos amarelos abertos no teto. Só então percebeu que estava casado com uma mulher que não tinha lado de dentro. Ele jamais poderia penetrar sua mulher impenetrável. Nesse dia ele não foi bom. Gritou, esmurrou as paredes, disse coisas ruins. E chorou. Implorou que ela se abrisse para ele. Mas os olhos escurecidos dela já tinham atravessado o teto para fixar-se no tapete do apartamento de cima. Ela tinha avisado. Sempre do lado avesso, ela era uma literalidade. Por que ele não podia apenas amá-la como ela era? Por que ele precisava entrar onde não havia dentro? Era ela que chorava agora todo o amarelo dos seus olhos, sujando o lençol da cama.
Ele adormeceu de exaustão. No meio da noite, quando acordou, os olhos fixos no teto dela estavam fechados. Ele se virou para olhar para ela. Então viu a grande mancha vermelho-escura que um dia havia sido o ventre dela. A carne plana dela. Só então percebeu que ela o amava. Com a faca de churrasco ela tentara abrir uma porta para dentro dela. Abrira-se para ele.
história - Eliane Brum
ilustrador - Ramon Muniz
Foi só quando ele sentou ao seu lado, sem se deixar abater pelos olhos no além dela, e começou a contar uma história de fadas, que ela o olhou.
Nem sabe de onde tirou essa ideia de contar uma história para ela. Que sorriu. Então ele disse que queria ser Jack London, mas tinha preguiça de sair do sofá azul da sala.Os olhos aquosos dela mostraram interesse. Ele continuou. Exibiu a cicatriz que traçava um nada entre sua orelha direita e o queixo que ele gostaria que fosse quadrado. Uma piscada sutil de atenção. Me atraquei no porto com um marinheiro gay que queria me enrabar, ele disse. Silêncio. Meu cachorro me mordeu.
Conseguiu arrastá-la para um filme de Tarantino. Tinha menos medo dela quando ela comia pipoca com manteiga. Ela parecia olhar para ele com um misto de condescendência e algo que poderia ser um início de amor. Ele não sabia. Se a beijava ou engatava outro assunto. Ela não temia o silêncio. Não fazia nenhum esforço. Ficava lá, em si mesma. Mas aceitou o convite para ouvir jazz na noite seguinte.
E foi no escuro do bar cabeça, enquanto uma branca com voz de negra cantava Strange Fruit, que ele pediu ajuda a ela. Ajuda para beijá-la. Ou para ir embora. Ela disse: sou uma mulher impenetrável. E ele baixou a guarda. Ela era só humana. E ele até esperava uma frase melhor da inteligência dela. E a teria achado ridícula, se não estivesse de quatro.
Foram para a cama. E ele a apalpou e sugou e gemeu. E ela o olhava com aqueles olhos de rio poluído. Ele a apalpava, sugava e gemia, mas não conseguia entrar nela. Ela gozava. Mas ele não achava a entrada dela. Ele gozava, mas sem achar a porta para dentro dela. E ela se enrolava nele. E ele não se desenrolava mais do lado de fora dela. Ela era intensa, densa, mas externa. Um dia, quando acordou, ela estava com os olhos amarelos abertos no teto. Só então percebeu que estava casado com uma mulher que não tinha lado de dentro. Ele jamais poderia penetrar sua mulher impenetrável. Nesse dia ele não foi bom. Gritou, esmurrou as paredes, disse coisas ruins. E chorou. Implorou que ela se abrisse para ele. Mas os olhos escurecidos dela já tinham atravessado o teto para fixar-se no tapete do apartamento de cima. Ela tinha avisado. Sempre do lado avesso, ela era uma literalidade. Por que ele não podia apenas amá-la como ela era? Por que ele precisava entrar onde não havia dentro? Era ela que chorava agora todo o amarelo dos seus olhos, sujando o lençol da cama.
Ele adormeceu de exaustão. No meio da noite, quando acordou, os olhos fixos no teto dela estavam fechados. Ele se virou para olhar para ela. Então viu a grande mancha vermelho-escura que um dia havia sido o ventre dela. A carne plana dela. Só então percebeu que ela o amava. Com a faca de churrasco ela tentara abrir uma porta para dentro dela. Abrira-se para ele.
história - Eliane Brum
ilustrador - Ramon Muniz
CATEDRAL DA SÉ E IGREJA DO CARMO RECEBEM 3.º FESTIVAL DE ÓRGÃO

Órgão da Sé de Faro
O 3.º Festival de Órgão- Faro 2009 tem início no próximo dia 07 de Novembro (Sábado) e irá prolongar-se até ao final do mês. O certame inclui a realização de 4 concertos, aos Sábados, por organistas nacionais e estrangeiros, nas Igrejas da Sé e do Carmo.
O Município de Faro associa-se ao III Festival de Órgão, evento organizado pela Associação Cultural Música XXI e que regressa a Faro depois do êxito das duas primeiras edições, com concertos dignos da riqueza do património organístico da cidade.
Trata-se de um projecto de divulgação do património musical, em particular deste instrumento secular, e de apoio aos intérpretes na difusão da música original composta para órgão.
Nesta terceira edição, continuará a dar-se relevo a combinações de timbres com os órgãos e privilegiar-se-á a apresentação de repertórios bastante distintos.
Programa do evento:
07 Novembro- 21:30- Filipe Veríssimo- Igreja da Sé
14 Novembro- 21:30- Giampaolo di Rosa- Igreja da Sé
21 Novembro- 21:30- António Mota- Igreja do Carmo
28 Novembro- 21:30- Capella Patriarchal (João Vaz, organista)- Igreja do Carmo
entrada livre
O 3.º Festival de Órgão- Faro 2009 tem início no próximo dia 07 de Novembro (Sábado) e irá prolongar-se até ao final do mês. O certame inclui a realização de 4 concertos, aos Sábados, por organistas nacionais e estrangeiros, nas Igrejas da Sé e do Carmo.
O Município de Faro associa-se ao III Festival de Órgão, evento organizado pela Associação Cultural Música XXI e que regressa a Faro depois do êxito das duas primeiras edições, com concertos dignos da riqueza do património organístico da cidade.
Trata-se de um projecto de divulgação do património musical, em particular deste instrumento secular, e de apoio aos intérpretes na difusão da música original composta para órgão.
Nesta terceira edição, continuará a dar-se relevo a combinações de timbres com os órgãos e privilegiar-se-á a apresentação de repertórios bastante distintos.
Programa do evento:
07 Novembro- 21:30- Filipe Veríssimo- Igreja da Sé
14 Novembro- 21:30- Giampaolo di Rosa- Igreja da Sé
21 Novembro- 21:30- António Mota- Igreja do Carmo
28 Novembro- 21:30- Capella Patriarchal (João Vaz, organista)- Igreja do Carmo
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Segunda-feira, Novembro 02, 2009
Gaia quer grupos de trabalho com o Porto em defesa dos interesses da região
O presidente da Câmara Municipal de Gaia, Luís Filipe Menezes, vai propor a constituição de grupos de trabalho com a Câmara do Porto para o debate e eventual resolução de problemas que são comuns às duas cidades. Esta posição do autarca gaiense, entretanto anunciada num canal de televisão, vem na sequência do discurso que proferiu logo após as autárquicas, eleição que venceu com perto de 62 por cento dos votos. Na ocasião, Menezes afirmou que Gaia e Porto poderiam ser “o centro aglutinador de um discurso reivindicativo de justiça equitativa”, frisando ser “muito injusto o que tem acontecido na última década em relação ao Porto e ao Norte e está na altura de equilibrar as coisas”.
Mas mais que o estabelecimento de uma frente comum entre as duas cidades para o combate à macrocefalia lisboeta, interessa primeiro estabelecer pontes de diálogo entre as duas margens do Douro, algo que nos últimos anos não tem acontecido. O estabelecimento destes grupos de trabalho, agrupando técnicos das duas autarquias e liderados pelos vereadores de cada área sectorial, pode ser o empurrão decisivo para dossiês que extravasam as fronteiras de cada um dos concelhos e que por pequenas guerrilhas ou animosidades pessoais nunca forma discutidos em conjunto.
E não faltam assuntos que ligam as duas cidades. Como a mobilidade. Os intensos movimentos pendulares de trânsito entre as duas cidades já provaram há muito a necessidade de pelo menos mais uma travessia sobre o Douro, designadamente a ligar a zona da Arrábida, em Gaia, à parte ocidental do Porto. Pensada um pouco a montante da Ponte da Arrábida, esta nova travessia permitirá, se avançar, desatar o nó em que se transformaram os acessos ao Porto a partir da A1, especialmente em horas de ponta. Isto para não falar da há muito falada, mas nunca concretizada, ponte pedonal a ligar as duas zonas ribeirinhas e que para além de facilitar sobremaneira a circulação de pessoas entre as duas margens, constituiria um pólo de atracção turística. mais aqui
Um bom exemplo de colaboração, por cá, podemos começar por resolver este imbróglio, aqui, que já se arrasta há tempo de mais. Quanto a uma acção/parceria com este objectivo(Gaia, Porto) em Relação a Faro-Olhão-Loulé, já acho mais complicado.adf
Safira por nós e por ela
Boa noite,
O meu nome è Cláudia Estanislau, sou residente em Conceição de Faro. Sou treinadora de cães, dou aulas ao domicílio, publico artigos na revista Cães e Companhia e dou cursos e seminários pelo país todo.
O motivo pelo qual vos escrevo é porque no passado dia 01 de Novembro (ontem), desapareceu da minha rua, a minha cadela Safira. A Safira é uma cruzada de pitbull relativamente pequena , preta com mancha branca no peito e no focinho. Está connosco há 1 ano, e tem sido treinada para tornar-se um cão de assistência para pessoas com deficiências físicas. Dado o seu temperamento extremamente sociável, tanto com pessoas como com outros cães, a nossa relação com a Safira tornou-se imensa em pouco tempo. Ela faz parte da nossa família e é não só a nossa melhor amiga como nossa companheira no dia a dia e minha fiel amiga de trabalho. Dedica-se incondicionalmente às pessoas, mesmo que no passado estas lhe tenham falhado.
A suspeita recai no facto da Safira ter sido raptada da porta de casa, onde ela costumava deitar-se. Ninguém viu nem ouviu nada. O facto de ser dia de todos os santos, e a afluência de pessoas da etnia cigana ao cemitério de Conceição infelizmente faz-nos pensar na elevada suspeita de roubo intencional da cadela. Ela está esterilizada, chipada, vacinada e devidamente identificada, está extremamente bem treinada e claro, seria relativamente fácil convecê-la a entrar num carro visto que ela não receia pessoas e percebe-as como portadoras de sempre boas intenções. Foi este o treino e educação que dei à Safira especialmente porque sendo da raça que é seria importante que ela aprendesse adaptar-se o melhor possível à nossa sociedade apredendo as regras e limites.
Como o seu blog tem de facto uma projecção significativa, eu vinha por este meio pedir se podiam colocar uma notícia do desaparecimento da Safira. Eu sei que não se enquadra precisamente nos temas que abordam no mesmo, no entanto, o roubo e tráfico de cães no Algarve e em Faro particularmente por indivíduos de etnia cigana, para venda e lutas é já caso de debate nacional por parte de quem se preocupa e trata diariamente com estes casos, e julgo que nesse contexto se poderia talvez abordar o tema, se necessário.
Nós só queremos reaver a nossa amiga, e continuar a dar-lhe o que ela merece. Não queremos que caia em mãos erradas, e sofra como no passado. Ela tem um blog, http://chamaram-mesafira.blogspot.com com a história toda dela, treinos, fotos, imagens se quiserem consultar.
Espero que nos possam ajudar, nesta tarefa ignóbil da procura de um ser que tanto amamos.
Atenciosamente
Cláudia Estanislau
http://www.itsallaboutdogs.net
http://www.itsallaboutdogsforum.net
http://www.caocomonos.com
http://www.caosciencia.blogspot.com
http://www.youtube.com/user/claudiahoyle
"Mostra-me o teu cão, dir-te-ei quem és"
A todos os que ajudaram muito obrigada!
A SAFIRA está em casa!!!
Sã e salva em boa saúde. Foi de facto roubada por ciganos que a devem ter largado ao aperceber-se que estava esterilizada. Temos pelo menos uma pessoa que viu o roubo e que nos contou como tudo aconteceu. Ouvimos a história com o coração nas mãos, como tudo aconteceu em poucos minutos e à porta de nossa casa.
A Safira quando nos aproximavamos de casa, começou a chorar de emoção. Choramingava por reconhecer o local. Foi incrível e muito emocionante. Ela comeu bem, e está exausta refastelada de novo no local que sempre lhe pertenceu, o sofá da Safira.
Bem-ditos todos os que nos deram força e nos ajudaram...foram dias infernais.
A Safira, essa nos próximos 2 meses não sai da casa, nem para urinar eheheh.
Bem-vinda de volta companheira, bem-vinda a casa!
Cláudia Estanislau
O meu nome è Cláudia Estanislau, sou residente em Conceição de Faro. Sou treinadora de cães, dou aulas ao domicílio, publico artigos na revista Cães e Companhia e dou cursos e seminários pelo país todo.
O motivo pelo qual vos escrevo é porque no passado dia 01 de Novembro (ontem), desapareceu da minha rua, a minha cadela Safira. A Safira é uma cruzada de pitbull relativamente pequena , preta com mancha branca no peito e no focinho. Está connosco há 1 ano, e tem sido treinada para tornar-se um cão de assistência para pessoas com deficiências físicas. Dado o seu temperamento extremamente sociável, tanto com pessoas como com outros cães, a nossa relação com a Safira tornou-se imensa em pouco tempo. Ela faz parte da nossa família e é não só a nossa melhor amiga como nossa companheira no dia a dia e minha fiel amiga de trabalho. Dedica-se incondicionalmente às pessoas, mesmo que no passado estas lhe tenham falhado.
A suspeita recai no facto da Safira ter sido raptada da porta de casa, onde ela costumava deitar-se. Ninguém viu nem ouviu nada. O facto de ser dia de todos os santos, e a afluência de pessoas da etnia cigana ao cemitério de Conceição infelizmente faz-nos pensar na elevada suspeita de roubo intencional da cadela. Ela está esterilizada, chipada, vacinada e devidamente identificada, está extremamente bem treinada e claro, seria relativamente fácil convecê-la a entrar num carro visto que ela não receia pessoas e percebe-as como portadoras de sempre boas intenções. Foi este o treino e educação que dei à Safira especialmente porque sendo da raça que é seria importante que ela aprendesse adaptar-se o melhor possível à nossa sociedade apredendo as regras e limites.
Como o seu blog tem de facto uma projecção significativa, eu vinha por este meio pedir se podiam colocar uma notícia do desaparecimento da Safira. Eu sei que não se enquadra precisamente nos temas que abordam no mesmo, no entanto, o roubo e tráfico de cães no Algarve e em Faro particularmente por indivíduos de etnia cigana, para venda e lutas é já caso de debate nacional por parte de quem se preocupa e trata diariamente com estes casos, e julgo que nesse contexto se poderia talvez abordar o tema, se necessário.
Nós só queremos reaver a nossa amiga, e continuar a dar-lhe o que ela merece. Não queremos que caia em mãos erradas, e sofra como no passado. Ela tem um blog, http://chamaram-mesafira.blogspot.com com a história toda dela, treinos, fotos, imagens se quiserem consultar.
Espero que nos possam ajudar, nesta tarefa ignóbil da procura de um ser que tanto amamos.
Atenciosamente
Cláudia Estanislau
http://www.itsallaboutdogs.net
http://www.itsallaboutdogsforum.net
http://www.caocomonos.com
http://www.caosciencia.blogspot.com
http://www.youtube.com/user/claudiahoyle
"Mostra-me o teu cão, dir-te-ei quem és"
A todos os que ajudaram muito obrigada!
A SAFIRA está em casa!!!
Sã e salva em boa saúde. Foi de facto roubada por ciganos que a devem ter largado ao aperceber-se que estava esterilizada. Temos pelo menos uma pessoa que viu o roubo e que nos contou como tudo aconteceu. Ouvimos a história com o coração nas mãos, como tudo aconteceu em poucos minutos e à porta de nossa casa.
A Safira quando nos aproximavamos de casa, começou a chorar de emoção. Choramingava por reconhecer o local. Foi incrível e muito emocionante. Ela comeu bem, e está exausta refastelada de novo no local que sempre lhe pertenceu, o sofá da Safira.
Bem-ditos todos os que nos deram força e nos ajudaram...foram dias infernais.
A Safira, essa nos próximos 2 meses não sai da casa, nem para urinar eheheh.
Bem-vinda de volta companheira, bem-vinda a casa!
Cláudia Estanislau
CAMPEONATO MUNDO 2009 - RESULTADOS FINAIS DE PORTUGAL

WORLD KEMPO CHAMPIONSHIPS 2009
RESULTADOS DA EQUIPA PORTUGUESA
Equipa Feminina "The best of the World"
No dia 31 de Novembro fez-se o encerramento do 6º Campeonato Mundial de Kempo, que decorreu de 24 a 31, em Bucareste - Roménia. Portugal fez-se representar entre os 38 países, com uma comitiva de seis elementos (5 atletas e 1 treinador - Clube Kempo Arena de Faro) e conseguiu arrecadar o fantástico resultado de:
- 5 Ouros, 3 Pratas e 6 Bronze nas disciplinas de K1, Full Contact e Semi-Contact.
As semi-finais e finais da equipa feminina, considerada "the best of the World", foram transmitidas em directo na televisão nacional romena (TVR3). De salientar que as portuguesas venceram espectacularmente por nocaute técnico em quase todos os combates, levando ao rubro o polidesportivo de Bucareste.
Resultados Individuais:
- Sérgio Pestana (15 anos/ -75 kgs) revalida o título mundial pela 2ª vez consecutiva, vencendo a final por TKO aos 40s do 1º assalto.
Classificação Final: Medalha Ouro em Full-Contact, Prata em Semi-Contact e Bronze em K 1.
- Tiago Nunes (Sénior/ -75 kgs) conquista o título de vice-campeão do mundo, numa categoria complicadissima de 25 atletas, entre os quais os guerreiros japoneses.
Classificação Final: Medalha Prata em K 1 e Bronze em Semi-Contact e Full Contact.
- Cátia Ribeiro (Sénior/ -60 kgs) conquista numa estreia fulgurosa o título de Campeã do Mundo em duas disciplinas, vencendo todos os combates por nocaute.
Classificação Final: Medalha Ouro em K 1 e Full Contact.
- Vera Pereira (Sénior/ -65 kgs) protagonizou o melhor combate do Campeonato frente a uma atleta romena, que sucumbiu aos punhos da implacável guerreira do Arena de Faro.
Classificação Final: Medalha Ouro em Full Contact e Prata em Semi-Contact.
- Sandra Silva (Sénior/ -50 kgs) a já conhecida "Fera Algarvia" faz jus ao cognome e revalida o título mundial pela 2ª vez consecutiva.
Classificação Final: Medalha Ouro em K1 e Bronze em Semi-Contact e Full Contact.
Treinador e responsável pela equipa portuguesa: Walter Pestana.
A equipa portuguesa ficou hospedada no Rin Grand Hotel (considerado o maior Hotel da Europa) e gozou das fantásticas facilidades oferecidas pelo hotel e pela Organização do evento: a Federação Romena de Kempo. Nos três primeiros dias a equipa portuguesa usufruiu dos serviços de ginásio, piscina, jacuzzi, sauna, refeições equilibradas, que com certeza muito contribuiram para a excelente prestação. Os restantes dias de competição foram autênticas batalhas campais, nas quais os KAMIKAZES portugueses revezavam-se quase em simultâneo entre os três ringues durante o dia inteiro...
Os videos do evento estarão em breve disponiveis no site www.arenafaro.com e através do youtube.
Em 2010, será o Japão a acolher esta grande organização e a equipa lusa pretende apresentar-se com a maior e melhor equipa de sempre.
FEDERAÇÃO PORTUGUESA KEMPO
Tel/ Fax: +351 289 87 20 29
www.arenafaro.com
RESULTADOS DA EQUIPA PORTUGUESA
Equipa Feminina "The best of the World"
No dia 31 de Novembro fez-se o encerramento do 6º Campeonato Mundial de Kempo, que decorreu de 24 a 31, em Bucareste - Roménia. Portugal fez-se representar entre os 38 países, com uma comitiva de seis elementos (5 atletas e 1 treinador - Clube Kempo Arena de Faro) e conseguiu arrecadar o fantástico resultado de:
- 5 Ouros, 3 Pratas e 6 Bronze nas disciplinas de K1, Full Contact e Semi-Contact.
As semi-finais e finais da equipa feminina, considerada "the best of the World", foram transmitidas em directo na televisão nacional romena (TVR3). De salientar que as portuguesas venceram espectacularmente por nocaute técnico em quase todos os combates, levando ao rubro o polidesportivo de Bucareste.
Resultados Individuais:
- Sérgio Pestana (15 anos/ -75 kgs) revalida o título mundial pela 2ª vez consecutiva, vencendo a final por TKO aos 40s do 1º assalto.
Classificação Final: Medalha Ouro em Full-Contact, Prata em Semi-Contact e Bronze em K 1.
- Tiago Nunes (Sénior/ -75 kgs) conquista o título de vice-campeão do mundo, numa categoria complicadissima de 25 atletas, entre os quais os guerreiros japoneses.
Classificação Final: Medalha Prata em K 1 e Bronze em Semi-Contact e Full Contact.
- Cátia Ribeiro (Sénior/ -60 kgs) conquista numa estreia fulgurosa o título de Campeã do Mundo em duas disciplinas, vencendo todos os combates por nocaute.
Classificação Final: Medalha Ouro em K 1 e Full Contact.
- Vera Pereira (Sénior/ -65 kgs) protagonizou o melhor combate do Campeonato frente a uma atleta romena, que sucumbiu aos punhos da implacável guerreira do Arena de Faro.
Classificação Final: Medalha Ouro em Full Contact e Prata em Semi-Contact.
- Sandra Silva (Sénior/ -50 kgs) a já conhecida "Fera Algarvia" faz jus ao cognome e revalida o título mundial pela 2ª vez consecutiva.
Classificação Final: Medalha Ouro em K1 e Bronze em Semi-Contact e Full Contact.
Treinador e responsável pela equipa portuguesa: Walter Pestana.
A equipa portuguesa ficou hospedada no Rin Grand Hotel (considerado o maior Hotel da Europa) e gozou das fantásticas facilidades oferecidas pelo hotel e pela Organização do evento: a Federação Romena de Kempo. Nos três primeiros dias a equipa portuguesa usufruiu dos serviços de ginásio, piscina, jacuzzi, sauna, refeições equilibradas, que com certeza muito contribuiram para a excelente prestação. Os restantes dias de competição foram autênticas batalhas campais, nas quais os KAMIKAZES portugueses revezavam-se quase em simultâneo entre os três ringues durante o dia inteiro...
Os videos do evento estarão em breve disponiveis no site www.arenafaro.com e através do youtube.
Em 2010, será o Japão a acolher esta grande organização e a equipa lusa pretende apresentar-se com a maior e melhor equipa de sempre.
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ALGARVE, O QUE QUEREMOS DE TI?
Dois factos recentes colocaram em evidência, pelo menos, dois problemas que condicionam o desenvolvimento da nossa região e que nos limitam os horizontes:
Primeiro, no plano económico, A Crise Económica: colocou em relevo a extrema dependência da região da indústria do turismo, além dos riscos próprios de um regime de monocultura, não é um sector que alavanque o desenvolvimento económico de uma região para além daquele que já fez. Porque não atrai quadros qualificados, porque não exige uma mão-de-obra qualificada, porque não dinamiza o desenvolvimento tecnológico e a inovação; porque não é um sector de ponta; porque não tem no seu modelo especificidades que se traduzam em vantagens competitivas e inovadoras dentro da própria indústria.
Esta situação, tem fundamentalmente um impacto negativo no emprego, na empregabilidade dos jovens licenciados, na precariedade dos empregos e num nível salarial baixo, inevitável na composição de um preço de um produto que concorre em várias zonas do globo, com economias subdesenvolvidas em que o preço do factor trabalho é despiciendo.
Segundo, no plano político, O Algarve não está representado no Governo: Sem qualquer orgulho regionalista ferido ( mal de que não sofro), não é surpreendente que não seja reconhecido ao Algarve um peso político que justifique a sua representação governamental.Isto resulta, desde logo, do reduzido peso demográfico do Algarve (apesar da contribuição para a formação do PIB ser considerável, não são os euros que votam são as pessoas).Depois, apesar do nosso inegável cosmopolitismo, falta-nos a tal “massa crítica”, seja lá o que isso for, mas parece que a sua falta pode eventualmente resultar da nossa base económica. A monocultura turística, é incapaz de fomentar o desenvolvimento universitário, a I&D e a criação de centros de conhecimento dignos desse nome. Sem nos esquecermos da produção de fenómenos culturais e artísticos nos quais também não somos propriamente um deslumbramento.
Desta análise simplex, tirava estas singelas conclusões:
A diversificação da base económica da região é necessária para:
1. A afastar os perigos da monocultura;
2. Criar mais emprego para quadros qualificados em outras áreas do conhecimento (exploração de recursos marítimos, pesca, construção e reparação naval, energias alternativas) para alavancar a o desenvolvimento tecnológico e a I&D;
3. Para atrair mais população e permitir o crescimento demográfico, aumentando o peso e a representatividade política da região, mas também importante para justificar mais investimento público.
4. Para qualificar e enriquecer uma região que tem de ser mais que um destino turístico.
Diversificação da base económica e crescimento demográfico, se quisermos ter um Algarve mais próspero.
Forum Farense
Primeiro, no plano económico, A Crise Económica: colocou em relevo a extrema dependência da região da indústria do turismo, além dos riscos próprios de um regime de monocultura, não é um sector que alavanque o desenvolvimento económico de uma região para além daquele que já fez. Porque não atrai quadros qualificados, porque não exige uma mão-de-obra qualificada, porque não dinamiza o desenvolvimento tecnológico e a inovação; porque não é um sector de ponta; porque não tem no seu modelo especificidades que se traduzam em vantagens competitivas e inovadoras dentro da própria indústria.
Esta situação, tem fundamentalmente um impacto negativo no emprego, na empregabilidade dos jovens licenciados, na precariedade dos empregos e num nível salarial baixo, inevitável na composição de um preço de um produto que concorre em várias zonas do globo, com economias subdesenvolvidas em que o preço do factor trabalho é despiciendo.
Segundo, no plano político, O Algarve não está representado no Governo: Sem qualquer orgulho regionalista ferido ( mal de que não sofro), não é surpreendente que não seja reconhecido ao Algarve um peso político que justifique a sua representação governamental.Isto resulta, desde logo, do reduzido peso demográfico do Algarve (apesar da contribuição para a formação do PIB ser considerável, não são os euros que votam são as pessoas).Depois, apesar do nosso inegável cosmopolitismo, falta-nos a tal “massa crítica”, seja lá o que isso for, mas parece que a sua falta pode eventualmente resultar da nossa base económica. A monocultura turística, é incapaz de fomentar o desenvolvimento universitário, a I&D e a criação de centros de conhecimento dignos desse nome. Sem nos esquecermos da produção de fenómenos culturais e artísticos nos quais também não somos propriamente um deslumbramento.
Desta análise simplex, tirava estas singelas conclusões:
A diversificação da base económica da região é necessária para:
1. A afastar os perigos da monocultura;
2. Criar mais emprego para quadros qualificados em outras áreas do conhecimento (exploração de recursos marítimos, pesca, construção e reparação naval, energias alternativas) para alavancar a o desenvolvimento tecnológico e a I&D;
3. Para atrair mais população e permitir o crescimento demográfico, aumentando o peso e a representatividade política da região, mas também importante para justificar mais investimento público.
4. Para qualificar e enriquecer uma região que tem de ser mais que um destino turístico.
Diversificação da base económica e crescimento demográfico, se quisermos ter um Algarve mais próspero.
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A Aldeia das Açoteias
Da Aldeia das Acoteias de Victor Palla
resta isto.











Conheci este aldeamento no fim dos 60's. Talvez o primeiro do Algarve. Competia..em obra turística com o motel da vilamoura, com a torralta, com as Pedras d'elrei. Foi quando arrancámos com a aldeia do mar, out/71. E o loteamento do htl Penina no golfe já em acção.
Foram de facto os primeiros conjuntos que arrancaram o turismo. Claro, não falando do "velho" golfe da Vilamoura, os seus loteamentos, da marina daí a ser escavada então, bom, e os hoteis 5 estrelas de então, mais o Vasco da Gama em Monte Gordo.
Hoje já nem conheço a maioria hoteleira do Algarve..muito se tem feito, mais haverá a fazer.
Neste caso a Aldeia das Açoteias era o resort mais procurado nessa zona. Moderna, verde, aberta, um mimo. Do "problema" na gestão de camas após a Africa portuguesa teve dificuldades em lhe retribuir depois o seu prestígio nas 3 estrela que tinha, então.
De certeza que alguma entidade privada a renovará. Em Espanha todas as "irmãs" continuam ao serviço do turismo...mas isso é noutro País...
Depende apenas do esforço que o poder queira dispender... sem favores... como é hábito português.
Quando chegam ao poder, tais personagens, passam de pagens a reis ambiciosos, na maioria, profissionalmente incapazes..
Não falem mais em políticos... chamem-lhes gestores dos interesses nacionais.
Para não partir..para não "governar"... mas para contribuirem no seu esforço e valor, na continuação da modernidade, bem atrazada está..
Pensemos na nossa Região e não...partamos mais nada.
Eu sou avô afirmado e quero ver os meus netos gostarem e sentirem-se bem no Algarve, apenas, e já não é pouco...
cumprmts
Marceano
resta isto.
Conheci este aldeamento no fim dos 60's. Talvez o primeiro do Algarve. Competia..em obra turística com o motel da vilamoura, com a torralta, com as Pedras d'elrei. Foi quando arrancámos com a aldeia do mar, out/71. E o loteamento do htl Penina no golfe já em acção.
Foram de facto os primeiros conjuntos que arrancaram o turismo. Claro, não falando do "velho" golfe da Vilamoura, os seus loteamentos, da marina daí a ser escavada então, bom, e os hoteis 5 estrelas de então, mais o Vasco da Gama em Monte Gordo.
Hoje já nem conheço a maioria hoteleira do Algarve..muito se tem feito, mais haverá a fazer.
Neste caso a Aldeia das Açoteias era o resort mais procurado nessa zona. Moderna, verde, aberta, um mimo. Do "problema" na gestão de camas após a Africa portuguesa teve dificuldades em lhe retribuir depois o seu prestígio nas 3 estrela que tinha, então.
De certeza que alguma entidade privada a renovará. Em Espanha todas as "irmãs" continuam ao serviço do turismo...mas isso é noutro País...
Depende apenas do esforço que o poder queira dispender... sem favores... como é hábito português.
Quando chegam ao poder, tais personagens, passam de pagens a reis ambiciosos, na maioria, profissionalmente incapazes..
Não falem mais em políticos... chamem-lhes gestores dos interesses nacionais.
Para não partir..para não "governar"... mas para contribuirem no seu esforço e valor, na continuação da modernidade, bem atrazada está..
Pensemos na nossa Região e não...partamos mais nada.
Eu sou avô afirmado e quero ver os meus netos gostarem e sentirem-se bem no Algarve, apenas, e já não é pouco...
cumprmts
Marceano
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Domingo, Novembro 01, 2009
OBRIGADO JESUS!
Um pequeno preâmbulo. Não é normal eu envolver-me nestas questiúnculas futebolisticas que valem o que valem, ou seja nada, mas desta vez, numa grande excepção que não espero voltar a repetir tão cedo, não consegui resistir. Sei também que não tem nada a ver com a Cidade de Faro, mas de vez em quando é bom divagar. Pode ser que inspire o Farense.
Obrigado Jesus por teres feito sair do armário o meu anti benfiquismo empedernido. Já não me lembrava da sua existência.
Toda a tua soberba e a mania que és o melhor do mundo fez este milagre. Mais uma vez obrigado.
Já não festejava um golo desta maneira, o segundo do Braga, desde o célebre golo do Miguel Garcia em Alkmaar.
A táctica dos 4 em linha e o mascar pastilha de boca aberta não se mostraram suficientes. A táctica quebrou-se ao meio e passou a dois em V, como aliás, com toda a Paciência do mundo, o Domingos mostrou de forma correcta. Cá se fazem cá se pagam.
O Jesus até vestiu a pele de cordeiro e foi cumprimentar o treinador adversário. Deve ter engolido um sapo maior do que aquele que o Álvaro Cunhal engoliu nas presidenciais.
Agora o Jesus até se desculpa com a arbitragem. Não percebo porquê. Anteriormente, a segurança, a soberba e as goleadas eram tantas que nem sequer precisavam de se lembrar dos árbitros. Podiam errar à vontade que ganhavam à mesma.
Agora de repente desculpa-se com o sr. do apito. Porquê? Não percebo. Até o comentador da Sporttv não se coibiu de mostrar a sua “isenção”. Não conseguiu ver que a falta existiu, o puxão do Cardozo, que o Luisão ainda empurrou o mesmo jogador do Braga antes de cabecear, e que o golo não foi anulado porque o árbitro apitou muito antes da bola entrar na baliza!??! E chama-se a isto um golo anulado!
Também não se lembra da agressão gratuita com o cotovelo que o Saviola deu no Paulo Sérgio quando a bola estava bem longe. O Paulo sérgio ficou estendido no relvado e o Benfica continuou a jogada. Aliás jogada de muito perigo. O Eduardo defendeu uma primeira bola que tinha o selo de golo e na sequência desse lance ainda um defesa do Braga tirou a bola em cima da linha. A bola não saiu e o Benfica estava pronto para continuar a jogada ainda com o Paulo Sérgio no chão. Depois finalmente o árbitro mandou parar o jogo. O Jesus mostrou então que esteva contrariado com essa decisão. Fair Play fantástico sem dúvida. Disso não fala.
Desta vez os saltos para a piscina do mesmo Saviola também não surtiram efeito.
Obrigado Jesus, pela noite de Sábado bem passada. Mesmo que venha aí o bailinho da Madeira, já foi um bom fim de semana.
Vou agora enfiar o capacete, pois já sei que o que aí vem: bordoada da grossa numa reacção em cadeia dos estimados benfiquistas ofendidos por este crime de lesa pátria. Fico à espera serenamente.
Nelson Silveira
Obrigado Jesus por teres feito sair do armário o meu anti benfiquismo empedernido. Já não me lembrava da sua existência.
Toda a tua soberba e a mania que és o melhor do mundo fez este milagre. Mais uma vez obrigado.
Já não festejava um golo desta maneira, o segundo do Braga, desde o célebre golo do Miguel Garcia em Alkmaar.
A táctica dos 4 em linha e o mascar pastilha de boca aberta não se mostraram suficientes. A táctica quebrou-se ao meio e passou a dois em V, como aliás, com toda a Paciência do mundo, o Domingos mostrou de forma correcta. Cá se fazem cá se pagam.
O Jesus até vestiu a pele de cordeiro e foi cumprimentar o treinador adversário. Deve ter engolido um sapo maior do que aquele que o Álvaro Cunhal engoliu nas presidenciais.
Agora o Jesus até se desculpa com a arbitragem. Não percebo porquê. Anteriormente, a segurança, a soberba e as goleadas eram tantas que nem sequer precisavam de se lembrar dos árbitros. Podiam errar à vontade que ganhavam à mesma.
Agora de repente desculpa-se com o sr. do apito. Porquê? Não percebo. Até o comentador da Sporttv não se coibiu de mostrar a sua “isenção”. Não conseguiu ver que a falta existiu, o puxão do Cardozo, que o Luisão ainda empurrou o mesmo jogador do Braga antes de cabecear, e que o golo não foi anulado porque o árbitro apitou muito antes da bola entrar na baliza!??! E chama-se a isto um golo anulado!
Também não se lembra da agressão gratuita com o cotovelo que o Saviola deu no Paulo Sérgio quando a bola estava bem longe. O Paulo sérgio ficou estendido no relvado e o Benfica continuou a jogada. Aliás jogada de muito perigo. O Eduardo defendeu uma primeira bola que tinha o selo de golo e na sequência desse lance ainda um defesa do Braga tirou a bola em cima da linha. A bola não saiu e o Benfica estava pronto para continuar a jogada ainda com o Paulo Sérgio no chão. Depois finalmente o árbitro mandou parar o jogo. O Jesus mostrou então que esteva contrariado com essa decisão. Fair Play fantástico sem dúvida. Disso não fala.
Desta vez os saltos para a piscina do mesmo Saviola também não surtiram efeito.
Obrigado Jesus, pela noite de Sábado bem passada. Mesmo que venha aí o bailinho da Madeira, já foi um bom fim de semana.
Vou agora enfiar o capacete, pois já sei que o que aí vem: bordoada da grossa numa reacção em cadeia dos estimados benfiquistas ofendidos por este crime de lesa pátria. Fico à espera serenamente.
Nelson Silveira
AS PALMEIRAS DE FARO TAMBÉM MORREM!




Palmeiras doentes no Jardim Manuel Bívar e na
Alameda João de Deus.
Fotografias cediadas gentilmente por Algarve News .
e para se informar mais da situação ir aqui.
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Câmara do Porto denuncia: Chefe de Divisão da Câmara detido por corrupção

Um chefe de Divisão da Cãmara do Porto foi detido anteontem por corrupção, quanto tentava obrigar uma empresa a pagar centenas de milhares de euros para garantir um concurso em que era júri. A Câmara denunciou e a PJ prendeu-o.
Sérgio Brandão, engenheiro e chefe da Divisão Municipal de Intervenção na Via Pública, é suspeito do crime de corrupção passiva para acto ilícito e foi ontem sujeito a interrogatório judicial por um juiz de instrução criminal. Saiu em liberdade, mas fica sujeito a termo de identidade de residência e apresentação periódicas às autoridades. Foi também suspenso das funções que desempenhava na autarquia.
O caso foi denunciado pela Câmara, logo a seguir às eleições autárquicas, que ocorreram a 11 de Outubro. Foi o próprio presidente, Rui Rio, quem contactou o director nacional da Polícia Judiciária, Almeida Rodrigues, dando-lhe conta das suas fortes suspeitas sobre o funcionário e do seu desejo de que as mesmas fossem investigadas. "Estou muito atento a estas situações. Não garanto que vá detectá-las todas, mas à mínima suspeita actuarei", disse ontem o autarca ao JN.
mais aqui
Sérgio Brandão, engenheiro e chefe da Divisão Municipal de Intervenção na Via Pública, é suspeito do crime de corrupção passiva para acto ilícito e foi ontem sujeito a interrogatório judicial por um juiz de instrução criminal. Saiu em liberdade, mas fica sujeito a termo de identidade de residência e apresentação periódicas às autoridades. Foi também suspenso das funções que desempenhava na autarquia.
O caso foi denunciado pela Câmara, logo a seguir às eleições autárquicas, que ocorreram a 11 de Outubro. Foi o próprio presidente, Rui Rio, quem contactou o director nacional da Polícia Judiciária, Almeida Rodrigues, dando-lhe conta das suas fortes suspeitas sobre o funcionário e do seu desejo de que as mesmas fossem investigadas. "Estou muito atento a estas situações. Não garanto que vá detectá-las todas, mas à mínima suspeita actuarei", disse ontem o autarca ao JN.
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Sábado, Outubro 31, 2009
UM PAÍS DESCONCERTANTE!

Com a chegada do Outono e o fecho dos balanços do 3º trimestre da actividade económica e da época turística, que este ano coincidiram com a formação de um novo Governo, vão caindo no nosso conhecimento os números e as previsões para os próximos tempos.
Ao bom estilo da propaganda política de que o céu é já ali, o Governo aproveitou as décimas de aumento do consumo de Verão sobre os valores de crescimento negativo da economia, para lançar a palavra de ordem da retoma lenta, linguagem que não é acompanhada pelo governador do Banco de Portugal, que prefere chamar a atenção para o combate ao deficit, como condição a prazo para o relançamento da economia.
Os Bancos e o INE fecham as suas contas e a sucessão de factores macroeconómicos que nos são friamente apresentados, contrastam entre os valores fabulosos dos lucros dos primeiros, com os dados estatísticos das falências de empresas, o sufoco de uma boa parte delas e o consequente aumento do desemprego.
A economia clama por liquidez, em particular o sector mais flagelado das pequenas e médias empresas e os Bancos, que são co-responsáveis com os políticos pelo crash económico e financeiro do país, não participam no esforço financeiro e ainda se aproveitam do mercado para alimentarem a gula dos seus investidores.
Neste quadro de grandes dificuldades do país, em especial do seu mercado de trabalho e dos mais desfavorecidos, ainda se ouvem as poderosas e influentes Confederações patronais, a coberto das dificuldades de alguns empresários, rejeitarem a enormidade de 25 euros de aumento do miserável salário mínimo. O Governo, que sabe para que lado quer pender, refugia-se no silêncio cúmplice sobre um compromisso celebrado sob a sua égide.
Os triliões encaixotados nas off-shores, dinheiros roubados às economias reais dos países continuam intocáveis, quando se fossem injectados gerariam o emprego e a riqueza indispensáveis. Sobre esta situação, não saímos das declarações formais de uma resignação hipócrita, em que os responsáveis políticos de cada país se escondem atrás da estratégia europeia para a sua manutenção.
O Tratado de Lisboa, uma pseudo glória do umbigo de Sócrates, ainda vai concentrar mais poderes nos burocratas europeus e a hegemonia das decisões no eixo franco-alemão.
Os portugueses, são cada vez mais enterrados nos ditames macrocéfalos vindos de um poder distante e desconhecido, que nos coloca restrições e deveres sem que a qualidade de vida, traduzida em Justiça, segurança, salários, assistência médica e medicamentosa e reformas, atinjam os níveis dos nossos parceiros. Dizem que somos desqualificados, pouco inovadores e pouco produtivos, para justificarem os baixos salários mas não deixam de fugir ao fim das isenções fiscais concedidas.
Dos milhares de milhões injectados pela Europa, restam-nos as estradas, algumas escolas e equipamentos sociais mas, a nossa economia continua super dependente do investimento estrangeiro, porque os nossos empresários e algumas instituições bafejadas pelos fundos e em cumplicidade com os poderes políticos, não criaram as condições que se exigiam para o lançamento das bases de formação e inovação para a sustentação de sectores estratégicos vitais para a afirmação do país.
E esta crise não despertou o que de há de melhor no país, nada mudou nos comportamentos e preferimos adoptar as directivas europeias de incremento de políticas sociais circunstanciais, esperando que as economias mais fortes rompam a conjuntura negativa e relancem as outras que vivem na sua dependência, condição em que nos encontramos.
Continuamos um país adiado, onde os nossos responsáveis desfrutam da abundância de argumentos para prosseguirem as suas políticas de penalização do trabalho, em favor da apropriação da riqueza por uns quantos.
As políticas sociais europeias e as teorias de esbatimento das assimetrias, a existirem, ao fim de tantos anos ainda não chegaram a Portugal!
Luis Alexandre
Sexta-feira, Outubro 30, 2009
A Praga das palmeiras no Algarve
A destruição das palmeiras no Algarve pelo escaravelho da palmeira é um problema grave ao qual urge tomar medidas quanto antes.
Tradicionalmente, a palmeira utilizada como árvore ornamental no Algarve é a espécie "Phoenix canariensis", espécie robusta originária das Canárias e que se adapta particularmente bem a climas atlânticos.
Parece que a praga surgiu a partir do grande boom de importação de palmeiras vindas de Espanha, da espécie "Phoenix dactylifera" (originária do Norte de África), que se verificou nos últimos anos com a moda de implantar palmeiras por tudo o que é sítio.
Em Faro existem muitas dezenas de palmeiras da espécie originária das Canárias doentes(a mais afectada), sendo a doença muitíssimo contagiosa.
Que medidas estão a ser tomadas em Faro?
Fernando Silva Grade
Já tinha alertado aqui para esta situação, e o primeiro sinal na cidade de Faro foi a palmeira mais que centenária que existia junto ao Atrium Faro, e que agora está a ser cortada.Não me parece que tenha a ver com as importações como aqui se faz crer, embora em certa medida isso possa ter ocorrido..
Sendo um insecto voador que existe em espanha e no Norte de África, o que o impede de chegar ao Algarve?Os ventos e condições climatéricas favoraveis levaram à sua presença na nossa região. Já foi assim com os citrinos e algumas pragas horticolas, pelo que a experiência nesses casos deveria ter alertado as autoridades regionais para uma prevenção eficaz.
Estranho que para o director Regional de Agricultura(entrevista ao CM) a solução caiba aos particulares, e passa por cortar as árvores afectadas.Creio que que isto diz tudo da competencia dos nossos serviços regionais.Nesta entrevista o Eng.º Entrudo, um pouco comprometido, diz que se está a ponderar uma "acção conjunta" entre várias entidades.... a ponderar...E o escaravelho entretanto pondera se ataca aqui ou ali, e vai-se deixando andar até que não restem mais palmeiras centenarias.
Claro que os ambientalistas fundamentalistas que tanto as desprezam, alegando que não são autóctones, esfregam as mãos de contentes.Parecem ignorar que as primeiras espécies de palmeiras tiveram origem nos povos árabes, que aqui permaneceram durante anos, e que só mais recentemente viram a sua disseminação na região, como árvore de jardim, ser implementada também com outras variedades.
De resto como as pessoas....È quanto a mim uma árvore regional, como a oliveira, alfarrobeira, ou amendoeira, pois teve a mesma origem e o seu fruto também era apreciado por aqueles que as trouxeram para o Algarve.
Tem condições para evoluir e crescer na nossa região pelo seu clima temperado, sendo já um simbolo do clima quente do Algarve e também pela escassa necessidade de água.Lamento que não ajam com maior celeridade, pois existem tratamentos disponiveis.
Pelo menos que a CMF esteja atenta, pois certamente teremos mais de 500 árvores nesta cidade. Alameda, jardim Manuel Bivar, Doca, av. Calouste Gulbenkian, Av. 5 outubro, Cais comercial, escolas, etc...
Ferreira
Tradicionalmente, a palmeira utilizada como árvore ornamental no Algarve é a espécie "Phoenix canariensis", espécie robusta originária das Canárias e que se adapta particularmente bem a climas atlânticos.
Parece que a praga surgiu a partir do grande boom de importação de palmeiras vindas de Espanha, da espécie "Phoenix dactylifera" (originária do Norte de África), que se verificou nos últimos anos com a moda de implantar palmeiras por tudo o que é sítio.
Em Faro existem muitas dezenas de palmeiras da espécie originária das Canárias doentes(a mais afectada), sendo a doença muitíssimo contagiosa.
Que medidas estão a ser tomadas em Faro?
Fernando Silva Grade
Já tinha alertado aqui para esta situação, e o primeiro sinal na cidade de Faro foi a palmeira mais que centenária que existia junto ao Atrium Faro, e que agora está a ser cortada.Não me parece que tenha a ver com as importações como aqui se faz crer, embora em certa medida isso possa ter ocorrido..
Sendo um insecto voador que existe em espanha e no Norte de África, o que o impede de chegar ao Algarve?Os ventos e condições climatéricas favoraveis levaram à sua presença na nossa região. Já foi assim com os citrinos e algumas pragas horticolas, pelo que a experiência nesses casos deveria ter alertado as autoridades regionais para uma prevenção eficaz.
Estranho que para o director Regional de Agricultura(entrevista ao CM) a solução caiba aos particulares, e passa por cortar as árvores afectadas.Creio que que isto diz tudo da competencia dos nossos serviços regionais.Nesta entrevista o Eng.º Entrudo, um pouco comprometido, diz que se está a ponderar uma "acção conjunta" entre várias entidades.... a ponderar...E o escaravelho entretanto pondera se ataca aqui ou ali, e vai-se deixando andar até que não restem mais palmeiras centenarias.
Claro que os ambientalistas fundamentalistas que tanto as desprezam, alegando que não são autóctones, esfregam as mãos de contentes.Parecem ignorar que as primeiras espécies de palmeiras tiveram origem nos povos árabes, que aqui permaneceram durante anos, e que só mais recentemente viram a sua disseminação na região, como árvore de jardim, ser implementada também com outras variedades.
De resto como as pessoas....È quanto a mim uma árvore regional, como a oliveira, alfarrobeira, ou amendoeira, pois teve a mesma origem e o seu fruto também era apreciado por aqueles que as trouxeram para o Algarve.
Tem condições para evoluir e crescer na nossa região pelo seu clima temperado, sendo já um simbolo do clima quente do Algarve e também pela escassa necessidade de água.Lamento que não ajam com maior celeridade, pois existem tratamentos disponiveis.
Pelo menos que a CMF esteja atenta, pois certamente teremos mais de 500 árvores nesta cidade. Alameda, jardim Manuel Bivar, Doca, av. Calouste Gulbenkian, Av. 5 outubro, Cais comercial, escolas, etc...
Ferreira
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O FIM DA IDIOTICE, TAL COMO A CONHECEMOS
Três semanas depois da publicação neste Blog do Post denunciando a idiotice da colocação do magnífico placar publicitário na Avenida Calouste Gulbenkian, finalmente se está a proceder ao reposicionamento do mesmo.
Como não cheguei a perceber quem foi o responsável pela sua colocação, gostaria agora que os comentadores de serviço me elucidassem sobre que terá sido o responsável pelo referido reposicionamento.
Apresento algumas alternativas por ordem alfabética para não ferir susceptibilidades:
1-ADF – O poder deste Blog move montanhas, ou placares publicitários.
2-Macário Correia – O homem já está a fazer mudanças na cidade.
3-Mike – Reconhecido especialista em transito intestinal.
4-Publirádio – Os promotores abriram os olhos.
5-Teresa Correia – A responsável pela ocupação da via pública (ver site CMF).
Paulo Charneca
Como não cheguei a perceber quem foi o responsável pela sua colocação, gostaria agora que os comentadores de serviço me elucidassem sobre que terá sido o responsável pelo referido reposicionamento.
Apresento algumas alternativas por ordem alfabética para não ferir susceptibilidades:
1-ADF – O poder deste Blog move montanhas, ou placares publicitários.
2-Macário Correia – O homem já está a fazer mudanças na cidade.
3-Mike – Reconhecido especialista em transito intestinal.
4-Publirádio – Os promotores abriram os olhos.
5-Teresa Correia – A responsável pela ocupação da via pública (ver site CMF).
Paulo Charneca
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Quinta-feira, Outubro 29, 2009
A Dinamização da Baixa da Cidade

Café Aliança
É um dos grandes dilemas, e um dos grandes problemas, que se coloca ao novo executivo camarário.
Se o problema não for encarado de imediato, se não forem tomadas medidas concretas e urgentes, corremos o risco do centro da nossa cidade deixar de ser o centro da sua vida, para se transformar, apenas, e tão somente, no seu centro geográfico.
Todos dizemos, e reconhecemos, que a baixa da nossa cidade está, lentamente, a morrer…
Que devemos, então, fazer?
A primeira pergunta que se coloca, é se a nossa cidade dispõe da capacidade e dos recursos, designadamente humanos, e económicos, para conter, no seu seio, diversas zonas de desenvolvimento, distantes e independentes umas das outras.
A resposta, em minha opinião, não pode deixar de ser afirmativa.
Queremos uma cidade ampla, moderna, com diversos espaços autónomos, cada um deles com vida própria, que formem um todo, no seu conjunto, onde seja muito agradável viver-se.
Queremos o desenvolvimento sustentado e feliz da entrada principal da cidade, que se desenvolve desde as Pontes de Marchil, queremos uma zona universitária dotadas das suas características próprias, que nos atraiam e atraiam, cada vez mais, os estudantes e forasteiros, queremos zonas residenciais contendo todas as infra-estruturas necessárias à construção e ao desenvolvimento de uma vida familiar feliz, queremos uma cidade com o seu centro histórico recuperado, a respirar de bom gosto, queremos uma cidade com um centro económico atraente, onde abundem as esplanadas, os espaços verdes e onde seja patente o pulsar feliz de uma população, que se quer debruçar sobre a sua ria, ao mesmo tempo que vive paredes meias com a campina e o barrocal.
Essa cidade é possível e não requer necessariamente grandes gastos, nem grandes empreendimentos.
Necessita, principalmente, do amor dos seus cidadãos, da devoção e entrega dos que nela residem e nela querem ser felizes.
Por hoje, deixo-vos apenas duas (das muitas possíveis) sugestões para a nossa cidade, para a sua baixa comercial, que terá que ombrear, em bom gosto, em visitantes e em desenvolvimento, com as demais partes do nosso burgo:
O Café Aliança, já tantas vezes falado, e trazido à conversa.
O espaço antes ocupado pelo Cinema Santo António.
A nossa cidade necessita do Café Aliança, com a sua porta giratória, com os seus retratos da cidade antiga, com as suas mesas de mármore, onde nasceu, e tomou forma, muita da nossa cultura.
Por onde pssaram muitos dos seus pensadores.
Julgo que será possível, sem sacrificar os proprietários do espaço, encontrar uma solução que reabra um dos “ex libris” da nossa cidade.
Penso que a autarquia terá um papel decisivo nessa solução.
Não acredito que não seja possível, com o sacrifício de todos, e sem o sacrifício exclusivo de ninguém, encontrar-se uma solução para o Café Aliança, para que ele seja devolvido à nossa cidade.
Não aceito que haja valores que se levantem mais alto do que o imenso manancial de cultura, que emana do Café Aliança, e de que ele, mesmo fechado, dá plenamente fé.
O segundo ponto, a que me refiro hoje, é ao Cinema Santo António, que agora, com menos graça, se denomina Atrium.
É um espaço fantástico, pela sua dimensão, no centro da nossa cidade.
Não “pode” transformar-se num mega “Chinashop”.
É um espaço privilegiado, para se fazer um milhão de coisas boas, designadamente de eventos culturais, no coração do nosso burgo.
Será um auditório, será um espaço para cinema de qualidade, de oficina de artes, de salas para conferências, enfim, um espaço multifacetado e multidisciplinar, como nunca teremos outro, se o conseguirmos reconquistar e se obtivermos a seu correcto e harmonioso redimensionamento.
Uma vez mais entendo que a autarquia terá um papel muito importante a desempenhar na solução deste assunto.
Estou certo que a sua interferência e garantia, em nome de todo nós, poderá possibilitar um verdadeiro e feliz sucesso.
Se conseguirmos reconquistar para a nossa cidade, o Café Aliança e o espaço do antigo Cinema Santo António, estaremos todos de parabéns, e a nossa autarquia estará à altura do que todos esperamos dela.
E, deste modo, crescerá, de forma salutar, o nosso orgulho pela nossa cidade, que é linda e que espera apenas que nós, os seus habitantes a amemos como ela merece ser amada.
Jorge Leitão
É um dos grandes dilemas, e um dos grandes problemas, que se coloca ao novo executivo camarário.
Se o problema não for encarado de imediato, se não forem tomadas medidas concretas e urgentes, corremos o risco do centro da nossa cidade deixar de ser o centro da sua vida, para se transformar, apenas, e tão somente, no seu centro geográfico.
Todos dizemos, e reconhecemos, que a baixa da nossa cidade está, lentamente, a morrer…
Que devemos, então, fazer?
A primeira pergunta que se coloca, é se a nossa cidade dispõe da capacidade e dos recursos, designadamente humanos, e económicos, para conter, no seu seio, diversas zonas de desenvolvimento, distantes e independentes umas das outras.
A resposta, em minha opinião, não pode deixar de ser afirmativa.
Queremos uma cidade ampla, moderna, com diversos espaços autónomos, cada um deles com vida própria, que formem um todo, no seu conjunto, onde seja muito agradável viver-se.
Queremos o desenvolvimento sustentado e feliz da entrada principal da cidade, que se desenvolve desde as Pontes de Marchil, queremos uma zona universitária dotadas das suas características próprias, que nos atraiam e atraiam, cada vez mais, os estudantes e forasteiros, queremos zonas residenciais contendo todas as infra-estruturas necessárias à construção e ao desenvolvimento de uma vida familiar feliz, queremos uma cidade com o seu centro histórico recuperado, a respirar de bom gosto, queremos uma cidade com um centro económico atraente, onde abundem as esplanadas, os espaços verdes e onde seja patente o pulsar feliz de uma população, que se quer debruçar sobre a sua ria, ao mesmo tempo que vive paredes meias com a campina e o barrocal.
Essa cidade é possível e não requer necessariamente grandes gastos, nem grandes empreendimentos.
Necessita, principalmente, do amor dos seus cidadãos, da devoção e entrega dos que nela residem e nela querem ser felizes.
Por hoje, deixo-vos apenas duas (das muitas possíveis) sugestões para a nossa cidade, para a sua baixa comercial, que terá que ombrear, em bom gosto, em visitantes e em desenvolvimento, com as demais partes do nosso burgo:
O Café Aliança, já tantas vezes falado, e trazido à conversa.
O espaço antes ocupado pelo Cinema Santo António.
A nossa cidade necessita do Café Aliança, com a sua porta giratória, com os seus retratos da cidade antiga, com as suas mesas de mármore, onde nasceu, e tomou forma, muita da nossa cultura.
Por onde pssaram muitos dos seus pensadores.
Julgo que será possível, sem sacrificar os proprietários do espaço, encontrar uma solução que reabra um dos “ex libris” da nossa cidade.
Penso que a autarquia terá um papel decisivo nessa solução.
Não acredito que não seja possível, com o sacrifício de todos, e sem o sacrifício exclusivo de ninguém, encontrar-se uma solução para o Café Aliança, para que ele seja devolvido à nossa cidade.
Não aceito que haja valores que se levantem mais alto do que o imenso manancial de cultura, que emana do Café Aliança, e de que ele, mesmo fechado, dá plenamente fé.
O segundo ponto, a que me refiro hoje, é ao Cinema Santo António, que agora, com menos graça, se denomina Atrium.
É um espaço fantástico, pela sua dimensão, no centro da nossa cidade.
Não “pode” transformar-se num mega “Chinashop”.
É um espaço privilegiado, para se fazer um milhão de coisas boas, designadamente de eventos culturais, no coração do nosso burgo.
Será um auditório, será um espaço para cinema de qualidade, de oficina de artes, de salas para conferências, enfim, um espaço multifacetado e multidisciplinar, como nunca teremos outro, se o conseguirmos reconquistar e se obtivermos a seu correcto e harmonioso redimensionamento.
Uma vez mais entendo que a autarquia terá um papel muito importante a desempenhar na solução deste assunto.
Estou certo que a sua interferência e garantia, em nome de todo nós, poderá possibilitar um verdadeiro e feliz sucesso.
Se conseguirmos reconquistar para a nossa cidade, o Café Aliança e o espaço do antigo Cinema Santo António, estaremos todos de parabéns, e a nossa autarquia estará à altura do que todos esperamos dela.
E, deste modo, crescerá, de forma salutar, o nosso orgulho pela nossa cidade, que é linda e que espera apenas que nós, os seus habitantes a amemos como ela merece ser amada.
Jorge Leitão
Quarta-feira, Outubro 28, 2009
Cumplicidades!

O juiz espanhol Baltazar Garzón mandou esta semana deter oito responsáveis municipais, empresários e construtores de três municípios da região da Catalunha, por suspeita de envolvimento numa rede de corrupção urbanística de grandes dimensões.
Entre os detidos encontram-se o presidente da câmara de Santa Coloma de Gramenet, Bartomeu Muñoz Calvet, e o seu vereador do Urbanismo, Manuel Dobarco Touriño. Foi ainda detido o ex-deputado regional socialista Luis García Sáez, considerado como o presumível cabecilha da trama.
Segundo a polícia, Sáez convencia empresários da construção civil a comprar terrenos nas localidades de Santa Coloma, Sant Andreu de Llavaneres e Badalona, prometendo que valorizariam em breve. Depois, com a cumplicidade dos responsáveis municipais, os terrenos eram requalificados e posteriormente eram vendidos por um preço bastante superior ao inicial, recebendo Sáez e os outros implicados na trama avultadas comissões.
in Correio da Manhã
Entre os detidos encontram-se o presidente da câmara de Santa Coloma de Gramenet, Bartomeu Muñoz Calvet, e o seu vereador do Urbanismo, Manuel Dobarco Touriño. Foi ainda detido o ex-deputado regional socialista Luis García Sáez, considerado como o presumível cabecilha da trama.
Segundo a polícia, Sáez convencia empresários da construção civil a comprar terrenos nas localidades de Santa Coloma, Sant Andreu de Llavaneres e Badalona, prometendo que valorizariam em breve. Depois, com a cumplicidade dos responsáveis municipais, os terrenos eram requalificados e posteriormente eram vendidos por um preço bastante superior ao inicial, recebendo Sáez e os outros implicados na trama avultadas comissões.
in Correio da Manhã
O PS, A LIDERANÇA E O MURO DA SERRA DO CALDEIRÃO

Miguel Freitas é um dos "monstros sagrados" da política algarvia. Não por feitos alcançados, que não se lhe conhece nenhum mas, porque consegue sobreviver aos insucessos das suas estratégias.
Dentro de um partido disforme, insonso e cada vez mais distante das grandes transformações sociais, o seu papel histórico encetado por Mário Soares de capacho dos ditames do grande capital, tão bem consubstanciado no estilo manhoso de Sócrates, mostram a disponibilidade da grande casa de albergue de todo o tipo de interesses das camadas da classe média urbana, onde o protagonismo, o carreirismo e as fidelidades são uma escola, onde não há reprimenda para os maus resultados.
Uma análise atenta sobre as eleições autárquicas na região, afinal aquelas que melhor aferem o trabalho organizativo das direcções distritais dos partidos, permitem concluir que a vitória em Tavira não apaga a profundidade da derrota global, onde sobressaem o esmagamento de um ex-presidente em Loulé e de dois ex-deputados em Albufeira e Vila Real de Stº. antónio, mais as perdas das Câmaras em Faro e Monchique.
As teses das "Polis para as pessoas" não passaram e o denominador comum foi a condenação da ausência do PS na vida das populações locais, optando pela política de gabinete sobre a denúncia e o trabalho persistente junto destas.
Ficou provado que, os nomes, os títulos, os chavões e o muito dinheiro, não chegam para ganhar eleições.
Depois da capitulação à atitude de diminuição do papel do líder distrital, que não chega para liderar a candidatura da região às legislativas, esta derrota de Miguel Freitas deixou-o numa posição de fragilidade para conduzir os destinos do partido em actos futuros.
As segundas linhas do PS na região, não percebendo o que está em causa nos propósitos de José Sócrates para a formação de um Governo a prazo ou, na melhor das hipóteses de ministros a prazo, acreditando que possa chegar ao fim da legislatura, revelam uma total incompreensão da realidade que criaram de uma vez menorizados para o parlamento, nem seriam achados para o Governo.
Os grandes partidos trazem o Algarve domesticado e basta olhar para a degradação dos factores sociais e económicos que não justificam um levantar de voz dos seus dirigentes locais.
Os partidos do centrão, teoricamente diferentes, acabam por se fundir nas suas práticas políticas generalizadas e no que se refere ao Algarve, os políticos para cá do Caldeirão afinam pelo mesmo diapasão e continuam a preferir a submissão partidária e provinciana, a uma atitude regionalista de energia reivindicativa, que imponha o valor e importância da região no conjunto da capacidade de criação de riqueza no país.
A atitude no interesse colectivo da região, tem sido muitas vezes preterida pelos interesses pessoais da maioria dos nossos representantes e por este caminho continuaremos a ser vistos e controlados à distância e as nossas afirmações não passam de simples lamúrias.
Por quanto tempo mais vamos aceitar estas situações, é a pergunta que fica no ar!
Luis Alexandre
Dentro de um partido disforme, insonso e cada vez mais distante das grandes transformações sociais, o seu papel histórico encetado por Mário Soares de capacho dos ditames do grande capital, tão bem consubstanciado no estilo manhoso de Sócrates, mostram a disponibilidade da grande casa de albergue de todo o tipo de interesses das camadas da classe média urbana, onde o protagonismo, o carreirismo e as fidelidades são uma escola, onde não há reprimenda para os maus resultados.
Uma análise atenta sobre as eleições autárquicas na região, afinal aquelas que melhor aferem o trabalho organizativo das direcções distritais dos partidos, permitem concluir que a vitória em Tavira não apaga a profundidade da derrota global, onde sobressaem o esmagamento de um ex-presidente em Loulé e de dois ex-deputados em Albufeira e Vila Real de Stº. antónio, mais as perdas das Câmaras em Faro e Monchique.
As teses das "Polis para as pessoas" não passaram e o denominador comum foi a condenação da ausência do PS na vida das populações locais, optando pela política de gabinete sobre a denúncia e o trabalho persistente junto destas.
Ficou provado que, os nomes, os títulos, os chavões e o muito dinheiro, não chegam para ganhar eleições.
Depois da capitulação à atitude de diminuição do papel do líder distrital, que não chega para liderar a candidatura da região às legislativas, esta derrota de Miguel Freitas deixou-o numa posição de fragilidade para conduzir os destinos do partido em actos futuros.
As segundas linhas do PS na região, não percebendo o que está em causa nos propósitos de José Sócrates para a formação de um Governo a prazo ou, na melhor das hipóteses de ministros a prazo, acreditando que possa chegar ao fim da legislatura, revelam uma total incompreensão da realidade que criaram de uma vez menorizados para o parlamento, nem seriam achados para o Governo.
Os grandes partidos trazem o Algarve domesticado e basta olhar para a degradação dos factores sociais e económicos que não justificam um levantar de voz dos seus dirigentes locais.
Os partidos do centrão, teoricamente diferentes, acabam por se fundir nas suas práticas políticas generalizadas e no que se refere ao Algarve, os políticos para cá do Caldeirão afinam pelo mesmo diapasão e continuam a preferir a submissão partidária e provinciana, a uma atitude regionalista de energia reivindicativa, que imponha o valor e importância da região no conjunto da capacidade de criação de riqueza no país.
A atitude no interesse colectivo da região, tem sido muitas vezes preterida pelos interesses pessoais da maioria dos nossos representantes e por este caminho continuaremos a ser vistos e controlados à distância e as nossas afirmações não passam de simples lamúrias.
Por quanto tempo mais vamos aceitar estas situações, é a pergunta que fica no ar!
Luis Alexandre
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Intervenção de requalificação e valorização da Ria Formosa - Ilha de Faro (Nascente)
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Terça-feira, Outubro 27, 2009
Intervenção de requalificação e valorização da Ria Formosa - Ilha de Faro (Poente)
A planta que define o que é para renaturalizar (verde)
e a zona a reestruturar(vermelho)

Ilha de Faro / Poente
e a zona a reestruturar(vermelho)

Ilha de Faro / Poente
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Segunda-feira, Outubro 26, 2009
Festa do cinema francês em Faro

Cinco Cidades recebem a festa do cinema francês este Outono, sendo Faro a próxima localidade a acolher as festividades a decorrerem entre 28 de outubro e 1 de novembro.
mais info:
http://imagoverbalis.wordpress.com/2009/10/25/%e2%80%9cpeliculas%e2%80%9d-francesas-invadem-a-capital-do-algarve/
Polícia vigia grupos de jovens dedicados à criminalidade

A PSP de Faro confirmou que existem três grupos de jovens, maioritariamente menores de idade, a dedicarem-se a actividades criminosas na capital algarvia. Polícia já tem provas para levar grupos a julgamento.
"Há uns três grupos na cidade, compostos cada um por seis a 10 indivíduos, a maioria menores de idade, que se dedicam à actividade criminosa, da qual um elemento já está em prisão preventiva", disse hoje à Lusa o comandante da PSP de Faro, intendente Victor Rodrigues.
Segundo o intendente, todos os restantes indivíduos "estão já referenciados", existindo já provas suficientes para se passar à fase de acusação dos jovens.
Os jovens vão a tribunal, serão julgados e estima-se que alguns fiquem mesmo em prisão efectiva, referiu o comandante da PSP de Faro.
Os indivíduos referenciados são "todos rapazes", quase todos portugueses e a maioria não estuda.
De acordo com o jornal Correio da Manhã, existe em Faro um grupo de jovens que actua com violência durante a noite, atacando pessoas e destruindo estabelecimentos em troca de pontos para subirem na hierarquia do grupo.
Apelidado de "gang dos pontos", a forma de actuação do grupo terá sido inspirada no jogo de vídeo norte-americano "Grand Theft Auto", no qual ganha mais pontos quem actuar com mais violência.
Outro grupo violento de cuja existência se tem falado nas cidades de Faro e Olhão é o "gang do palhaço", que alegadamente cortaria a boca às vítimas de orelha a orelha para que estas ficassem semelhantes a um palhaço.
O comandante da PSP de Faro adiantou à Agência Lusa que sobre o "gang do palhaço" não se confirma a existência de nenhuma ocorrência de pessoas cortadas.
Com os melhores cumprimentos,
R.S.
"Há uns três grupos na cidade, compostos cada um por seis a 10 indivíduos, a maioria menores de idade, que se dedicam à actividade criminosa, da qual um elemento já está em prisão preventiva", disse hoje à Lusa o comandante da PSP de Faro, intendente Victor Rodrigues.
Segundo o intendente, todos os restantes indivíduos "estão já referenciados", existindo já provas suficientes para se passar à fase de acusação dos jovens.
Os jovens vão a tribunal, serão julgados e estima-se que alguns fiquem mesmo em prisão efectiva, referiu o comandante da PSP de Faro.
Os indivíduos referenciados são "todos rapazes", quase todos portugueses e a maioria não estuda.
De acordo com o jornal Correio da Manhã, existe em Faro um grupo de jovens que actua com violência durante a noite, atacando pessoas e destruindo estabelecimentos em troca de pontos para subirem na hierarquia do grupo.
Apelidado de "gang dos pontos", a forma de actuação do grupo terá sido inspirada no jogo de vídeo norte-americano "Grand Theft Auto", no qual ganha mais pontos quem actuar com mais violência.
Outro grupo violento de cuja existência se tem falado nas cidades de Faro e Olhão é o "gang do palhaço", que alegadamente cortaria a boca às vítimas de orelha a orelha para que estas ficassem semelhantes a um palhaço.
O comandante da PSP de Faro adiantou à Agência Lusa que sobre o "gang do palhaço" não se confirma a existência de nenhuma ocorrência de pessoas cortadas.
Com os melhores cumprimentos,
R.S.
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A participação activa de todos nós, munícipes, na vida autárquica
A nossa participação na vida autárquica não se reduz, decerto, ao exercício do voto.
Como munícipes temos todo o direito, e também a obrigação, de participar activamente na vida da nossa autarquia.
Temos uma palavra a dizer, no que se refere à sua gestão, às opções que os órgãos autárquicos tomam, e projectam tomar.
Ao contrário do que possamos pensar, o nosso dia a dia compõe-se de pequenas coisas, das quais depende o nosso bem estar, a nossa felicidade, e, consequentemente, o bem estar e a felicidade dos outros.
A realidade social, designadamente no campo da solidariedade, difere, radicalmente, da realidade matemática.
Enquanto, matematicamente, obteremos mais, teremos um valor maior, se adicionarmos, na solidariedade verifica-se exactamente o contrário: enriquecemos, cada vez mais, quando nos disponibilizamos para os outros.
A nossa felicidade é tanto maior, quanto mais felizes forem os que nos rodeiam.
A nossa missão é, em minha opinião, contribuirmos, por todos os meios ao nosso alcance, para a felicidade dos que se encontram à nossa volta.
Julgo que, no âmbito da gestão autárquica, poderemos dar um contributo muito importante.
A disponibilidade económica, o dinheiro (que rareia nos cofres das autarquias) pode, é certo, impedir que se resolvam alguns problemas.
Mas apenas metade deles. Porque a outra metade resolve-se com os recursos de que dispomos, sem necessidade de grandes gastos.
Não é preciso um orçamento suplementar, para se prover à limpeza das ruas, à remoção das viaturas abandonadas, à limpeza das árvores, à recolha dos animais maltratados, à reparação dos buracos nos passeios, à substituição das lâmpadas fundidas nos candeeiros, e assim por diante.
O comportamento que vos proponho, é que colaboremos activamente no arranjo, na apresentação, na administração da nossa cidade, e do nosso concelho, fazendo, assim, mais felizes os que nos rodeiam e, tornando-nos, por esse facto, mais felizes também.
Quem melhor do que qualquer de nós, conhece as carências do seu bairro, da sua rua?
Porque não remeter para os responsáveis autárquicos, essas indicações preciosas, que, se forem recebidas com o mesmo entusiasmo com que as enviamos, serão prontamente satisfeitas?
Porque esperar que a vigilância autárquica se aperceba daquilo de que necessita a nossa rua, a nossa praça, e que aguarda, há anos, uma simples composição ou arranjo.
A proposta que Vos deixo, é esta:
Servir os outros, servindo a nossa cidade e o nosso concelho, fazendo chegar aos órgãos de administração autárquica, as insuficiências do local em que vivemos, em que estamos inseridos.
No meu caso, por exemplo, a Rua Frei Lourenço de Santa Maria, onde desagua todo o trânsito vindo de São Brás de Alportel, da Via do Infante, de Estoi e muito mais.
Porque não voltar a utilizar a Rua do Alportel, que é muito mais larga e que é o escoamento natural desse fluxo rodoviário, em vez de o afunilar para a Rua Frei Lourenço de Santa Maria?
Na minha rua faltam algumas lâmpadas nos candeeiros, que devem ser imediatamente repostas.
Os passeios estão pejados de automóveis estacionados, obrigando os carrinhos de bebé e as pessoas mais idosas a circular pela via pública, o que é manifestamente perigoso. Algumas pedras da calçada estão levantadas, necessitando reparação imediata.
A passadeira ao cimo da rua está demasiado perto da curva, o que é perigos para os peões, que temem sempre o aparecimento de uma viatura automóvel a maior velocidade, que os colha no decurso do seu atravessamento.
Haverá que actuar, também, e com urgência, relativamente a alguns dos proprietários de animais, que os trazem para a rua, afim de fazerem as suas necessidades, e deixam os passeios cheios de urina e excrementos.
Aqui está, penso eu, o exemplo a seguir, não denunciando pessoas, mas denunciando situações, que devem ser imediatamente alteradas.
E do conjunto de tudo isto, se houver uma resposta adequada da administração autárquica, teremos uma cidade diferente, limpa e atraente.
Servir, é o termo. Servir a cidade e servir os outros, “gastando-se” ao seu serviço e ao serviços de todos.
Um abraço.
(Jorge Leitão)
tomo a liberdade de deixar o link, aqui e aqui, para duas situações que, se resolvidas brevemente, poderiam dar um bom sinal no sentido da sua carta.
ADF
Como munícipes temos todo o direito, e também a obrigação, de participar activamente na vida da nossa autarquia.
Temos uma palavra a dizer, no que se refere à sua gestão, às opções que os órgãos autárquicos tomam, e projectam tomar.
Ao contrário do que possamos pensar, o nosso dia a dia compõe-se de pequenas coisas, das quais depende o nosso bem estar, a nossa felicidade, e, consequentemente, o bem estar e a felicidade dos outros.
A realidade social, designadamente no campo da solidariedade, difere, radicalmente, da realidade matemática.
Enquanto, matematicamente, obteremos mais, teremos um valor maior, se adicionarmos, na solidariedade verifica-se exactamente o contrário: enriquecemos, cada vez mais, quando nos disponibilizamos para os outros.
A nossa felicidade é tanto maior, quanto mais felizes forem os que nos rodeiam.
A nossa missão é, em minha opinião, contribuirmos, por todos os meios ao nosso alcance, para a felicidade dos que se encontram à nossa volta.
Julgo que, no âmbito da gestão autárquica, poderemos dar um contributo muito importante.
A disponibilidade económica, o dinheiro (que rareia nos cofres das autarquias) pode, é certo, impedir que se resolvam alguns problemas.
Mas apenas metade deles. Porque a outra metade resolve-se com os recursos de que dispomos, sem necessidade de grandes gastos.
Não é preciso um orçamento suplementar, para se prover à limpeza das ruas, à remoção das viaturas abandonadas, à limpeza das árvores, à recolha dos animais maltratados, à reparação dos buracos nos passeios, à substituição das lâmpadas fundidas nos candeeiros, e assim por diante.
O comportamento que vos proponho, é que colaboremos activamente no arranjo, na apresentação, na administração da nossa cidade, e do nosso concelho, fazendo, assim, mais felizes os que nos rodeiam e, tornando-nos, por esse facto, mais felizes também.
Quem melhor do que qualquer de nós, conhece as carências do seu bairro, da sua rua?
Porque não remeter para os responsáveis autárquicos, essas indicações preciosas, que, se forem recebidas com o mesmo entusiasmo com que as enviamos, serão prontamente satisfeitas?
Porque esperar que a vigilância autárquica se aperceba daquilo de que necessita a nossa rua, a nossa praça, e que aguarda, há anos, uma simples composição ou arranjo.
A proposta que Vos deixo, é esta:
Servir os outros, servindo a nossa cidade e o nosso concelho, fazendo chegar aos órgãos de administração autárquica, as insuficiências do local em que vivemos, em que estamos inseridos.
No meu caso, por exemplo, a Rua Frei Lourenço de Santa Maria, onde desagua todo o trânsito vindo de São Brás de Alportel, da Via do Infante, de Estoi e muito mais.
Porque não voltar a utilizar a Rua do Alportel, que é muito mais larga e que é o escoamento natural desse fluxo rodoviário, em vez de o afunilar para a Rua Frei Lourenço de Santa Maria?
Na minha rua faltam algumas lâmpadas nos candeeiros, que devem ser imediatamente repostas.
Os passeios estão pejados de automóveis estacionados, obrigando os carrinhos de bebé e as pessoas mais idosas a circular pela via pública, o que é manifestamente perigoso. Algumas pedras da calçada estão levantadas, necessitando reparação imediata.
A passadeira ao cimo da rua está demasiado perto da curva, o que é perigos para os peões, que temem sempre o aparecimento de uma viatura automóvel a maior velocidade, que os colha no decurso do seu atravessamento.
Haverá que actuar, também, e com urgência, relativamente a alguns dos proprietários de animais, que os trazem para a rua, afim de fazerem as suas necessidades, e deixam os passeios cheios de urina e excrementos.
Aqui está, penso eu, o exemplo a seguir, não denunciando pessoas, mas denunciando situações, que devem ser imediatamente alteradas.
E do conjunto de tudo isto, se houver uma resposta adequada da administração autárquica, teremos uma cidade diferente, limpa e atraente.
Servir, é o termo. Servir a cidade e servir os outros, “gastando-se” ao seu serviço e ao serviços de todos.
Um abraço.
(Jorge Leitão)
tomo a liberdade de deixar o link, aqui e aqui, para duas situações que, se resolvidas brevemente, poderiam dar um bom sinal no sentido da sua carta.
ADF
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Praxe ou um negócio?

imagem retirada daqui
A Associação Académica de Viseu (AAV) cancelou todas as actividades de praxe até ao próximo dia 8 de Novembro por existirem suspeitas de que os caloiros estão a ser utilizados para negócios em bares da cidade. A decisão surge na sequência da denúncia que um grupo de estudantes fez, por e-mail, ao Instituto Politécnico de Viseu, segundo a qual o órgão responsável pela promoção e regulação da praxe, o Conselho de Viriato (CV), seria o beneficiário destes negócios.
Os estudantes alegam que, durante as tertúlias académicas ("um nome pomposo para designar osrallys das tascas"), os caloiros são obrigados a circular de bar em bar, bebendo até não poderem mais, sendo no final encaminhados para uma discoteca ou bar dançante, de onde o Conselho de Viriato retira supostos dividendos.
"Os caloiros não devem ser obrigados a sair de casa à noite, faltando às aulas de manhã, para que superiores da praxe [Conselho Viriato] ganhem dinheiro com isso", lê-se no e-mail. A mandatária de todo este esquema, apontam, é a líder do Conselho de Viriato, Ana Pinto, aluna do curso de Engenharia Civil e empregada num dos bares da zona do Politécnico. mais aqui no Público
A propósito de praxes, aqui deixo um texto de Daniel Oliveira para os mais novos reflectirem (o que não é, necessariamente, o mesmo que concordarem).
"Em Coimbra, mas também em Lisboa, vejo espectáculos de humilhação colectiva. Em muitos casos com o consentimento dos próprios. Vejo a boçalidade satisfeita consigo mesma. Vejo a ignorância transformada em cerimónia. Desde que não seja dentro da faculdade, digo eu, é lá com eles. E repito: aventurados sejam os idiotas porque deles é o reino da terra. Aquilo é a “tribo” no seu pior. É a obediência no que ela tem de mais degradante. Na rua passam em fila indiana, como carneiros, a repetir frases e canções inventadas por analfabetos. A praxe é o que seria uma sociedade sem cidadãos. Sem indivíduos. Sem inteligência. A praxe é a prova de como um pequeno poder de meia dúzia de imbecis chega para que a imbecilidade se transforme numa instituição. Dizem que serve para a integração. E é verdade. Ficam todos os praxados integrados na bovinidade dos praxantes. E essa é a razão porque odeio a palavra “integração”. Aquele que se quer diluir na mediocridade a nada mais pode aspirar do que a ser um medíocre. É por isso que só os inadaptados têm a coragem de resistir à barbaridade quando ela se impõe como natural. Dirão: que exagero, é apenas uma brincadeira. Não. É muito mais do que isso. É, como “tradição”, um código de conduta. A seguir no emprego, na vida, na família. É muito mais do que uma brincadeira. É uma lição. Isto é que é apenas um desabafo."
Daniel Oliveira
http://arrastao.org/sem-categoria/a-praxe/comment-page-1/#comment-87374
A Associação Académica de Viseu (AAV) cancelou todas as actividades de praxe até ao próximo dia 8 de Novembro por existirem suspeitas de que os caloiros estão a ser utilizados para negócios em bares da cidade. A decisão surge na sequência da denúncia que um grupo de estudantes fez, por e-mail, ao Instituto Politécnico de Viseu, segundo a qual o órgão responsável pela promoção e regulação da praxe, o Conselho de Viriato (CV), seria o beneficiário destes negócios.
Os estudantes alegam que, durante as tertúlias académicas ("um nome pomposo para designar osrallys das tascas"), os caloiros são obrigados a circular de bar em bar, bebendo até não poderem mais, sendo no final encaminhados para uma discoteca ou bar dançante, de onde o Conselho de Viriato retira supostos dividendos.
"Os caloiros não devem ser obrigados a sair de casa à noite, faltando às aulas de manhã, para que superiores da praxe [Conselho Viriato] ganhem dinheiro com isso", lê-se no e-mail. A mandatária de todo este esquema, apontam, é a líder do Conselho de Viriato, Ana Pinto, aluna do curso de Engenharia Civil e empregada num dos bares da zona do Politécnico. mais aqui no Público
A propósito de praxes, aqui deixo um texto de Daniel Oliveira para os mais novos reflectirem (o que não é, necessariamente, o mesmo que concordarem).
"Em Coimbra, mas também em Lisboa, vejo espectáculos de humilhação colectiva. Em muitos casos com o consentimento dos próprios. Vejo a boçalidade satisfeita consigo mesma. Vejo a ignorância transformada em cerimónia. Desde que não seja dentro da faculdade, digo eu, é lá com eles. E repito: aventurados sejam os idiotas porque deles é o reino da terra. Aquilo é a “tribo” no seu pior. É a obediência no que ela tem de mais degradante. Na rua passam em fila indiana, como carneiros, a repetir frases e canções inventadas por analfabetos. A praxe é o que seria uma sociedade sem cidadãos. Sem indivíduos. Sem inteligência. A praxe é a prova de como um pequeno poder de meia dúzia de imbecis chega para que a imbecilidade se transforme numa instituição. Dizem que serve para a integração. E é verdade. Ficam todos os praxados integrados na bovinidade dos praxantes. E essa é a razão porque odeio a palavra “integração”. Aquele que se quer diluir na mediocridade a nada mais pode aspirar do que a ser um medíocre. É por isso que só os inadaptados têm a coragem de resistir à barbaridade quando ela se impõe como natural. Dirão: que exagero, é apenas uma brincadeira. Não. É muito mais do que isso. É, como “tradição”, um código de conduta. A seguir no emprego, na vida, na família. É muito mais do que uma brincadeira. É uma lição. Isto é que é apenas um desabafo."
Daniel Oliveira
http://arrastao.org/sem-categoria/a-praxe/comment-page-1/#comment-87374
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Desemprego: Algarve regista a maior subida do país
O número de desempregados inscritos nos centros de emprego do Algarve registou um aumento de 88,2 por cento, face ao mesmo mês de 2008, sendo esta a região com a maior subida do país. De acordo com os dados hoje divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), o Algarve tinha, no final de Setembro, mais 8.306 inscritos do que há um ano atrás, totalizando os 17.721 indivíduos. Em relação ao mês de Agosto, o Algarve registou um acréscimo de 6,6 por cento no número de desempregados, que era de 16.617. O aumento homólogo do desemprego foi observado em todas as regiões do país, destacando-se, além do Algarve, a subida na Madeira, de 54,3 por cento, para 12.625 inscritos, e nos Açores, de 51,8 por cento, para 4.744 pessoas. No Norte, a região do país que concentra o maior número de desempregados (44,7 por cento), o número de inscritos nos centros de emprego subiu 27,4 por cento para 228.318. Em Lisboa e Vale do Tejo, onde se localizam 29,6 por cento do número de inscritos, existiam, no final de Setembro, um total de 150.838 pessoas desempregadas (mais 28,5 por cento em termos homólogos). No Alentejo, o número de desempregados inscritos subiu 25,4 por cento, para 22.250 pessoas face ao mesmo mês de 2008, enquanto que no Centro aumentou 22,7 por cento, para 73.860 inscritos. in Região Sul
Finalmente acabou....
Já acabou...aquilo que para alguns é a maior festividade da Cidade....a feira de Santa Iria...chegou ao fim....Este ano ( tal como os anteriores ) manteve-se os problemas da já de si problemática Cidade de Faro.....mobilidade....transito....estacionamento....falta de civismo..... (no fundo o mais importante é conseguir colocar o automovel á porta da Feira) e basta percorrer todas as zonas em redor para se visualizar os estragos ,que mais parece o de um furacão que devastou a area....nem a nova ciclovia junto à Horta da Areia foi poupada com a via a ser invadida pelo automovel e todos os pilaretes ( que a protegem) terem sido vandalizados......Agora é só aguardar que sejam retiradas todas as estruturas ....para que a Cidade volte á sua (a)normalidade.....
Espero que o novo executivo tenha a sensibilidade, audacia e visão em criar uma estrutura de feiras e exposições que dignifique a Cidade......Mas...se em 2010 se mantiver a ideia ( teimosia ) em realizar a Feira no Largo de S. Francisco....sugeria que fechassem a Avenida Joaquim Belchior ( que dá acesso ao Largo ), pois de nada serve a sua existencia , tal é o numero de autocarros, carros de apoio e outros afins , que tornam vergonhosa tal via....e já agora encerravam também a Escola Joaquim Magalhães, todos os infantários da Zona e a Escola Hoteleira.....dessa forma melhoraria a vida de muitos Farenses..... Pessoalmente acho que tamanha mediocridade de Feira...não merece tanto sacrificio......
M.S.
Também podiam pela primeira vez tentar desmontar a feira o mais rápido possivel para libertar o parque de estacionamento, é que normalmente levam quase 3 semanas até a Alentexpo acabar o serviço... adf
Espero que o novo executivo tenha a sensibilidade, audacia e visão em criar uma estrutura de feiras e exposições que dignifique a Cidade......Mas...se em 2010 se mantiver a ideia ( teimosia ) em realizar a Feira no Largo de S. Francisco....sugeria que fechassem a Avenida Joaquim Belchior ( que dá acesso ao Largo ), pois de nada serve a sua existencia , tal é o numero de autocarros, carros de apoio e outros afins , que tornam vergonhosa tal via....e já agora encerravam também a Escola Joaquim Magalhães, todos os infantários da Zona e a Escola Hoteleira.....dessa forma melhoraria a vida de muitos Farenses..... Pessoalmente acho que tamanha mediocridade de Feira...não merece tanto sacrificio......
M.S.
Também podiam pela primeira vez tentar desmontar a feira o mais rápido possivel para libertar o parque de estacionamento, é que normalmente levam quase 3 semanas até a Alentexpo acabar o serviço... adf
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Domingo, Outubro 25, 2009
Património Geológico - o comentário

Cerro do Cabeço - retirado daqui
O Algarve possui um grande património em grutas, algumas inexploradas.
Sei que por vezes não tem sido dado o devido acompanhamento à sua preservação.
Alerto as autarquias e quem de direito para esta situação, na medida em que o nosso património geológico também é de extrema importância.Poderia ser possível fazer um levantamento, abrindo ao turismo e público em geral algumas grutas que reunissem as devidas condições.
Hélder Rodrigues
O Algarve possui um grande património em grutas, algumas inexploradas.
Sei que por vezes não tem sido dado o devido acompanhamento à sua preservação.
Alerto as autarquias e quem de direito para esta situação, na medida em que o nosso património geológico também é de extrema importância.Poderia ser possível fazer um levantamento, abrindo ao turismo e público em geral algumas grutas que reunissem as devidas condições.
Hélder Rodrigues
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Sábado, Outubro 24, 2009
SAZONALIDADE, O CANCRO DO TURISMO!

A sazonalidade é a doença gangrenosa do Turismo e todos os responsáveis do sector e autárquicos têm adoptado uma atitude lasciva, deixando que a sua propagação consuma os recursos físicos, mentais e financeiros de uma actividade demasiado desgastante.
No caso de Albufeira e a realidade no resto do Algarve não é muito diferente, de facto, para a tesouraria da Câmara Municipal nunca ouve sazonalidade, vivendo até momentos de grande felicidade de aumento de receitas, em contra-ciclo com as actividades económicas do concelho.
Na última década e com maior incidência de 2005 para cá, todos os factores que sustentam a pandemia da sazonalidade têm-se agravado, colocando as empresas em sérias dificuldades financeiras e por arrastamento criando menos emprego e de menos qualidade.
A especulação imobiliária sustentada pelas decisões camarárias, contribuiu por um lado para o aumento exagerado da oferta e dos números irreais que se pedem pelos imóveis e pelas rendas e, por outro, massificou os espaços ao ponto de termos uma cidade enorme e sem as condições de beleza e sustentabilidade para prenderem proprietários e visitantes.
De cidade turística que já chamou no passado turistas durante oito meses do ano, estamos agora nuns escassos 3 ou 4 meses, o emprego que era para todo o ano ou a maior parte dele, está sujeito a contratos cada vez mais curtos e com piores salários, os encargos financeiros dos investimentos e de sustentação do negócio que se liquidavam no verão seguinte arrastam-se por mais anos levando à degradação das estruturas e da imagem dos estabelecimentos, enfim, enfrentamos problemas que nunca foram compreendidos pelas autoridades responsáveis, quanto mais combatidos.
Em oito anos de gestão do PSD, apesar de o seu programa falar timidamente de sazonalidade, na realidade nada foi feito para manter os níveis de apetência e chamamento dos visitantes de modo a minorar os efeitos negativos do crescimento desmesurado da oferta e do inegável afastamento das franjas com maior poder aquisitivo.
O Turismo de Albufeira degradou-se, somos obrigados a investir mais em captação e convencimento, quando no passado não muito distante, todas as qualidades naturais do concelho funcionavam por si e induziam a voltar, bem como uns bons milhares de idosos escolhiam esta terra para permanecerem os meses de inverno.
O cimento e a perda de qualidades não têm convencido as novas gerações de turistas e o executivo camarário, que renovou os seus votos á frente do concelho, voltou a falar do assunto nas suas promessas eleitorais sem que contudo se conheçam quaisquer planos a não ser o de continuar com o cartaz de fim de ano.
É pouco e precisamos de muito mais. Já o afirmámos no passado, a cultura e os seus consumidores são um potencial inexplorado. As iniciativas temáticas sustentadas em programas dirigidos a determinadas faixas etárias, são outra direcção a seguir e até o envolvimento das comunidades estrangeiras radicadas entre nós pode ser conseguido em acções que geram riqueza e têm reflexos além fronteiras. É tudo uma questão de vontade e imaginação e por vezes não são precisos muitos meios.
Também corroboramos as críticas dirigidas ao ALLGARVE, entendendo que em tempo de crise, mais do que animar é preciso concentrar os meios financeiros disponíveis em publicidade do destino nos velhos mercados onde já somos conhecidos bem como em novos e promissores.
É preciso travar o avanço da sazonalidade e preparar planos e meios para o fazer. Basta de atitudes contemplativas.
Também temos consciência que não basta agir ao nível da publicidade e da animação e que são precisas intervenções paralelas ao nível da requalificação urbana, dos edifícios históricos e tradicionais, da paisagem, do ambiente e da criação de actividades económicas alternativas e incremento das pescas e agricultura regionais.
Estas são tarefas de concertação e empenho globais que ultrapassam as competências da ERTA e exigem uma confluência de vontades de organismos, autarquias e forças sociais e políticas.
Luis Alexandre
No caso de Albufeira e a realidade no resto do Algarve não é muito diferente, de facto, para a tesouraria da Câmara Municipal nunca ouve sazonalidade, vivendo até momentos de grande felicidade de aumento de receitas, em contra-ciclo com as actividades económicas do concelho.
Na última década e com maior incidência de 2005 para cá, todos os factores que sustentam a pandemia da sazonalidade têm-se agravado, colocando as empresas em sérias dificuldades financeiras e por arrastamento criando menos emprego e de menos qualidade.
A especulação imobiliária sustentada pelas decisões camarárias, contribuiu por um lado para o aumento exagerado da oferta e dos números irreais que se pedem pelos imóveis e pelas rendas e, por outro, massificou os espaços ao ponto de termos uma cidade enorme e sem as condições de beleza e sustentabilidade para prenderem proprietários e visitantes.
De cidade turística que já chamou no passado turistas durante oito meses do ano, estamos agora nuns escassos 3 ou 4 meses, o emprego que era para todo o ano ou a maior parte dele, está sujeito a contratos cada vez mais curtos e com piores salários, os encargos financeiros dos investimentos e de sustentação do negócio que se liquidavam no verão seguinte arrastam-se por mais anos levando à degradação das estruturas e da imagem dos estabelecimentos, enfim, enfrentamos problemas que nunca foram compreendidos pelas autoridades responsáveis, quanto mais combatidos.
Em oito anos de gestão do PSD, apesar de o seu programa falar timidamente de sazonalidade, na realidade nada foi feito para manter os níveis de apetência e chamamento dos visitantes de modo a minorar os efeitos negativos do crescimento desmesurado da oferta e do inegável afastamento das franjas com maior poder aquisitivo.
O Turismo de Albufeira degradou-se, somos obrigados a investir mais em captação e convencimento, quando no passado não muito distante, todas as qualidades naturais do concelho funcionavam por si e induziam a voltar, bem como uns bons milhares de idosos escolhiam esta terra para permanecerem os meses de inverno.
O cimento e a perda de qualidades não têm convencido as novas gerações de turistas e o executivo camarário, que renovou os seus votos á frente do concelho, voltou a falar do assunto nas suas promessas eleitorais sem que contudo se conheçam quaisquer planos a não ser o de continuar com o cartaz de fim de ano.
É pouco e precisamos de muito mais. Já o afirmámos no passado, a cultura e os seus consumidores são um potencial inexplorado. As iniciativas temáticas sustentadas em programas dirigidos a determinadas faixas etárias, são outra direcção a seguir e até o envolvimento das comunidades estrangeiras radicadas entre nós pode ser conseguido em acções que geram riqueza e têm reflexos além fronteiras. É tudo uma questão de vontade e imaginação e por vezes não são precisos muitos meios.
Também corroboramos as críticas dirigidas ao ALLGARVE, entendendo que em tempo de crise, mais do que animar é preciso concentrar os meios financeiros disponíveis em publicidade do destino nos velhos mercados onde já somos conhecidos bem como em novos e promissores.
É preciso travar o avanço da sazonalidade e preparar planos e meios para o fazer. Basta de atitudes contemplativas.
Também temos consciência que não basta agir ao nível da publicidade e da animação e que são precisas intervenções paralelas ao nível da requalificação urbana, dos edifícios históricos e tradicionais, da paisagem, do ambiente e da criação de actividades económicas alternativas e incremento das pescas e agricultura regionais.
Estas são tarefas de concertação e empenho globais que ultrapassam as competências da ERTA e exigem uma confluência de vontades de organismos, autarquias e forças sociais e políticas.
Luis Alexandre
Gruta da Bita Algarve 1980
Exploração da Gruta da Bita
Após as minhas primeiras aventuras na Espeleologia no Algarve 1979-1980, tive o privilégio de reunir um grupo de amigos em Faro e começar a praticar esta actividade na sua vertente desportiva.
Esses amigos meus eram: Silva Lobo, Maria José Fazenda, José Pedro Fazenda, Sérgio, Domingos, e José Palma.
Escolhemos a Gruta da Bita, perto de Moncarapacho, para levarmos a cabo as primeiras aventuras espeleológicas.
Para lá chegar, apanhámos o comboio em Faro, descemos na Fuseta, e percorremos a pé o percurso até Moncarapacho, sendo o nosso objectivo a Gruta da Bita já na estrada para Estoi.
Após subirmos uma pequena elevação chegámos à entrada da gruta e montámos a escada (corda de nylon com degraus em pvc, de fabrico caseiro) e corda de segurança.
Colocámos os arneses (cintos de segurança) e ligámos as lanternas dos capacetes.
Descemos um primeiro poço com cerca de 10 metros de profundidade sem dificuldade de maior.
Este poço termina numa pequena sala, onde se encontra uma fenda vertical por onde passamos para ter acesso a outra sala bem maior, com estalactites, estalagmites e colunas, onde aproveitámos para tirar umas fotos.
Nessa sala, do lado esquerdo, encontrámos o acesso a mais um pequeno poço com pequena verticalidade e profundidade.
Decidimos então descansar um pouco e comer umas sandes que trouxemos de casa para repor energias.
Voltámos então à exploração da gruta, onde nos deparámos com mais um poço.
Decidimos avançar.
A meio desse poço descobrimos uma pequena passagem, difícil de transpor, que nos levou a outra sala onde encontrámos mais um poço vertical (chaminé), o qual igualmente explorámos.
Estivemos cerca de cinco horas a explorar os recantos desta gruta, encantados com a beleza e espectacularidade que só o mundo subterrâneo nos permite observar.
Foram excelentes as aventuras que passámos na Espeleologia.
Luis Nadkarni
Após as minhas primeiras aventuras na Espeleologia no Algarve 1979-1980, tive o privilégio de reunir um grupo de amigos em Faro e começar a praticar esta actividade na sua vertente desportiva.
Esses amigos meus eram: Silva Lobo, Maria José Fazenda, José Pedro Fazenda, Sérgio, Domingos, e José Palma.
Escolhemos a Gruta da Bita, perto de Moncarapacho, para levarmos a cabo as primeiras aventuras espeleológicas.
Para lá chegar, apanhámos o comboio em Faro, descemos na Fuseta, e percorremos a pé o percurso até Moncarapacho, sendo o nosso objectivo a Gruta da Bita já na estrada para Estoi.
Após subirmos uma pequena elevação chegámos à entrada da gruta e montámos a escada (corda de nylon com degraus em pvc, de fabrico caseiro) e corda de segurança.
Colocámos os arneses (cintos de segurança) e ligámos as lanternas dos capacetes.
Descemos um primeiro poço com cerca de 10 metros de profundidade sem dificuldade de maior.
Este poço termina numa pequena sala, onde se encontra uma fenda vertical por onde passamos para ter acesso a outra sala bem maior, com estalactites, estalagmites e colunas, onde aproveitámos para tirar umas fotos.
Nessa sala, do lado esquerdo, encontrámos o acesso a mais um pequeno poço com pequena verticalidade e profundidade.
Decidimos então descansar um pouco e comer umas sandes que trouxemos de casa para repor energias.
Voltámos então à exploração da gruta, onde nos deparámos com mais um poço.
Decidimos avançar.
A meio desse poço descobrimos uma pequena passagem, difícil de transpor, que nos levou a outra sala onde encontrámos mais um poço vertical (chaminé), o qual igualmente explorámos.
Estivemos cerca de cinco horas a explorar os recantos desta gruta, encantados com a beleza e espectacularidade que só o mundo subterrâneo nos permite observar.
Foram excelentes as aventuras que passámos na Espeleologia.
Luis Nadkarni
SteppingStones live on national radio

Stepping Stones live on national radio
this Tuesday 19:00 to 21:00
http://www.obalive.nl/default.aspx?lIntEntityId=1065
in our website, on page http://www.steppingstonesmusic.com/concerts.html
click on (Radio 5) to listen us live online
or
click on (Spirit 24) to watch us live online
-- Best greetings,
Tom Severino
http://www.steppingstonesmusic.com/
0031 (0)229 279157
0031 (0)625 480275
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Sexta-feira, Outubro 23, 2009
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